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Sabe quando amigas se reúnem para ter uma noite só de gurias?
Que conversam sobre tudo, com comidinhas e bebidinhas gostosas?
Aquela noite cheia de segredos e boas risadas?
Chamamos isso de Noite Mulherzinha!

E é esse papo bem humorado que vamos trazer pra cá.
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Ano ímpar

Adoro ano ímpar!

2015 não está deixando por menos. Os anos ímpares sempre me proporcionaram realizações pessoais e profissionais que me deixaram com a certeza de que quando os ímpares chegam, trazem com ele as melhores notícias.

Os maiores sonhos da minha vida só foram possíveis por que planejei todos eles com muito cuidado nos anos ímpares.

E esse ano de agora chegou chegando, me fazendo querer coisas que antes não eram importantes e que agora não sei viver sem ou imaginar meu ano sem elas.

Voltei, depois de muito tempo, a ter uma turminha de crianças de 2 anos de idade, que estão me dando as melhores alegrias, colocando o sorriso no meu rosto diariamente, me dando aquele amor de graça, espontâneo e verdadeiro que só a primeira infância é capaz de dar.

E quanto à vida pessoal, aguardem, novidades estão por vir aqui no bloguinho.



Pequenas Coisas Capazes de te Fazer Mais FELIZ

Sempre gostei de listas. Na verdade nós aqui do Bloguinho, sempre estamos trocando essas listas que surgem na internet e que nos identificam muito. Tem de tudo. Sobre coisas que fazemos quando chegamos aos trinta anos, sobre coisas que só sua amiga vai entender, sobre comportamento na balada aos 15, 20 e 30 anos, sobre coisas que lembram nossa infância e por aí vai.

            Bom essa semana me deparei com uma lista de 51 pequenas coisas capazes de te fazer mais feliz.

#1 - Resgatar músicas da época de adolescente


Há! Não poderia ser mais nós nesse momento. Desde o início do ano estamos todas enlouquecidas aqui em Porto Alegre com a confirmação do Show dos Backstreet Boys na nossa querida cidade. Tá certo que o show só vai acontecer em junho. Mas criamos um grupinho bem restrito no whats onde estamos cantando enlouquecidamente todas as músicas que embalaram nossa adolescência e falando sobre os “meninos”, em como estarão, em como será o show, e rezando para não cantarem muitas músicas novas nessa turnê, afinal, nós somos da velha guarda.

 

Obviamente, em junho, vai ter um novo post contando como foi viver o sonho que criamos 15 anos atrás, em poder vivenciar o momento de cantar o mais alto que pudermos junto com aqueles que nos fizeram ter o nosso primeiro amor platônico da vida.

E a Lista? Acho que mais de um item esse evento é capaz de estar nos proporcionando!

      1.  Resgatar músicas da época de adolescente;
      2. Dançar sozinho em casa;
      3.  Assistir ao nascer do sol de vez em quando;
      4. Jogar conversa fora com um amigo;
      5.  Comprar um livro novo;
      6.    Fazer amizades em lugares inusitados;
      7.    Visitar velhos conhecidos;
      8.    Andar de mãos dadas com um amigo ou um amor;
      9.    Ver a chuva cair através do vidro;
      10. Descobrir uma banda nova;
      11. Receber uma carta escrita à mão;
      12. Dar uma flor a alguém;
      13. Encontrar dinheiro no bolso de uma roupa que estava guardada há tempos;
      14. Olhar fotografias antigas;
      15. Assistir a um desenho animado que marcou sua infância;
      16. Dormir em lençóis recém-lavados;
      17. Fazer outra pessoa sorrir;
      18. Um show de fogos de artifício;
      19. Acordar cedo e ver a neblina sobre a cidade, nos dias frios;
      20. Receber um presente sem nenhum motivo especial;
      21. Abraçar alguém;
      22. Ver o movimento das nuvens no céu;
      23. Presenciar um encontro especial entre desconhecidos;
      24. O cheiro da roupa passada;
      25. Comer seu prato predileto em um dia qualquer;
      26. Receber uma ligação inesperada de alguém muito querido;
      27. Ouvir no rádio, de repente, aquela música legal que você não ouvia há anos;
      28. Tirar um cochilo no meio da tarde;
      29. Descobrir uma habilidade nova;
      30. Raspar o restinho da massa crua de um bolo;
      31. Filmes inspiradores;
      32. Viajar;
      33. Devorar – sem culpa – uma barra de chocolate inteira ou toda uma panela de                  brigadeiro;
      34. Coincidências;
      35. Encontrar o elevador parado no andar em que você está;
      36. Ver balões no céu da cidade;
      37. O semáforo aberto, quando se tem pressa;
      38. Achar para comprar aquele doce que você comia quando era criança e que nunca           mais tinha visto;
      39. Receber um favor de um desconhecido, sem interesse algum;
      40. Gargalhar até que escorram lágrimas;
      41. Cantar sozinho ao dirigir;
      42. Dormir ouvindo a chuva no telhado ou na janela;
      43. Uma bebida muito refrescante em um dia quente;
      44. Beijos;
      45. Cheiro de bebê;
      46. Chegar em casa e encontrar tudo arrumado;
      47. Acordar cedo e descobrir que é domingo;
      48. Encontrar um objeto muito querido que julgava ter perdido;
      49. Tomar um banho demorado;
      50. O cheiro gostoso que fica na pele depois do banho;
      51. Descobrir que a felicidade é muito mais simples do que parece.

       Ps: Ouvindo 100 greatshits do BSB No You Tube

Síndrome da mochila de final de semana

Quem já namorou por bastante tempo sabe bem o que é essa síndrome. Quem já namorou a distância também. Quem morou longe da casa do namorado ou quem tinha o costume de passar o final de semana na casa do namorado sabe bem do que eu estou falando. É a síndrome da mochila do final de semana.

Pra quem não sabe, eu vou explicar. Namorado e namorada, durante a semana toda, trabalhando o dia todo e estudando a noite, dificilmente conseguiam se ver durante a semana por conta do ritmo puxado do dia a dia. Então, ficavam esperando ansiosamente pela sexta-feira e, quando ela chegava, vinha junto com uma mochila (mala, bolsa, sacola de supermercado) com roupas, nécessaire, pijama, chinelo, maquiagem, sapato de festa e muitos outros itens extras para ser usado num programa que não havia sido combinado, até o domingo de noite ou até mesmo a segunda-feira de manhã, indo direto para o trabalho.


Com o passar dos meses, a quantidade de itens dentro da mochila ia diminuindo inversamente proporcional a quantidades de itens que ia ficando na casa do namorado. Claro que, quando o final de semana era na casa da namorada, os itens do namorado também iam ficando na casa da namorada. Mas como aqui a Noite é Mulherzinha, vamos falar somente da parte dela.

Mais alguns meses e o pavor de fazer a mochila, chegava junto com a sexta-feira. Só de pensar em pegar a mochila e se desapegar de todas as outras opções do próprio quarto, ela ficava em desespero. Para algumas namoradas, essa síndrome levou anos até passar! (Beijo Juli+Gabriel).

Tudo bem que o pavor era recompensado, quase sempre, por um final de semana de dedicação exclusiva da namorada para o namorado e vice-versa. Afinal, se ela não queria trabalhar no final de semana, era só não levar os itens de trabalho.

E então a síndrome aumentava, o desespero é era tão grande em fazer a, nesse momento, maldita mochila, que o namorado e a namorada começaram a sonhar no dia em que não precisariam mais delas. No dia em que os dois dividiriam o mesmo quarto, na casa só deles e o final de semana chegaria sem a mochila, para dedicarem-se, um ao outro sem precisar se preocupar antecipadamente com que roupa iriam estar no sábado, no domingo e na segunda-feira.


E eles sonharam tanto que finalmente casaram-se, ou resolvem morar juntos sob o mesmo teto e fazer um test-drive e pra ver se ia dar certo. E a lembrança da mochila de final de semana só vinha quando iam passar o feriadão na praia, quando iam para o interior visitar um familiar ou qualquer outra situação rápida de final de semana. E pegar aquela mochila não trazia uma sensação boa na namorada/esposa/noiva/qualqueroutronome. Mas ela fazia isso com uma habilidade que não foi perdida ou esquecida.

Contudo, ao se livrar da síndrome do final de semana, ela descobre que a mochila tinha seu lado bom: a de deixar a vida da semana para trás e viver o final de semana sem preocupações. Agora, não existe mais dedicação exclusiva para ele. Agora, um final de semana de sol, chama uma maquinada de roupas para lavar, um dia chuvoso lembra de um trabalho extra para fazer em casa, uma vontade às vezes de dizer pra ele a deixar sozinha o final de semana todo, pra ela simplesmente ficar em casa, na cama, vendo o Caldeirão do Huck mudar a vida de outro alguém, enquanto fala no WhatsApp com a amiga e ele vai jogar um futebol com os amigos ou levar o carro pra revisão.


O Namoro acabou. Começou o casamento. Pra salvar isso, só fazendo a mochila do final de semana e fugir pra serra, praia ou interior.

Sobre gostar de ler

Por quase todos os anos em que estudei, fiz isso em escola pública. Nunca tive horror a ler, mas também nunca fui estimulada com bibliotecas recheadas de livros em minhas escolas. Contudo, fazia o que pudia. Leituras de lazer acontecerem de forma heróica por parte da família com alguns títulos infantis.

No Ensino Médio fiz o curso Normal ( ou magistério se preferir ) e minha professora de literatura fazia um esforço gigante para fazer com que nos interessássemos pelo livro didático de literatura que nada servia de estímulo para gostar dos clássicos brasileiros.

Quando veio o vestibular, a mágica foi feita através dos incríveis resumos que os professores contavam e disponibilizavam pra gente dentro do cursinho.

Enfim, prestei vestibular pra UFRGS e fiz ENEM sem ter lido um clássico, sem ter um livro favorito. O máximo que sabia de alguma obra de  Machado de Assis era o filme Memórias Póstumas de Brás Cubas, que assisti no cinema com as colegas e a esforçada professora de Literatura. Cheguei a maioridade, com 19 anos assim: sem ter lido um livro sequer daqueles esperados para minha idade.

Foi então que, no meu estágio do curso Normal, surgiu uma febre entre meus alunos de 8 anos. Um Bruxo que entrava em uma escola de magia e dominava todos os materiais escolares, e assuntos do recreio. Harry Potter era o assunto da vez e as crianças pediram para ver o filme com os colegas na escola.

A professora maluquinha aqui, montou todo um plano pedagógico que contemplasse o pedido das crianças, com outros textos, outras atividades e até brincadeiras. Deixando a parte pedagógica de lado, o fato é que o tal bruxo de 11 anos me pegou de jeito e, depois de assistir o primeiro filme, já fiquei louca pra assistir o segundo. Talvez pelo universo escola, pelo fato de se passar em castelos, de lembrar um pouco a era medieval, o contexto realmente me pegou.

Assistido o filme 1 e 2, sabia que o 3 estava em fase de produção. Mas levaria mais de ano para chegar aos cinemas.

Entrei pra PUC e lá descobri a incrível biblioteca que me ofereceu a possibilidade de ler aquilo que o cinema me traria só depois de um ano. E se era para ler, iria começar do primeiro. Foi então que li o livro 1, quinze dias depois devorei o livro 2, e finalmente conheci a história do livro 3 totalmente envolvida em um texto muiiiito melhor que o filme. Peguei o livro 4 emprestado, mais de 400 páginas. Nessa altura, já lia muita coisa para faculdade com grande facilidade, afinal, quem lê 400 páginas de lazer em 15 dias, trabalhando e estudando, consegue ler um livro de leitura obrigatória com 100 páginas em uma noite.


O livro 5 estava na lista de espera, 15 pessoas na minha frente, que poderiam ficar 14 dias cada um com o livro. Ou seja, demoraria muito para eu ler se eu fosse pegar emprestado na PUC.

Comprei o livro, e então surgiu outra paixão, as livrarias!
Quando lançaram o livro 6 em português, Já me considerava uma fã. Li em três dias. E por fim, o livro 7, não aguentei esperar o lançamento. Li da internet, uma versão que foi fotografada da gráfica em inglês e traduzida por fans em português. Li todo ele no meu computador.

Um pedaço da minha coleção de livros

Entre um HP e outro, fui gostando e aprendendo a ler outros tipos de literatura. Confesso que ainda não li Machado de Assis, mas, já li tantas outras coisas. Claro que ainda preciso e quero aprender a ler poesia, um desafio talvez. Contudo, Harry Potter sempre ficará na parte mais nobre da minha biblioteca, pois, foi com ele que todos os outros vieram fazer companhia para ele.




Sobre a magia da noite

Acho que nunca, nunquinha mesmo, vou me acostumar em acordar de manhã cedo. Faço, por que trabalho com crianças e crianças acordam cedo, e por isso vão à escola e lá precisam de professores.

Meu momento de produção intelectual sempre acontece depois das 20h. Estava tentando entender o motivo disso e me observando e trabalhando o pensamento sobre o meu pensamento, cheguei à conclusão de que é a hora do dia em que meu cérebro está ligado a mil. Não interessa se eu acordei às 5h da manhã, depois das 20h acontece uma explosão de ideias e pensamentos na minha cabeça, que borbulham assim que o Sol se põe.

Tudo bem que as ideias nem sempre são produtivas. Algumas vezes são ideias loucas, bestas, sem sentido, outras são ideias maravilhosas que estão ou não voltadas ao trabalho.

A noite me encanta (ainda mais nesses tempos de verão) pois não está tão quente. A cidade para, o silêncio inspira, os ruídos todos se vão e posso me ouvir mais e nitidamente.



Melhor seria se eu pudesse, além disso, fazer a faxina da casa de noite e madrugada, mas, apesar da minha vizinha de cima praticamente fazer aula de jump e varrer o chão com escovão de aço perto da meia noite, respeito meus vizinhos.


Pela noite, não preciso me preocupar se estou a 8 horas trabalhando nas minhas ideias sem comer, já não há mais atualizações no facebook e conversas inbox pipocando. Sou eu, o barulho do teclado, os livros, os textos, os vídeos e aquele ventinho que só a madrugada sopra pela janela.

O marido não curte muito, chama quando percebe que são 2h da manhã e não fui dormir...
Se não fosse ele, acho que viraria uma coruja!

30 sobre 30 - #2

Continuando a série de 30 Coisas sobre meus 30, hoje vou falar de uma passagem da minha infância que até hoje é uma das histórias que nós mais gostamos de contar. Uma história que nem sempre todas as meninas normais fazem e que eu e a Juli tivemos a oportunidade de vivenciar.

#2 Viajei dentro de um baú de caminhão

Sempre tivemos casa da praia, presente de um avô e avó que compraram uma para que os netos pudessem aproveitar o verão no litoral. Mas nem sempre tivemos carro. Na verdade, na infância, tivemos carro por pouquíssimo tempo, a grana sempre era curta, mas nunca deixávamos de fazer as coisas e viajar pra praia sempre foi uma aventura. Em um feriadão de outubro, resolvemos passar na praia. Juntamos nossa família, nossos agregados (família número dois) e minha mãe deixou eu levar uma amiga. Fomos todos de Unesul interpriaias (O velho pinga-pinga que leva mais de 3 horas para chegar em Atlantida Sul) e o feriadão foi bem divertido com a casa cheia, como sempre.
Daí, no domingo de tarde, recebemos uma oferta de carona: Voltar para Porto Alegre dentro de um baú de um caminhão da Uguine. Sim!

Na foto todo mundo voltando pra Poa!

Enquanto estava claro, estava tudo bem, mas o sol começou a se pôr e dentro do caminhão estava um breu só. Começaram as brincadeiras de código Morse, com as luzes do relógio digital. Celular, não existia nas nossas vidas. Foi uma diversão só. O único medo, era que fôssemos parados em uma fiscalização. Perto dos pedágios e postos da polícia rodoviária, que espiávamos pelo buraquinho que tinha na parede do baú, ninguém dava um piu.

Até que o caminhão parou no meio da estrada. Todo mundo gelou. A porta abriu. Era o motorista, o vizinho de praia, o mesmo que nos ofereceu a carona, para perguntar se estava tudo bem. Baita susto!


Fim de viagem e mais uma história pra contar!


Mudanças de interesses

Logo depois que fomos, a Juli e eu, cada uma pra sua casa, comentamos que nossas tardes de compras mudaram um pouco. Antes passávamos em frente de vitrines e ficávamos horas e horas falando sobre bolsas, sapatos e roupas, adorávamos comprar todos esses itens.

Porém, com as nossas casas, os assuntos das Noites Mulherzinha mudaram um pouco. Passamos a comentar, além de todos esses assuntos anteriores, sobre o melhor produto de limpeza, a promoção do supermercado e aqueles eletrodomésticos tão sonhados, sobre faxina e nossas conquistas na casa nova. Tá, ainda falamos de roupas e acessórios, mas eles cederam um pouco do seu território totalitarista para outros assuntos.

É estranho como a vida adulta vai mudando os nossos interesses e conforme o tempo passa, outras coisas que nunca foram o foco da nossa atenção, simplesmente viram o nosso novo amor. Passamos a falar sobre decoração, sobre móveis, sobre panelas e almofadas.

Acontece que nos últimos dias, fui surpreendida pela minha mais nova paixão: as ferragens e madeireiras!

Sempre fui meio professor pardal, resquícios de uma adolescência voltada para o escotismo. E confesso que a chave de fenda sempre me chamou mais atenção que a esponja e o esfregão. Inclusive, pouco tempo depois da mudança, herdei o roupeiro que foi da minha avó e quem montou ele fui eu, enquanto o marido lavava a louça.

Ele já chegou em casa comigo rebocando a parede, lixando madeira, pintando armário, furando parede, entre outras coisas.

E as ferragens e madeireiras com tudo isso?

Ainda tenho dúvida de como eles conseguem ganhar dinheiro vendendo tudo por tão pouco preço. Só sei que agora elas são meu paraíso (e já fiquei amiga do vendedor) agora que resolvi decorar e criar móveis sustentáveis para sala, e olha, até que tá ficando bem bonito!

Aceitando esses itens como presente de Natal!







Ainda sobre futebol...

Essa semana, aproveitando a boa fase de nossos times, publicamos os posts sobre nosso amor e respeito mútuo pelo futebol. Somos torcedoras e somos civilizadas, torcendo pelos nossos times, não gostando do coirmão, mas respeitando, cada uma, suas preferências.


Nasci colorada, mãe colorada, padrinho colorado e um tio que jogou no Inter. Orgulho da família! Mas como meu pai fazia chantagens enormes dizendo que só quem fosse gremista iria nos jogos, ganhava as maiores bandeiras e camisetas e o amor do papai, acabei passando por uma fase gremista.

 

Acontece que assistir jogo de futebol era chato. Era chato ir no jogo, ver os gols do jogo, ouvir rádio sobre futebol, antes durante e depois do jogo e assistir todos os compactos. Então, adquiri uma aversão ao futebol.

Copa do mundo, torcia contra o Brasil. Pintava na cara a bandeira do time adversário, ainda mais se havia alguma identificação com o país adversário, como Brasil x Escócia, na Copa de 1998. Torci muito para a Escócia, ainda mais depois de estar completamente identificada pelo filme Coração Valente que assistia sempre que podia.

Comecei a achar muito divertido ver o Grêmio perder e o Inter ganhar. Meu pai, meu irmão e minha irmã, ficavam muito indignados, e eu achava muito legal!

Aí, veio a boa fase do Inter. Escondida em outro cômodo com minha mãe, começamos a torcer juntas, bem quietinhas pela vitória do Inter e derrota do Grêmio só para dizer “bem feito pra eles”.

Então, aos poucos, comecei a me assumir mais colorada, a torcer cada vez mais para o Inter e deixar o Grêmio um pouco de lado.

Ganhei uma cunhada que era coloradíssima e começamos a ir a jogos juntas. Aos poucos, formei uma turma de jogos, em que íamos a todos os jogos torcer para nosso time.

 

Foi então que conheci o Felipe, um pouco depois de ir para a Europa e me identificar com os Holandeses e de ir ao estádio do Ajax (Amsterdam Arena). O Felipe passou a ser meu companheiro de jogos e lembro-me que quando nos conhecemos, saber o time um do outro foi uma das coisas relevantes de nossas primeiras conversas. A primeira vez que ele foi na minha casa, que conheceu meus pais, foi na Copa do Mundo de 2010, final, Alemanha X Holanda. Torci muito para a Holanda. Mas não deu.

 

De lá pra cá, aprendi a gostar de Futebol e a entender um pouco sobre ele também. Muitas vitórias, muitos jogos e a certeza de que não odeio o Grêmio, meu rival mais odiado em todo mundo é o Corínthians. Não suporto.



E na Copa do Mundo em Porto Alegre? Holanda. Sempre. Só que ainda não consigo gostar de ficar ouvindo pré-jornada, compacto e trocentas mil vezes o mesmo gol do jogo que acabei de ir.

 



30 coisas sobre meus 30 - #1 Não tenho a ponta da língua

Quando tinha um ano e um mês de idade, passei por uma experiência um tanto traumática para minha família e que hoje sempre me rende algumas boas risadas. Minha mãe tinha trocado minhas fraldas de pano (sim, trinta anos atrás fralda descartáveis eram artigo de luxo) e eu fiz algum tipo de birra pois não queria parar de brincar. Ela foi levar as fraldas para o tanque de roupa suja e quando voltou o fato já havia ocorrido.

Arrastei um móvel de lugar, peguei um fio de extensão que estava plugado na tomada, coloquei na boca e levei um choque de 110 volts. A ponta da minha língua torrou e ficou pendurada por um pedacinho. Minha mãe pediu para eu abrir a boca e esse pedaço caiu na mão dela. Corremos para o hospital, com a ponta da língua torrada junto, com a esperança dela ser reconstituída. O cirurgião que nos atendeu disse que poderia até recolocá-la, mas assim que eu acordasse da anestesia, não poderia mexer a língua, caso contrário ela cairia.




Alguém já viu uma criança de um ano de idade não movimentar a língua? Impossível! Então cauterizaram minha língua e fiquei serelepe pelo hospital mostrando para todo mundo o meu feito. Então vieram os comentários da família! Minha avó dizia e me tratava como uma aleijada, deficiente física, coitadinha de mim, nunca iria falar! Tios e tias estavam preocupados que nunca arranjaria um namorado/noivo/marido. Talvez meus irmãos gêmeos nem nascessem, minha mãe estava grávida deles e com tamanho o susto quase abortou. Tá bom que é exagero da minha parte, mas era o que todos pensavam que ia acontecer e ela nem sabia ainda que eram gêmeos.



Bom e eu fui crescendo, me aproveitando um pouco do fato de não ter a ponta da língua para ganhar algumas regalias da minha avó. Minha mãe, hoje minha heroína, não deixou eu falar uma palavra errada quando comecei a falar, o que faz com que eu fale pelos cotovelos hoje em dia. Tá certo que o inglês ainda é um pouco difícil, afinal aquele som de “TH”, o “t” soprado sai com umas cuspidas e faz com que me estresse um pouco, pois queria conseguir falar sem sotaque. Mas não dá, é muito difícil pra mim e para sair direitinho tenho que falar igual a uma lesma retardada.

Na adolescência vieram algumas vergonhas e estratégias. Fazer bola de chiclete sempre foi um horror. Ela saía, e ainda sai, deformada, com um risco no meio e maior do lado esquerdo. Então aprendi a virar a língua e fazer bola de chiclete com a língua de lado. Funcionou e continuei a fazer assim. E confesso que para dar meu primeiro beijo, demorou muito para ter certeza de que o guri não sairia correndo quando descobrisse minha aberração. Mas passou, deu tudo certo e ele não saiu correndo. Nem o primeiro nem os outros.

E o querido, agora nomeado, bulling? Minha pequena deficiência física virou referência pessoal para família, amigos e amigo de amigos.

“Essa é minha amiga Ana, aquela que perdeu a ponta da língua” e depois disso, para abreviar, virei a “Ana, aquela sem língua”.

Depois disso vem a célebre frase: 
“Sério? Deixa eu ver? Mas nem dá para perceber...”

Em seguida vem o F.A.Q.:

Tu não tem a língua mesmo?
Tenho língua, só perdi a ponta dela.

Mas como tu fala tudo normal assim?
Minha mãe não deixou eu falar errado.

E tu sente o gosto de todas as coisas?
Eu acho que sim, não me lembro de sentir gostos de forma diferente. Mas aquele desenho das aulas de biologia sobre as sensações de gostos nas regiões da língua, não me representam.

Tá e para beijar e na hora H, é tudo normal?

Não é pra mim que tu tem que perguntar isso, pra mim é tudo normal.

Vivo uma vida normal, as vezes um pouco elétrica, falando sem parar. Culpa do choque!

PS: Adoro contar essa história para os meus alunos, eles nunca mais colocam os dedos perto da tomada!

De repente 30!

Parte 1: Sobre (eu) ter trinta anos!

Aos 10...
Quando se faz 30 anos, muitas verdades que temos aos 20, aos 10 caem por terra. Aos 10 sonhamos com uma vida adulta que parece muito distante e se projeta estar bem sucedida, com carreira, viagem, amigos, filhos, família e todo pacote completo. Acontece que não é bem assim. Quando a idade adulta chega, aos 20, acreditamos ser os donos da verdade, que se governam, fazemos o que queremos e acreditamos que os amigos que construímos ao longo de toda nossa grande (ooo) vida, são os bens mais valiosos que possuímos. Somos imaturos, queremos tudo para ontem, marcamos nossa pele pelos motivos errados, nos cobramos de coisas sem importância. somos quase que adolescentes com livre arbítrio para fazer coisas estúpidas.


Aos 20...

Então chega os 30. Não é fácil escrever esse numeral. Ele vem carregado de um peso muito grande, que diz, implicitamente, que você não está mais em idade de cometer erros, que não é mais jovem, que tudo na sua vida é pautado nas contas de casa, nas calorias, sódio e gordura trans que come, na responsabilidade de ser estável, previsível e mostrar tudo isso pro mundo. As pessoas ao seu redor não aceitam grandes mudanças na sua vida, depois que se faz 30 anos. Esperam que, daqui pra frente, exista, casamento, filhos, carreira, emocional, tudo em ordem, sem margem pra instabilidade.


Aos 30...

Claro que alguns chegam ao espírito 30 bem antes, causas e consequências de uma adolescência e 20 e poucos anos que renderam e motivaram um senso de maturidade precoce. Outros, negam a acreditar que não tem mais 16 anos, mesmo com 30, 40... Acontece que a vida cobra isso da gente. De um jeito ou de outro, passaremos por todas essas fases.

Cena do filme "De Repente 30!"

Agora, se eu me arrependo do rumo que a minha vida tomou, até chegar aos 30? Não! minhas escolhas me tornaram quem eu sou hoje. cheguei aos 30 com cabeça de 30, as vezes com uma cabeça de 28, 29, com vontade de, vez ou outra, mudar o rumo e fazer escolhas que não são esperadas pra quem chegou a minha idade. De começar tudo de novo. Mas fazendo um balanço, cheguei aos 30 com muitas histórias pra contar, nem ótimas, nem péssimas. Apenas histórias.

Assim começa minha série: 30 coisas que fiz até chegar os 30 anos.
To be continued ...

Ter irmãos é tudo de bom! Ops... É muito divertido!

Hoje é dia do irmão, então meu post de hoje vai ser especial para os meus melhores amigos de infância, adolescência e vida adulta.
Não lembro da minha vida sem eles, temos menos de dois anos de diferença. As marcas da nossa amizade ficaram até hoje. Só que esse texto não é para ser meloso, de derretimento de amor por eles, é para contar um pouco das nossas histórias e das marcas físicas que nossas brigas de amor deixaram, literalmente...

Queridos! Uns doces de crianças!


Meu irmão nasceu no meio de muitas mulheres, meus pais sempre disseram que ele precisava defender as irmãs e as primas, que não deveria ser covarde de machucar meninas e que deveria nos proteger. Ele até aprendeu bem essa lição. Acontece que eu me aproveitava muito disso. Coitado! Ele se segurava, tinha paciência, mas eu era terrível. Uma vez, ele estava jogando futebol de botão, sozinho, ele contra ele mesmo (nunca entendi como conseguia) e eu peguei uma ripa de madeira e fiquei cutucando ele, chamando ele de “bixa”. Era uma coisa cruel de verdade. Falava bixa e cutucava, cinco segundos depois, bixa e cutucava, mais cinco segundos, bixa e cutucava. E fiz isso até ele sair correndo atrás de mim. Me tranquei no quarto. Ele foi até a cozinha, pegou um facão de cortar frango e machadava a porta de madeira dizendo que ia me pegar. Dessas brigas, quase sempre usávamos acessórios para auxiliar nosso poder de convencimento, como as correntes de ferro dos cachorros, panelas, facas, pedaços de madeira, e por aí vai. Na falta de objetos, as unhas socorriam e até hoje tenho marcado as unhas dos meus irmãos nos meus braços. E as minhas unhas nos braços deles.

Alguns dos nossos primos!


Mas nem tudo era briga para valer, as vezes era só uma lutinha mesmo. Retirávamos e afastávamos tudo o que podíamos da sala, para montar um tatame sobre as almofadas do sofá. Não lembro de quantas vezes isso rendeu torções nos pescoços das cambalhotas, roxos nas canelas e claro, dedinhos dos pés quebrados.

Tá, alguém por aí pode pensar que nos odiávamos, mas não. Nos amávamos mesmo! E nos amamos de verdade. Brincamos muito juntos, mas nos sacaneamos também. Durante muito tempo dormimos os três no mesmo quarto, o que proporcionou muitas risadas antes de dormir. Principalmente relacionadas ao beliche. Eu mais velha, sempre dormi na parte de cima da cama. Quis sacanear minha irmã, que estava na parte de baixo. Me deu vontade de espirrar, abaixei a cabeça na direção dela e espirrei no rosto dela. O que aconteceu? Fiz isso com tanta vontade que dei uma cambalhota no ar e caí com tudo no chão. Foi risada até tarde, não conseguíamos parar de rir. Até hoje é assim!
Outra vez, minha irmã, linda, quis dormir na parte de cima da cama, já se achava grande, minha mãe fez a gente trocar de lugar. Resumindo, ela passou mal de madrugada, colocou a cabeça pro lado e vomitou em cima dos meus cabelos. Na época tinha um baita cabelo pela cintura. Eu não acordei com o episódio. Então minha mãe me acordou, de madrugada, pra eu lavar os cabelos. Drama da madrugada: tinha faltado água!!!

O Beliche e o meu cabelo


Só que o mais impressionante de tudo, é que nós nos uníamos contra os outros. Já entrei em briga no colégio para defender meu irmão. Cuidava deles quando íamos para a escola sozinhos. E o mais impossível de tudo: conseguimos dar sumiço em 3 empregadas/babás de casa simplesmente porque não gostávamos delas. Sério! Elas deviam odiar a gente.

Sempre fomos bem diferentes, dificilmente brincávamos com os mesmos brinquedos, mas sempre estávamos juntos. A Juli morria de ódio de mim, quando finalmente aceitava brincar de Barbie com ela, montava uma história espetacular, organizava toda a cena, mas chegava na hora de brincar, não queria mais. Para brincar juntos, tinha que ser no vôlei, basquete, futebol, jogo de taco, bicicleta, tabuleiro, cartas, essas coisas.

Muitas histórias para contar




Tivemos uma infância feliz! Fazíamos bulling uns com os outros, mas nos defendíamos dos outros também. Disputávamos a areia da praia. Não nos traumatizamos... Sobrevivemos! E até hoje, adoramos sacanear nós mesmos e os outros, temos as melhores ideias, juntos! Não é a toa que hoje, um pouco antes de almoçar com a Juli, ela já estava preparando mais uma sacanagem contra o Guilherme.




Juli e Guilherme, amo vocês!


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Texto traducido al español


Tener hermanos es muy bueno! Es muy divertido.

Hoy es día del hermano, entonces mi publicación va a ser especial para mis mejores amigos de la infancia, adolescencia y de mi vida adulta.
No me acuerdo mi vida sin ellos, tenemos menos de dos años de diferencia entre nosotros. Y las marcas de nuestra amistad quedaran hasta hoy. Pero ese texto no es para ser meloso, de derretimiento de amores por ellos, es para contar un poco de nuestras historias y de las marcas físicas que nuestras peleas de amor nos dejaron, literalmente…


Queridos, dulces chicos.

Mi hermano nació en el medio de muchas mujeres, mis padres siempre le dijeron que necesitaba defender las hermanas y las primas, que no debería ser cobarde de lastimar a las chicas y que debería protegernos siempre. El aprendió bien la lección. Pero yo aprovechaba mucho de eso. ¡Pobre! El intentaba contenerse, tenía mucha paciencia, pero yo era terrible. Cierta vez él estaba jugando fútbol de botones. Solo. Él contra él mismo (nunca entendí como hacia eso) y yo con un trozo de madera le pegaba, llamándolo de maricón. Era cruel. Decía maricón y le pegaba, cinco segundos después, maricón y le pegaba, cinco segundos más, maricón y le pegaba. E hice eso hasta que salió corriendo atrás mío. Me encerré en la pieza. Él fue hasta la cocina agarro un cucharón y empezó a golpear la puerta diciendo que iba a pegarme.

En esas peleas casi siempre usábamos cosas para auxiliar en nuestro poder de persuasión, como correa de los perros, ollas, cuchillos, trozos de madera y etc. En la falta de cosas, las uñas solucionaban. Hasta hoy tengo marca de las uñas de mis hermanos en mis brazos. Y ellos de las mías.


Algunos de nuestros primos

Pero no eran peleas muy pesadas, a veces era solo jugando. Sacábamos y corríamos todo lo que podíamos de la sala, para armar un ring con las almohadas del sillón. No me acuerdo cuantas veces eso nos produjó lesiones en los cuellos por las tumbas carneras, de los moretones en las piernas y obvio, deditos de los pies quebrados.

Alguien puede pensar que nos odiábamos, pero no. Nos queríamos mucho. De verdad. Jugábamos mucho juntos, pero nos molestábamos también. Por mucho tiempo dormíamos los tres en la misma pieza, lo que proporciono muchas risas antes de dormir. Principalmente relacionadas a la cucheta. Yo como la más vieja siempre dormía en la cama de arriba. Un día quise molestar a mi hermana, que estaba en la parte de abajo. Tuve ganas de estornudar, baje la cabeza en dirección a ella y estornude. ¿Pero qué pasó? Lo hice con tantas ganas que me caí con todo al piso. Fueron risas hasta tarde, no podíamos parar de reírnos. Hasta hoy es así.

Otra vez mi hermana, hermosa, quiso dormir en la parte de arriba de la cama, ya pensaba que era “grande”, así que mi mama me hizo cambiar con ella. Resumiendo, ella pasó mal por la noche, puso la cabeza para el lado y vomito arriba de mi pelo. En aquel tiempo yo tenía pelo largo, me llegaba a la cintura. Yo no me desperté con lo que paso. Pero mi mama lo hizo para lavar mi pelo. Drama de la noche: ¡no tenía agua!


La cucheta y mis pelos

Lo más impresionante de todo es que nos uníamos contra las otras personas. Ya entré en peleas de la escuela para defender a mi hermano. Los cuidaba cuando íbamos solos a la escuela. Y lo más imposible de todo: conseguíamos hacer “desaparecer” tres empleadas/niñeras de nuestra casa solo porque no las queríamos. ¡En serio! Ellas deberían odiarnos.

Siempre fuimos muy distintos, difícilmente jugábamos con los mismos juguetes, pero siempre estábamos juntos. Juli moría de odio de mí, cuando finalmente aceptaba jugar de Barbie con ella montábamos una ensena espectacular y todo, pero en la hora de jugar yo ya no tenía ganas. Para jugar juntas tenía que ser vóley, básquet, futbol, bicicleta, juegos de mesa, cartas y esas cosas.

Muchas historias para contar

! Tuvimos una muy feliz infancia! Hacíamos bulling con nosotros mismos, pero nos defendíamos siempre de los otros. Disputábamos la arena en la playa. No nos traumatizamos... Sobrevivimos. Y hasta hoy adoramos molestarnos a nosotros mismos y los otros, tenemos las mejores ideas juntos. No es en vano que hoy, un poquito antes de almorzar con Juli, ella ya estaba planeando una contra Guilherme.    




¡Juli y Guilherme, amo ustedes!


 
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