sobre blog

Sabe quando amigas se reúnem para ter uma noite só de gurias?
Que conversam sobre tudo, com comidinhas e bebidinhas gostosas?
Aquela noite cheia de segredos e boas risadas?
Chamamos isso de Noite Mulherzinha!

E é esse papo bem humorado que vamos trazer pra cá.
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Sobre o dia que me senti livre

Hoje eu quero contar sobre uma experiência que estou vivendo na minha vida. Há um mês e meio deixei de tomar pílulas anticoncepcionais. Não, não quero engravidar agora e já explico o porquê da minha decisão.


Começou há uns dois anos mais ou menos que me sentia desconfortável na hora de tomar a pílula. Na mesma hora sentia vontade de vomitar. Era como se ela tivesse gosto pra mim. Procurei minha ginecologista e trocamos de pílula. Igual seguia me sentindo muito estranha, o ato de toma-la todos os dias para mim era estranho.

Era como se o ato de todos os dias tomar uma pílula lembrasse porque estava tomando ela. Por que não queria engravidar, porque queria ter um ciclo menstrual regular, por que tinha medo. A partir daí comecei a ler muitas coisas relacionadas a pílulas. E cada dia fui mais me identificando com tudo que lia.

Sempre me senti mal quando tomava o remédio. Tinha dores muito fortes a cada ciclo e confesso que para chegar nos “finalmentes” sempre foi muito difícil e vontade de ter relações era cada vez menor. Além de me sentir inchada, com dores de cabeça, bipolar, depressiva, com mal-estar, ansiedade e bom,  tudo isso consta na bula.

Há um mês e meio decidi no meio de uma cartela que não queria mais isso. Queria a voltar a ser eu (uma eu que nunca conheci). Queria sentir meu corpo, me sentir MULHER outra vez. Estranho né? Queria me sentir livre. Tinha a sensação que essa bolinha minúscula rosa me matava todos os dias por dentro. (Sim, sou bem dramática). Compramos caixas de preservativos. E pronto, tchau anticoncepcional.

A primeira semana foi punk. Me senti MUITO mal. Como se estivesse deixando de tomar um remédio controlado. Me sentia realmente muito estranha, como se algo estivesse faltando todo o tempo. Uma semana de dores de cabeça fortes, de tonturas e vontade de vomitar. Um sangramento fora do normal (que na verdade era o normal agora) e medo. Será que era a coisa certa a fazer?



Passou a primeira semana e logo comecei a sentir “coisas”. Minha barriga já começou a ficar menos inchada, comecei a me sentir mais bonita, comecei a sentir meu corpo. Na minha semana “fértil” parecia que tinha colocado silicone, meu cabelo estava lindo e comecei escutar alguém dizer: Isso é novo, o que tu andou olhando. :P Queria explicar com cada detalhe tudo que mudou dentro de mim. Mas a única coisa que posso dizer é que me sinto maravilhosa, natural, livre e feliz.


Ps.: Aqui deixo um link de uma reportagem sobre porque o anticoncepcional é considerado um veneno para as mulheres. (Corpoinconsciencia.com)


A bruxa esta solta

Chega à época de Halloween e junto meu maior desespero: Só passa filmes de terror na tv. É uma semana que passo correndo pelos canais de filmes. Sou um pouco fiasquenta com isso, confesso. Mas já vou contar de onde vem o trauma.

Quando eu era pequena sempre tive meu próprio quarto, dormia sozinha e no escuro. Nunca tive medo de filmes de terror e adorava as historias que meus irmãos e primos contavam de fantasmas. Tinha aquele medo na hora, mas sempre dormia tranquila à noite, nunca me assustou os filmes de terror por que sempre tive consciência que aquilo não existia. Que era tudo de mentira.

Essas mãozinhas na parede era o que
mais me davam coisas

Até o dia que lançaram a “Bruxa de Blair”. Lembro-me que alugamos uma fita e reunimos toda a família para ver. Nisso meu irmão começou a me contar sobre o filme, e disse que aquela fita que tinham feito o filme era verdadeira. Que aquilo ali realmente tinha acontecido. E como sempre acreditava no meu irmão (ele não mentia nunca) olhei o filme todo acreditando que era tudo verdade.

Esse dia dormi no sofá da sala porque tinha alguns parentes dormindo lá em casa. Ou melhor, não dormi. Fiquei a noite toda com os olhos estralados de medo e relembrando o filme na minha cabeça. Pronto, foi assim que peguei pânico dos filmes de terror.

Confesso que se assisto muito “Alienígenas Ancestrais” ou qualquer seriado que tenha espíritos e coisas sobrenaturais passo uns diazinhos sem dormir, às vezes tenho até que acender a luz. Nível de maturidade: level zero.

Por isso meu pânico em por essa data. E aproveitando o tema temos duas convidadas especiais no blog que fizeram uma make bem assustadora para comemorar o Halloween. A Bruna Martinez que é maquiadora hoje serviu de modelo para a amiga Jéssica Schwank que trabalha no D&D Estética e Saúde.


Olha que incrivel o trabalho que elas fizeram. Ta horroroso gurias (no bom sentido é claro). Não consigo nem ficar olhando muito tempo para esse pulso. hehe


Ps.: Nivel de maturidade sobre filmes de terror: Estamos trabalhando nisso.


 
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