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Sabe quando amigas se reúnem para ter uma noite só de gurias?
Que conversam sobre tudo, com comidinhas e bebidinhas gostosas?
Aquela noite cheia de segredos e boas risadas?
Chamamos isso de Noite Mulherzinha!

E é esse papo bem humorado que vamos trazer pra cá.
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Saudade

Uma vez a Juli escreveu um texto sobre a palavra que definia o ano dela e nesse dia pensei que não havia outra palavra no mundo que definisse meu ano melhor que “Saudade”.

Começo a escrever esse texto em meio a um caos mental. Hoje estou sensível, mais do que sensível... estou transbordando emoções. Fazem duas horas que choro sem parar. Por que? Bom, saudade é a palavra que me define. Mas hoje é um caso especial...

Sinto saudade da família, dos amigos, de casa TODOS os dias. Já até me acostumei com essa dorzinha interior. Mas hoje essa palavrinha me pesou. Estava conversando com a minha mãe e ela me contava toda entusiasmada que ia começar a fazer academia. Que isso ia fazer ela se sentir melhor, com mais vida (se é que ela necessita, já que em plenos 58 aninhos tem folego de uma guria de 20).

E em seguida me fez uma pergunta em uma publicação que tinha feito no face a poucos minutos... “Que passou na minha vida que eu nunca ia esquecer?” Parei uns minutos para pensar e lembrei de quando dancei com meu pai nos meus 15 anos. Me lembro que eu não queria dançar valsa, de jeito nenhum, e implorei pra ele não fazer isso. Só que ele colocou uma música (“Filha” do Rick e Renner) e ficamos esses minutos abraçados chorando de uma lado ao outro.


Foi um momento único. Depois o agradeci por ter feito, e com certeza isso NUNCA vou esquecer. E ai veio o peso da palavrinha aquela que já mencionei um par de vezes. E por um momento me senti egoísta de estar aqui... longe deles. E foi ai que o caos mental começou.

Como me dividir em duas? Como aproveitar meus “velhos” e não deixar para trás tudo que conquistamos aqui? Como simplesmente dizer tchau e voltar correndo pro colo dos meus pais? Não posso. Queria que as coisas fossem mais simples e que o tele transporte existisse.

Sou MUITO feliz aqui. Digo isso todos os dias para o Pablo. Nosso apê, os gatos, a faculdade, as experiências, um novo idioma e cultura.  Tem como seguir tudo isso e diminuir a distância de casa em uns 1000km? Deveria ter uma lei que te permitiria tirar ferias e ter tudo pago pra qualquer lugar caso fosse comprovado que tu ta precisando de colo de mãe. Não tem remedio melhor para qualquer angustia e insegurança.


O que nesse momento me conforma é que a ideia, minha e do Pablo, é de um dia voltar para o Brasil. Viver na praia e consequentemente mais pertinho de casa, da família e dos amigos. Esse dia vai chegar... espero que não demore taaaaaaanto. Mas daí a pergunta vai ser: E será que o Pablo vai estar preparado para a nova palavra que vai definir ele? #Oremos


10 desesperos de uma gaúcha morando na Argentina

Acabei de ler uma matéria na Zero Hora falando sobre os hábitos que os gaúchos não perdem quando moram longe do RS. Obvio como já era de se esperar, o li imaginando ser um texto escrito por mim. Identificava-me a cada paragrafo. E então decidi fazer uma lista das dez “desesperações” de uma gaúcha que mora na Argentina. Tenho que dizer que morar na Argentina não deve ser tãoooo difícil quanto morar em São Paulo (imagino) que era o caso da Larissa Gargaro, autora do texto. Mas vamos à lista do desespero:


1 -  A saga da Erva-Mate

Ok, eles tomam mate. Mas não é chimarrão. Desde que vim pra cá não deixo de procurar nas prateleiras de todos os supermercados a nossa erva. Chorei de emoção quando me disseram que vendiam em uma loja especializada em ervas. Corri até lá para comprar quilos e mais quilos... e para meu desespero, não TINHA. NUNCA TEVE.
A dona da loja me explicou a diferença. A erva gaúcha é uma planta nova, de três meses (por isso a cor verde fosforescente) e a erva Argentina é uma planta de 11 meses em diante, tem a folha seca. O que seria a nossa erva para tererê.
O jeito é seguir trazendo quilos em todas as viajem.
Uma dica para quem mora fora: Congelar a erva. Toda vez que abre um pacote é como se recém tivéssemos comprado o pacotinho. ;)

2    2 - Escutar um “guria” (leia com aquele sotaque de “guria, nem te conto”)
Conheci muitos brasileiros vivendo por aqui, mas a verdade é que a gente acaba ficando mais perto dos gaúchos. É como se (e é) só entre nós estamos realmente em casa. Minha melhor amiga aqui em Rosario é uma gaúcha (obvio) e sempre nos juntamos para falar um pouco de gauches. Coisas que só nos entendemos. E pra falar sem culpa que vamos tomar um chimas comendo bergas no sol. Por que para os argentinos “berga” é outraaaa coisa. (Joga no google).
É chato ter que corrigir os argentinos quando te dizem: “Hola Menina, hola Garotinha”.
É guria, tchê.

      3 -  Ser identificada só por outros gaúchos
Tenho uma canga que é a bandeira do RS. E sempre que vou para o parque tomar um mate levo comigo. Já cansei de escutar gente falando português na minha volta e não identificam a bandeira. Um dia um grupo de Paulistas (imagino que sejam paulistas pelo sotaque) passou por mim e minha bandeira no parque e disseram: “Olha um chimarrão. Só que de Argentino”.  E se foram.
E outra vez uma guria parou na minha frente e me disse: “Diz que tu esta tomando chimarrão?”. Identificou-me pela bandeira e pelo verde da erva. :’)

      4 - Chorar de emoção quando vê um coraçãozinho
Os argentinos comem qualquer parte do boi. QUALQUER PARTE. Não vou escrever aqui quais, mas pensa em uma ai... sim eles comem isso também. Daí minha pergunta é: CADÊ OS CORAÇÕES DE GALINHA??? No máximo tu encontra um nos miúdos que vem junto.

     
      5 -  Guaraná
Não tem. E quando eu tento explicar eles acham que é energético. Daí larguei de mão.


      6 - Pão com Alho
Argentino come pão com tudo, menos com sopa. (Se entender essa me explica). Que eu acho incrível eles não comerem pão com alho quando fazem assado. Já tinha conversado com a Juli que o dia que a gente fizer uma fabrica de pão com alho e coraçãozinho na Argentina vamos ficar ricas.


     
      7 -  Me sentir uma retardada quando concordo falando “Aham” ou “Pior”
Só o fato de eles falarem “tu” e “che” já me ajuda pacas. Mas é quase instantâneo o “aham” enquanto a outra pessoa me esta contando algo. Mais de dois anos vivendo aqui e não consigo trocar o “aham” pelo “si” no meio de uma conversa.
“Ah é”, “Bem Capaz”, “Mas vai te deitar”... ainda busco traduções para não esquecer.

      8 - Me emocionar quando vejo alguém com a camisa do Inter/Grêmio
É comum ver gente com camisetas de times de futebol do Brasil. Tem muito São Paulino, Flamenguista, Santista e muito, mas muitos Corintianos que quando vejo um colorado da vontade de abraçar. A probabilidade de esse colorado ser gaúcho é de 95%.
E morro de ódio quando me perguntam “Corinthians ou Flamengo?”
-INTER POR..A.

      9 - Explicar que gaúcho é diferente de Brasileiro
Passo muito tempo tentando explicar que nós somos bem mais parecidos com Argentinos que com o resto do Brasil. A tradição, os costumes, a maneira de viver e até o dialeto. Ontem descobri que aqui também falam “gol de chiripa”. É legal descobrir essas coisas, que no norte do Brasil certamente não nos entenderiam. Eu fico emocionada quando alguém acha que não vou entender uma palavra, mas entendo só por que sou gaúcha. J

      10 -  Saudade de arrepiar
Como a Larissa falou no texto dela a gente acaba reclamando de tudo e de todos enquanto ainda vivemos na Terrinha. Mas uma vez que passamos à fronteira a saudade desse acolhimento gaúcho é instantâneo. Eu quando morava no Sul vivia reclamando que meus pais tinham casa em Cidreira. Agora fico contando os dias para estar lá novamente.
Saudade do cheiro de cuca feita na hora, do feijão no fogão a lenha, das pessoas, de casa.

Acho que é normal né? Assim pelo menos nos arrepiamos ainda mais a cada hino que escutamos sem querem em um vídeo no Facebook. Confesso que eu choro quando escuto. E da vontade de gritar bem alto. “Ahhh, eu sou gaúcho”.

Ps.: Me esqueci de colocar na lista junto com o coraçãozinho e Pão com Alho o NOSSO famoso XIS. Meuuuuu Deussss.... comeria uns 2 Xis Bagunça nesse momento.


As minhas (não) férias e novas prioridades

Minhas férias!
Vai dizer que todo início de ano escolar você não tinha que fazer essa redação? Tédio!
Azar, vou fazer nesse primeiro texto de 2015 no bloguinho “as minhas (não) férias”, afinal, foram uns 3 meses muito intensos.

- Nota bem importante: não tive férias de verão nesse 2015. Trabalhei todos os dias de janeiro e fevereiro. Por isso, não venha achando que irei narrar grandes aventuras, OK?!

O ano novo foi na beira da praia com o marido. Delícia!
Dia 2/1, cama! Legal, né #sqn
(Estava aí o primeiro sinal que novas prioridades deveriam ser pensadas)

Janeiro foi com semanas quentes e produtivas de trabalho e finais de semana na praia. Ah, e foi interrompido com um mega evento: Foo Fighters, bebê!

(tá esse show, merece um post especial aqui no bloguinho)

Daí, vem o feriado de Navegantes! Vem Maragogi!
E foi lindo, maravilhoso, incrível! 
Isso tudo, todo mundo já sabe. Coloca no google imagens que você vai ver que lugar maravilhoso.


Mas, lá me ví num lugar onde ninguém se preocupa com horários, sinal wifi ou o aviso do iphone que só restam 20% de bateria. Nos dois primeiros dias, entrei em colapso. Depois, percebi que eles são bem mais felizes e sabiam aproveitar o tempo melhor do que eu!
E esse foi um ensinamento pra vida!

A Pam chegou <3 E passamos um final de semana juntas!!!


Chegou o carnaval e “veio uma aranha nos incomodar”.
Uma marrom, para ser mais específica. Na segunda-feira de carnaval, Morena foi mordida e, essa pequena gota de veneno, tem feito nossa filhote lutar pela vida até agora.
(vocês não tem noção o estrago que esse pequeno bicho faz).


Com a Morena internada, minha tendinite ressurgiu das trevas e atacou minha mão direita de tal forma que imobilizar foi a única solução vista pelo meu médico.
Nesse mesmo dia, a tristeza da perda de uma pessoa querida me derrubou.

Estava acabada!
Depois de dias de tristeza, saudades da cã e dor, resolvi rever as minhas prioridades!

Talvez, essa seja a resolução de 2015: descomplicar. Simplificar.
Tarefa difícil! Mas, estou começando aos poucos. A evolução já começa a aparecer: saí de sandália sem ter feito o pé! Simplório? Pra mim, isso é uma proeza enorme - que não me orgulha nada!
Vou tirar 10 dias de férias agora, e tenho esse tempo para me reorganizar e aprender a simplificar mais a vida!

Boa sorte pra mim!

A Saga da Agenda

Todo inicio de ano para mim começa com a minha saga em encontrar a agenda perfeita. Não posso simplesmente entrar em uma livraria e comprar a mais barata ou aquelas pretinhas básicas. Ela tem que ser especial, por que meu novo ano merecem coisas especiais.
                                  
Sou dessas que escreve tudo na agenda (clássica virginiana) e gosto de fazer corações em datas especiais, escrever todos os aniversários, e claro tudo muito colorido. Para mim as agendas são fundamentais no ano, é nela que escrevemos (eu pelo menos) todos acontecimentos importantes, datas tão esperadas e qual foi o dia que comprei ração a ultima vez para o meu gato, por exemplo.

Passo um bom tempo olhando agendas em uma livraria a cada inicio de ano. Por que é um conjunto de beleza, praticidade e conforto. Não pode ser muito grande, nem muito pequena. Tem que ter capa linda, mas ter espaço para escrever dentro e sempre tem que ser de espiral.  

Minhas 3 ultimas agendas
2013 que ganhei de alguém muito especial que 2012 me trouxe
2014 Marcando o ano que entrei para a Faculdade de Fotografía
E 2015... Paris? Praticando a lei da atração. Quem sabe se eu olhar essa palavrinha todos os dias ;)

Encontrado todos os elementos de uma agenda perfeita é a hora de comprar e chegar em casa para escrever coisas que já programamos para o ano. Os aniversários, as viagens programadas, o primeiro dia de aula, e esperar... para enche-la de bons momentos e recordações.


Agora que já encontrei minha agenda perfeita... Pode vir 2015, que vou lhe usar. ;)

Sobre o dia que me senti livre

Hoje eu quero contar sobre uma experiência que estou vivendo na minha vida. Há um mês e meio deixei de tomar pílulas anticoncepcionais. Não, não quero engravidar agora e já explico o porquê da minha decisão.


Começou há uns dois anos mais ou menos que me sentia desconfortável na hora de tomar a pílula. Na mesma hora sentia vontade de vomitar. Era como se ela tivesse gosto pra mim. Procurei minha ginecologista e trocamos de pílula. Igual seguia me sentindo muito estranha, o ato de toma-la todos os dias para mim era estranho.

Era como se o ato de todos os dias tomar uma pílula lembrasse porque estava tomando ela. Por que não queria engravidar, porque queria ter um ciclo menstrual regular, por que tinha medo. A partir daí comecei a ler muitas coisas relacionadas a pílulas. E cada dia fui mais me identificando com tudo que lia.

Sempre me senti mal quando tomava o remédio. Tinha dores muito fortes a cada ciclo e confesso que para chegar nos “finalmentes” sempre foi muito difícil e vontade de ter relações era cada vez menor. Além de me sentir inchada, com dores de cabeça, bipolar, depressiva, com mal-estar, ansiedade e bom,  tudo isso consta na bula.

Há um mês e meio decidi no meio de uma cartela que não queria mais isso. Queria a voltar a ser eu (uma eu que nunca conheci). Queria sentir meu corpo, me sentir MULHER outra vez. Estranho né? Queria me sentir livre. Tinha a sensação que essa bolinha minúscula rosa me matava todos os dias por dentro. (Sim, sou bem dramática). Compramos caixas de preservativos. E pronto, tchau anticoncepcional.

A primeira semana foi punk. Me senti MUITO mal. Como se estivesse deixando de tomar um remédio controlado. Me sentia realmente muito estranha, como se algo estivesse faltando todo o tempo. Uma semana de dores de cabeça fortes, de tonturas e vontade de vomitar. Um sangramento fora do normal (que na verdade era o normal agora) e medo. Será que era a coisa certa a fazer?



Passou a primeira semana e logo comecei a sentir “coisas”. Minha barriga já começou a ficar menos inchada, comecei a me sentir mais bonita, comecei a sentir meu corpo. Na minha semana “fértil” parecia que tinha colocado silicone, meu cabelo estava lindo e comecei escutar alguém dizer: Isso é novo, o que tu andou olhando. :P Queria explicar com cada detalhe tudo que mudou dentro de mim. Mas a única coisa que posso dizer é que me sinto maravilhosa, natural, livre e feliz.


Ps.: Aqui deixo um link de uma reportagem sobre porque o anticoncepcional é considerado um veneno para as mulheres. (Corpoinconsciencia.com)


Síndrome da mochila de final de semana

Quem já namorou por bastante tempo sabe bem o que é essa síndrome. Quem já namorou a distância também. Quem morou longe da casa do namorado ou quem tinha o costume de passar o final de semana na casa do namorado sabe bem do que eu estou falando. É a síndrome da mochila do final de semana.

Pra quem não sabe, eu vou explicar. Namorado e namorada, durante a semana toda, trabalhando o dia todo e estudando a noite, dificilmente conseguiam se ver durante a semana por conta do ritmo puxado do dia a dia. Então, ficavam esperando ansiosamente pela sexta-feira e, quando ela chegava, vinha junto com uma mochila (mala, bolsa, sacola de supermercado) com roupas, nécessaire, pijama, chinelo, maquiagem, sapato de festa e muitos outros itens extras para ser usado num programa que não havia sido combinado, até o domingo de noite ou até mesmo a segunda-feira de manhã, indo direto para o trabalho.


Com o passar dos meses, a quantidade de itens dentro da mochila ia diminuindo inversamente proporcional a quantidades de itens que ia ficando na casa do namorado. Claro que, quando o final de semana era na casa da namorada, os itens do namorado também iam ficando na casa da namorada. Mas como aqui a Noite é Mulherzinha, vamos falar somente da parte dela.

Mais alguns meses e o pavor de fazer a mochila, chegava junto com a sexta-feira. Só de pensar em pegar a mochila e se desapegar de todas as outras opções do próprio quarto, ela ficava em desespero. Para algumas namoradas, essa síndrome levou anos até passar! (Beijo Juli+Gabriel).

Tudo bem que o pavor era recompensado, quase sempre, por um final de semana de dedicação exclusiva da namorada para o namorado e vice-versa. Afinal, se ela não queria trabalhar no final de semana, era só não levar os itens de trabalho.

E então a síndrome aumentava, o desespero é era tão grande em fazer a, nesse momento, maldita mochila, que o namorado e a namorada começaram a sonhar no dia em que não precisariam mais delas. No dia em que os dois dividiriam o mesmo quarto, na casa só deles e o final de semana chegaria sem a mochila, para dedicarem-se, um ao outro sem precisar se preocupar antecipadamente com que roupa iriam estar no sábado, no domingo e na segunda-feira.


E eles sonharam tanto que finalmente casaram-se, ou resolvem morar juntos sob o mesmo teto e fazer um test-drive e pra ver se ia dar certo. E a lembrança da mochila de final de semana só vinha quando iam passar o feriadão na praia, quando iam para o interior visitar um familiar ou qualquer outra situação rápida de final de semana. E pegar aquela mochila não trazia uma sensação boa na namorada/esposa/noiva/qualqueroutronome. Mas ela fazia isso com uma habilidade que não foi perdida ou esquecida.

Contudo, ao se livrar da síndrome do final de semana, ela descobre que a mochila tinha seu lado bom: a de deixar a vida da semana para trás e viver o final de semana sem preocupações. Agora, não existe mais dedicação exclusiva para ele. Agora, um final de semana de sol, chama uma maquinada de roupas para lavar, um dia chuvoso lembra de um trabalho extra para fazer em casa, uma vontade às vezes de dizer pra ele a deixar sozinha o final de semana todo, pra ela simplesmente ficar em casa, na cama, vendo o Caldeirão do Huck mudar a vida de outro alguém, enquanto fala no WhatsApp com a amiga e ele vai jogar um futebol com os amigos ou levar o carro pra revisão.


O Namoro acabou. Começou o casamento. Pra salvar isso, só fazendo a mochila do final de semana e fugir pra serra, praia ou interior.

Curto? Curto.

Sempre fui acostumada a ter cabelo comprido, muito comprido. Lembram-se das Promessas da Vó Maria? Então, acho que isso ajudou um pouco no medo da tesoura. Até os meus 10 anos cortei meu cabelo 2x na minha vida. E as duas vezes foram curtos. Depois disso crescia tanto que cortava só as pontinhas de 2 em 2 meses.
No máximo me arriscava com uma franjinha e sempre me arrependia. Quando inventaram a progressiva então... passei a ser lisa e parecia que crescia mais rápido ainda meu cabelo. E eu seguia cortando só as pontinhas. Lá pelos meus 20, 21 anos surgiu uma modinha cabelo curto e comecei a adorar cada criatura que me aparecia com o cabelo curto. Mas adorava nos outros, em mim já não tinha muita certeza.


Me lembro até hoje quando cortei meu cabelo “curto” pela primeira vez. Me lembro que estava em casa com a perna engessada (eu tinha caído da escada, mas isso é outra historia), era dia de semana e verão. Estava sozinha em casa viajando na internet e vi um cabelo curto... um cabelo muito parecido com aspecto do meu, e gostei. Minha irmã sempre cortou meu cabelo, só que ela tinha viajado para o Rio de Janeiro. Merda. Tinha que ser naquele dia para cortar, se não eu sei que não cortava mais.

Devia fazer uns 35 graus na rua e eu com aquele gesso esperando um ônibus para ir até o centro. Tive sorte de o salão ter hora para cortar meu cabelo, e pronto, cortei. Da cintura para acima dos ombros... foi um choque. E a cabeleireira me fez uma escova toda virada pra fora e deixava mais curto ainda. Me senti uma velha... peguei um taxi e quando cheguei em casa fui direto lavar meu cabelo. Sequei e fiz chapinha para ver o estado que estava. Me ODIEI. Fiquei 2 dias dentro de casa. Até que chegou a minha irmã.

Ela ria da minha cara, por que na verdade o corte estava mal feito e no cabelo curto qualquer coisa aparece. E me dizia que eu deveria ter esperado ela chegar. As pessoas não entendem os virginianos. Tinha que ser naquele dia...

Bom, ela arrumou o corte e comecei a me amar... e já são 4 anos de cabelo curto. Encostou no ombro pra mim já está comprido. E me desespero quando não posso cortar. Por que agora é ao contrario, eu até queria ele um pouco mais comprido. Mas não resisto a uma tesoura.


Ps.: Nesses 4 anos deixei o cabelo crescer 2x. Uma para o casamento da Juli, foram 9 meses de tortura e por pouco meu penteado para o casório não foi um “corte”, ir no salão e não cortar nem as pontinhas me mata. E a outra foi esse ano, fiquei quase um ano sem ver a minha irmã... só ela corta meu cabelo. Aprendi a lição. 


Terceiro Lugar

Sobre uma conversa que surgiu aqui em casa durante esse fim de semana.

Estava eu o Pablo, uma amiga e um amigo aqui em casa conversando sobre um empreendimento que vamos fazer juntos. E começamos a sonhar sobre que queríamos comprar com o que começássemos a ganhar.

Nisso o Pablo salta e diz:
- Eu já tenho o primeiro “sonho” da minha lista. Vou comprar um baixo novo.
E eu digo: - Ah, pensei que era “Pedir a Pâm em casamento” amor.
-Não, mas esta entre as três primeiras da lista.
-A segunda?
-Não, a terceira.
-E o que é a segunda? Perguntei.
-Não sei.
(cri cri.... cri cri)
-Ah que bom. Não sabe o que quer por segundo e sou a terceira opção. Que divertido.


E minha amiga me diz: - Pensa pelo lado positivo Pame, pelo menos tu esta no pódio e tem um troféu. Podia estar abaixo e ter só uma medalha de consolação.

 Pensando bem. Bronze é melhor que nada.


Ainda sobre os sonhos malucos

Já tinha falado no meu texto “O que acontece com a minha cabeça?” que tenho sonhos malucos. Hoje me dei conta que às vezes junto coisas que aconteceram durante a semana para sonhar algo maluco depois.

Ganhei uma caixa de Ferreiro Rocher de aniversário de uma amiga, fiz almondegas pela primeira vez (alias, ficaram MUITO boas) e comprei umas coisinhas no Ali Express (correntes e brincos). Agora junta: Ferreiro Rocher + Almondegas + Joias = sonho maluco da Pâmela.

Bueno, sonhei que estava sentada no sofá em casa quando o Pablo chegou com uma caixinha de presente pra mim.
Pablo: Olha amor o que eu te trouxe.
Eu: Presente? Tu nunca me traz presente. (Olha eu toda desconfiada do guri, tadinho).
Daí ele fica sem paciência, abre o presente e é uma caixa de chocolate Ferreiro Rocher.
Eu fico toda feliz, abro a caixa e começo a comer compulsivamente. Nisso eu noto que tem um bom-bom muito maior que os outros e falo:
- Amor, tu viu que tem um bom-bom muito maior que os outros?
Ele me olha com aquela carinha dele que aprontou algo e me diz: “Aaaa”. Tipo: Aaaa, o que será?

Abro o bom-bom e é uma almondega crua. Começo a abrir e tem um anel dentro.
Detalhe: Estava toda emocionada que podia ser um pedido de casamento que achei a coisa mais normal do mundo o anel estar dentro de uma ALMONDEGA CRUA.
Pego o anel para ver se era o que eu sempre queria (até no sonho sou exigente) e era um anel de letrinha. Sabe? Esses que todo mundo tem? Poisé.

Só que tinha a letra “T”. Me senti perdida...
Eu: Amor, por que a letra T? Por que não um P? De Pâmela. Ou P de Pablo?
Pablo: Por que é um T de Te amo.

Era exatamente assim o "T" de "Te amo"

Fim.
Acordei. E não me lembrei do sonho até começar a conversar com a mãe pelo Skype. Estava contando que tinha comprado um colar de câmera em um site e ela me perguntou se não tinha anéis de letras também.

Lembrei de todo o sonho. De todos os detalhes.

 Ri litros, chorei mares.

(Também) sobre ter 30!

Sei que muita pretensão minha, aos quase 29 anos, querer falar em envelhecer. Mas, acho que toda mulher que chega aos 30, começa a se ver de forma diferente.

Sempre disse, e continuo afirmando, que chegar aos 30 é libertador pra mim!
Nós, capricornianos, nascemos velhos. E isso é fato!
Somando essa afirmação astrológica com a minha vida, é fácil entender porque falo isso:
- já sou casada;
- não tenho paciência para noites malucas ou festas cheias;
- meus cabelos brancos estão me tornando cada dia mais loira;
- sei exatamente onde fica o nervo ciático;
- não troco um banho quente por nenhuma grande aventura;
E por aí vai...

A questão é que os 30 nos fazem pensar se tudo o que pensávamos quando adolescente se concretizou. Se estamos no caminho certo.
Nosso corpo não responde tanto aos nossos comandos e aquela dieta, que há alguns anos nos fazia perder 5 quilos em uma semana, não funciona mais!
O tal relógio biológico também desperta de uma maneira "juvenil" e inconsequente.
Não queremos mais um cara bonito. Queremos alguém inteligente, com ideologia e coerência na vida, culturalmente interessante, bonito, simpático, gentil e charmoso.
Nos tornamos mais exigente e mais medrosas. Aquele tempo de jogar tudo pro alto, acabou. Nos cobramos seriedade, resultados e uma vida mais calculada e bem resolvida.


Esses dias, ouvindo uma entrevista sobre como era para um galã envelhecer, Edson Celulari foi questionado sobre o que ele esperava dessa etapa da vida.
 "Eu quero ter discernimento, só isso!"
Sério. Perfeito!
É isso mesmo! Ter discernimento.
Talvez, seja isso que nos falte aos 30.

A questão é que dos 20 aos 30 mudamos nossas vidas por completo! Uma década que tudo se transforma. E a principal mudança é que nos tornamos adultas, e isso já é o bastante para nos apavorar: será que é essa mulher que eu quero ser? 



O que eu penso?
Meu lema de vida é que só temos uma vida para ser feliz, por isso não podemos desperdiça-la. Não acho que é aos 30 que devemos resolver nossas vidas, como essa crise dos 30 nos aponta! Mas, como é difícil me convencer de tirar esse peso das costas!


Panza

Sempre fui magrinha quando era criança. Todo mundo perguntava para a minha mãe por que ela não me dava Biotônico Fontoura para engordar. Tinha apelidos do tipo: Olivia Palito, risco e pé de lancha (por que o pé da gente tem que crescer muito mais rápido? Hoje calço 35. Sofri a toa quando era criança).

Sou tudo o que precura. Mas com barriga.
Até meus 11 anos, a partir daí começou a crescer bunda, peito e... Barriga. Minha barriga "saliente" sempre esteve presente na minha vida, não tem atividade física que resolva isso. Já estou tão acostumada com ela que sou dessas pessoas que conseguem fazer qualquer coisa encolhendo a barriga e minhas roupas são todas estratégicas para ela.

Quando emagreço a primeira coisa que perco é bunda e perna, me da um ódio, por que são as únicas coisas que eu precisava ganhar em vez de perder. Fico virada em peito e barriga. E quando estou acima do peso minhas pernas e bunda voltam ao normal e fico virada outra vez em peito e barriga, só que MUITO peito e MUITA barriga.

Quando estou nesses períodos “inchada” deixo de encolher a barriga quando estou na rua, passo a deixar assim como esta e ando com uma mão nas costas... prefiro passar por gravida do que por gorda as vezes. As pessoas passam a te olhar com carinho... “olha que fofo, uma gravidinha”.

Sempre fiz atividades físicas, não pelo corpo “físico”, mas pela satisfação e alegria que os exercícios me trazem. Comecei aos 9 anos jogando bola em uma escolinha de futsal, passei para a dança onde fiquei 8 anos (melhores lembranças da minha infância-adolescência). Depois disso entrei num período casa-trabalho-faculdade-casa. Quando deixei a faculdade voltei a ser feliz com o tempo que tinha para mim. Comecei com a hidroginástica, passei para a natação e comecei a correr (coisa que não podia fazer direito por causa da asma que tive quando criança, mas a natação me ajudou um monte) e passei também a ir trabalhar de bicicleta. Quando vim para a Argentina me encontrei na Yoga, depois no “Body Balance” uma mistura de yoga, pilates e Tai chi e no treino funcional.


Na volta das minhas férias do Brasil e da faculdade passei muito tempo sem me exercitar. Comecei a ter dificuldades para dormir, comecei a ficar um pouco mais depressiva e pensando em coisas ruins. Faz uma semana que voltei para as minhas aulas funcionais e já vejo o resultado não só no corpo, mas na alma, na cabeça e no espirito (santo, amém).

E a barriga? Ah, essa continua aqui. Eu sei que talvez se fizesse dieta direitinha e as atividades que já faço podia ser que ela sumisse. Mas dieta é uma palavra que não entra aqui em casa. A não ser quando sou “obrigada” a fazer uma porque comi porcarias demais no fim de semana. Ou é dieta, ou é gastrite... daí faço dieta. Mas só até me recuperar.




Adoro comer, de tudo.

A sociedade pode me matar por causa da barriga, mas não presto atenção em nada enquanto como meu sorvete. :P






O que acontece com a minha cabeça?

Sempre li varias teorias sobre os sonhos. Que são coisas que tu gostarias no teu fundo inconsciente que acontecesse ou que poderiam ser coisas vividas em outras vidas. Se realmente uma dessas teorias fosse verdade eu seria uma vida loka total ou minhas outras vidas não eram nada entediantes.

Nunca sonhei que fui a Paris, que estou beijando o Ian Somerhalder (joga no google imagens, vale a pena :P) ou que fico rica e saio gastando meu dinheiro em roupas, melissas e sorvetes. Sempre tenho sonhos loucos, muito loucos. Nunca são sonhos “normais”. Sempre tem alguma coisa neles que me fazem pensar no titulo desse texto “O que acontece com a minha cabeça?”.

A primeira vez que dormi com a Juli, por exemplo, acordei no meio da noite com ela rolando por cima de mim e caindo da cama no meu lado, e ela ainda continuou dormindo. Achei muito estranho, não quis acordar ela, a deixei ali dormindo no chão e voltei a dormir. Quando acordamos pela manhã:
-Juli, tu caiu da cama.
-Não.
-Mas tu passou por cima de mim e caiu.
-Acho que tu sonhou.
-Martine faz coisas estranhas com a cabeça da gente né?

Um dia sonhei que estava beijando o Abel Braga. E todos me diziam, Pâmela ele é velho e feio. E eu bem abraçada no pescoço dele (e me sentia realmente muito apaixonada) dizia: Mas eu acho tão lindo o jeito que ele comemora quando o Inter ganha. Não é uma gracinha? E apertava as bochechas dele fazendo aquelas caras de alguém apertando as bochechas de um bebe. Daí eu me pergunto... Por que o Abel? Não podia ser o Ian? Ou pelo menos um dos jogadores? Sempre quis beijar as coxas do Índio... Mas essas coisas lindas eu não sonho.


Uma vez passei a semana estudando para uma prova na faculdade, uma prova que apavorava todo mundo. Não pela matéria, mas por que o professor era um velho chato que só queria encher o nosso saco. Assim que tive vários pesadelos durante a semana com ele. No dia da prova sonhei que para responder uma questão certa era só juntar 4 balas iguais e formar uma bala listrada. Daí era só explodir ela que a linha toda da pergunta sumia. Era muito fácil a prova, me ria sozinha. Ai a minha duvida é: Será que eu estudei mais que joguei Candy Crush nessa semana?

Hoje me veio esse tema para um texto por que sonhei que meu irmão Emerson era goleiro, do Brasil, na Copa. Estávamos jogando contra a Argentina, e ele levava um gol atrás do outro por que tinha bebido todas na noite anterior. E eu pulava na beira do gramado chingando ele, chingando muito (meio técnica) e dizia que ia bater nele quando ele saísse dali.

Fora as inúmeras vezes que sonho que alguém esta me segurando e começo a gritar a noite. A gritar não, a fazer aquele som de quando a gente quer gritar e o grito não sai.


Tenho que começar a anotar esses sonhos, alguns são historias prontas. Alguns tão complexos que passo todo o dia tentando lembrar detalhes. Tenho que seguir buscando teorias sobre eles, para entender realmente o que passa com a minha imaginação.






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Texto traducido al Español

¿Qué pasa con mi cabeza?


Siempre leí muchas teorías sobre los sueños. Que pueden ser cosas que te gustarían que pasase en tu fondo inconsciente o que podrían ser cosas vividas en otras vidas. Si realmente una de esas teorías es verdad yo seria “vida loca” total o mis otras vidas no eran nada aburridas.

Nunca sueño que me voy a Paris, que estoy besando a Ian Somerhalder (vale la pena buscar en google imágenes :P) o que me hago rica y salgo gastando la plata en ropas, zapatos y helados. Siempre tengo sueños locos, muy locos. Jamás son sueños “normales”. Siempre hay algo en ellos que me hacen pensar en el título de ese texto “¿Qué pasa con mi cabeza?”

La primer vez que dormí con la Juli, por ejemplo, desperté en el medio de la noche con ella pasando por arriba mío y cayendo de la cama de mi lado, y ella siguió dormida. Era muy raro, pero no la quise despertar y la deje ahí, durmiendo en el piso y volví a dormir. Por la mañana le dije:
-Juli, caíste de la cama.
-No.
-Pero pasaste arriba mío y caíste.
-Pame, soñaste.
-¿Martini hace cosas raras con nuestra cabeza, no?

Un día soñé que estaba besando a Abel Braga (técnico del Inter). Y todos me decían, Pâmela él es muy viejo y feo. Y yo estaba bien abrazada en su cuello (y realmente me sentía muy enamorada) decía: Pero es tan hermoso como celebra cuando Inter gana. Mira es tan tierno. Y le apretaba los cachetes haciendo las caras de alguien que pega los cachetes de un bebe. Entonces yo me pregunto…. ¿Por qué a Abel? ¿No podría ser a Ian? O por lo menos uno de los jugadores... Siempre tuve ganas de besar las piernas de Indio (jugador de Inter)... Pero esas cosas lindas no pasan en mis sueños.


Una vez pase la semana estudiando para un parcial de la facultad, un parcial que todos le temían. No por la materia, pero por el profesor que era (es) un viejo re mala onda y solo tenía ganas de molestarnos. Así que tuve muchas pesadillas con él durante la semana. En el día del parcial soñé que para contestar una pregunta bien tenía que juntar 4 caramelos iguales para hacer un caramelo rallado. Entonces tenía que explotarlo y toda la cuestión desaparecía. Era muy fácil, me reía sola. Y mi duda es: ¿Será que estudie más de lo que jugué Candy Crush en esa semana?

Hoy empecé a escribir sobre ese tema porque soñé que mi hermano Emerson era arquero de la selección de Brasil en la Copa. Y estábamos jugando contra Argentina, y el llevaba un gol atrás del otro porque había bebido todas en la noche anterior. Y yo saltaba al costado del campo de juego y lo putiaba, mucho, y le decía que le iba a pegar cuando el saliese de allí.

Sin contar las inúmeras veces que sueño que alguien me esta teniendo y empiezo a gritar a la noche. A gritar no, a hacer aquel sonido de cuando se quiere gritar y el grito no sale.


Tengo que empezar a tomar nota de esos sueños, algunos son historias listas. Otros tan complejos que paso todo el día intentando recordar los detalles. Tengo que seguir buscando teorías sobre ellos, para entender lo que realmente pasa con mi imaginación.

Eu odeio arrumar a cozinha!

Sabe aquela super vontade de arrumar a cozinha? 
Pois então, eu nunca tive!

Falei no último texto sobre os rituais que eu tenho pra arrumar a casa e que sempre deixava a cozinha por último, mas o real motivo pra deixá-la por último é que eu odeio limpar a cozinha. 

Parei pra pensar no motivo de tamanha inimizade com uma parte tão importante da casa pra mim, afinal eu adoro comer e quando estou inspirada até gosto de cozinhar, mas limpar e arrumar me da uma agonia sem fim!



Foi então que me dei conta de que nunca na minha vida limpei cozinhas. Nos veraneios na praia, quando as primas todas estavam juntas, dividíamos as tarefas. Cada dia uma fazia alguma coisa e eu sempre fugia da cozinha. Uma ia pro banheiro, outra varria a casa, outra secava e outra guardava a louça e aí, ao meu ver, a azarada lavava a louça e limpava o fogão. Mas não vai achando que a louça era pouca. TODO DIA íamos na padaria pra comprar 30 pães e 3 litros de leite. Eramos 5 crianças e pelo menos mais 5 adultos em casa. Sem máquina alguma em casa, só de cortar grama.


O fato é que eu sempre dava um jeito de fugir da cozinha ou pelo menos só secar ou guardar a louça. E quando o verão acabava, minha tarefa em casa sempre era aspirar, tirar o pó, arrumar camas e quartos. Nunca a cozinha

E antes dessa época, não lembro de ter brincado de casinha, só lembro de criar, de construir casas (como arquitetura nunca foi uma possibilidade?) e depois sair pra ir pra faculdade (o que explica o fato de não saber parar de estudar), mas nunquinha fazia comida ou limpava a cozinha.

Óbvio que tudo faz sentido, quando uma criança brinca, ela está de uma certa forma treinando para vida adulta. 

Ou seja, hoje em dia, quem limpa a cozinha é o maridão. E eu? Enquanto ele limpa estou furando uma parede, pregando um quadro, varrendo, tirando o pó, montando um roupeiro, indo ao supermercado, ou fazendo o que mais gosto, planejando, estudando, lendo algum livro, ou escrevendo para o blog.










Ligando meu lado positivo

Venho tentando escrever um texto para o blog desde o inicio dele, mas nunca encontrava uma maneira legal para começar. Ou acabava escrevendo demais, escrevendo coisas demais sobre a minha vida, contando cada detalhe e isso eu não estava gostando.

Queria contar sobre a minha experiência de ter-me “transformado” em uma pessoa positiva, e o quanto isso trouxe coisas boas para a minha vida. Esse texto esta na minha pastinha “Noite Mulherzinha” e já o editei mais de dez vezes. E nunca saia como eu queria. Assim, simples.

Até ler uma matéria ao acaso que saiu no blog “Vida Simples” – O poder do otimismo, falando sobre a capacidade de ver o “copo meio cheio”. Voltei ao meu antigo texto e comecei a escrever do zero. E meu lado cheio do copo o transformou no meu preferido. J

***

“Você é o início. De tudo. De todas as coisas.
Quer que o mundo mude? Mude as coisas no seu próprio mundo.”

Sempre tive uma vida muito regrada com o que eu queria. Tinha planos e traçava metas para tudo que queria fazer. Tinha tabelas de como ia gastar e em que ia gastar o meu salario, o que ia fazer no próximo final de semana e quem eu queria ser em cinco anos. E o que me deixava sempre triste ou desmotivada era quando alguma coisa não saia como eu tinha planejado. Às vezes as coisas planejadas aconteciam não como eu queria, como eu tinha planejado me deixando mal por não ter alcançado o objetivo da maneira traçada..

Até que uma amiga me apresentou um livro: Conversando com Deus de Neale Donald Walsch. Nunca tive crenças, mas sempre acreditei em uma força superior, um universo que se alguém quer alguma coisa sempre se pode conseguir. Com fé, fé em si mesmo. E o livro abriu minha cabeça e relação a como me sentia naquele momento. E começou a tirar minhas duvidas sobre o que eu queria para a minha vida. E a frase que eu levo como lema do livro é “Você atrai aquilo que teme”.

A partir daí exclui o "não vai dar certo" da minha vida e decidi não ter medo nas minhas escolhas, a não fazer planos e começar a viver o momento. Sair da minha zona de conforto. Começar a viver os pequenos instantes que a vida me proporcionava. E foi assim que vivi, e sigo vivendo os anos mais incríveis da minha vida. Sem decepções e sem cobranças. Vivendo cada etapa como algo novo.

A vida começa fora da sua zona de conforto.

Esse “estalo” foi no meio de 2010, e nesses quatro anos de lá até aqui vivi mais coisas lindas que todos os anos até 2010. Conheci pessoas incríveis, comecei a fazer mais coisas que eu gosto, aprendi a apreciar mais as pequenas coisas... quantos nascer e pôr do sol perdi até 2010.  E por não fazer planos, me surpreendia com cada coisa nova que a vida me apresentava. Foi como se eu tivesse começado a viver a partir dali.


Acho que o universo esta me compensando o tempo
perdido com essa vista na minha janela :)


Passei a não ter medo. E acreditar que tudo ia dar certo. Que “nós fazemos” acontecer o que pensamos, sentimos e dizemos. Com isso o destino só trouxe coisas boas para a minha vida. E sigo colhendo flores desse bosque que é a vida positiva. Coisas boas atraem coisas boas. 


"Juntei todos os meus medos em uma sala e perguntei o que mais temiam. Com medo de responder, ficaram em silêncio. Por medo do silêncio, saíram da sala. E eu fiquei sozinha com a minha pergunta.
-Más sem os medos-

A sala sumiu. Em um segundo.

E eu, de repente, vi o mundo." (Clarice Freire)




Ps.: Dedico esse texto a minha amiga linda que estou morrendo de saudade Marina Ayres. Obrigada pelo livro. Foi muito importante pra mim. TE AMO.

 
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