sobre blog

Sabe quando amigas se reúnem para ter uma noite só de gurias?
Que conversam sobre tudo, com comidinhas e bebidinhas gostosas?
Aquela noite cheia de segredos e boas risadas?
Chamamos isso de Noite Mulherzinha!

E é esse papo bem humorado que vamos trazer pra cá.
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Saudade

Uma vez a Juli escreveu um texto sobre a palavra que definia o ano dela e nesse dia pensei que não havia outra palavra no mundo que definisse meu ano melhor que “Saudade”.

Começo a escrever esse texto em meio a um caos mental. Hoje estou sensível, mais do que sensível... estou transbordando emoções. Fazem duas horas que choro sem parar. Por que? Bom, saudade é a palavra que me define. Mas hoje é um caso especial...

Sinto saudade da família, dos amigos, de casa TODOS os dias. Já até me acostumei com essa dorzinha interior. Mas hoje essa palavrinha me pesou. Estava conversando com a minha mãe e ela me contava toda entusiasmada que ia começar a fazer academia. Que isso ia fazer ela se sentir melhor, com mais vida (se é que ela necessita, já que em plenos 58 aninhos tem folego de uma guria de 20).

E em seguida me fez uma pergunta em uma publicação que tinha feito no face a poucos minutos... “Que passou na minha vida que eu nunca ia esquecer?” Parei uns minutos para pensar e lembrei de quando dancei com meu pai nos meus 15 anos. Me lembro que eu não queria dançar valsa, de jeito nenhum, e implorei pra ele não fazer isso. Só que ele colocou uma música (“Filha” do Rick e Renner) e ficamos esses minutos abraçados chorando de uma lado ao outro.


Foi um momento único. Depois o agradeci por ter feito, e com certeza isso NUNCA vou esquecer. E ai veio o peso da palavrinha aquela que já mencionei um par de vezes. E por um momento me senti egoísta de estar aqui... longe deles. E foi ai que o caos mental começou.

Como me dividir em duas? Como aproveitar meus “velhos” e não deixar para trás tudo que conquistamos aqui? Como simplesmente dizer tchau e voltar correndo pro colo dos meus pais? Não posso. Queria que as coisas fossem mais simples e que o tele transporte existisse.

Sou MUITO feliz aqui. Digo isso todos os dias para o Pablo. Nosso apê, os gatos, a faculdade, as experiências, um novo idioma e cultura.  Tem como seguir tudo isso e diminuir a distância de casa em uns 1000km? Deveria ter uma lei que te permitiria tirar ferias e ter tudo pago pra qualquer lugar caso fosse comprovado que tu ta precisando de colo de mãe. Não tem remedio melhor para qualquer angustia e insegurança.


O que nesse momento me conforma é que a ideia, minha e do Pablo, é de um dia voltar para o Brasil. Viver na praia e consequentemente mais pertinho de casa, da família e dos amigos. Esse dia vai chegar... espero que não demore taaaaaaanto. Mas daí a pergunta vai ser: E será que o Pablo vai estar preparado para a nova palavra que vai definir ele? #Oremos


Ainda sobre Casamentos, é claro!

Simmmmm nos empolgamos com casamentos, muito, de verdade. E com a notícia de dois casamentos surgindo na vida das nossas blogueiras voltou com tudo esse assunto. A Ana já escreveu sobre o ano ímpar, e como é ser uma noiva não noiva. Já a Juli (a única casada, por enquanto, no blog) sobre os mitos e verdades sobre casamentos.

E eu? Que escrevo? Não sou noiva, nunca fui casada, e minha única experiência com casamentos foi como madrinha. Então decidi escrever como passei de “Casar? NUNCA” para “Já tenho a data do casamento sem ter noivo”, já que me falta um pedido ainda. Né amor?!


Fui madrinha de casamento de um primo quando eu tinha uns 18, 19 anos. Me lembro que na época pensava como as pessoas gastavam tanto dinheiro para uma noite. E não era só com casamentos. Eu sentia a mesma coisa quando as pessoas gastavam o que não tinham por uma festa de 15 anos. Nos meus 15 tudo o que eu queria era um computador.

Até que... fui no casamento de uma amiga de infância. E foi simplesmente INCRIVEL. Não parecia ser uma festa cara, mas me apaixonei pelos detalhes, pelo vestido, pelo vídeo dos noivos e principalmente pela alegria estampada na cara deles. Pronto. QUERO CASAR. MUITO. Com tudo que tenho direito. Depois como madrinha da Juli pude vivenciar o desejo de um casamento mais de perto e fui cada dia mais tendo a certeza que também queria tudo aquilo pra mim um dia.

Agora vivo sonhando acordada com tudo que tenho planejado para o meu casamento. Não sei se pretendo casar de papel passado mas da festa não abro mão. O Pablo nunca pensou em casar também... e me lembro de um comentário no meio da festa da Juli e do Gabriel: “Deu até vontade de casar” “É um pedido? :D” “Ainda não. Só te estou dizendo que quero festa também”. Algo é algo né gente. :)

Agora nos divertimos pensando em coisas para o nosso futuro (espero não tão longe) casamento. O bom de ter gostos muito parecidos é que todas as minhas ideias ele aprova. Confesso que já tenho uns 15 modelos de vestidos no meu carrinho de compras do Ali Express. E que minha maior dúvida é casar no Brasil ou na Argentina?

Acreditem, tenho tudo planejado. Para o lugar que for. Só me falta o anel.




Universo Paralelo

Minha pagina preferida no facebook, depois do nosso bloguinho e da minha pagina de foto é a “Disney Irônica”, fico horas olhando as postagens deles e me identificando com cada post. Nesse mesmo dia tinha começado a escrever um texto para o blog sobre como me sinto (eu e o mundo) quando estou de fones de ouvido ouvindo minhas musicas favoritas e me deparo com esse post da Disney Irônica:



Depois de rir por minutos me dei conta o quando realmente me imagino em cada clipe. Clipes que invento na minha cabeça. Acho que por ser uma cantora frustrada (já que meu sonho era ter uma banda de rock e não sei cantar, muito menos tocar um instrumento) e uma ex-bailarina me ajudam na criatividade nesse momento.

Algumas músicas me imagino só dançando, algumas me imagino cantando por ai, outras invento clipes... tem uma que escuto sempre que é a musica do clipe das madrinhas do meu casamento (olha o ponto que a pessoa chega), já sei como vai ser tudo. Vai chegar o momento e já tenho tudo bem pensado. As vezes andando pela rua tenho que me segurar para não estar cantando alto, ou dançando, ou mechendo os braços e fazendo caretas. Nos sentimos em outro lugar, mas ainda estamos aqui (que pena).

Tenho musica para um solo de balé com tutu vermelho e rock pesado. Tenho musicas para solos de street jazz, para momentos especiais, para surpresas, para tirar fotos, para preparar a comida, para caminhar sorrindo e até para dançar loucamente.



Como os fones de ouvido nos fazem entrar em um universo paralelo só nosso, e como o mundo fica colorido e mais leve. Em um momento tu podes ser tudo que quiser ser, só precisa de música boa, imaginação e uma pitada de loucura. E quantas vezes a gente acaba voltando à música antes que ela termine só pra voltar a imaginar tudo outra vez?


Eu? Acabei de voltar uma. :)

10 desesperos de uma gaúcha morando na Argentina

Acabei de ler uma matéria na Zero Hora falando sobre os hábitos que os gaúchos não perdem quando moram longe do RS. Obvio como já era de se esperar, o li imaginando ser um texto escrito por mim. Identificava-me a cada paragrafo. E então decidi fazer uma lista das dez “desesperações” de uma gaúcha que mora na Argentina. Tenho que dizer que morar na Argentina não deve ser tãoooo difícil quanto morar em São Paulo (imagino) que era o caso da Larissa Gargaro, autora do texto. Mas vamos à lista do desespero:


1 -  A saga da Erva-Mate

Ok, eles tomam mate. Mas não é chimarrão. Desde que vim pra cá não deixo de procurar nas prateleiras de todos os supermercados a nossa erva. Chorei de emoção quando me disseram que vendiam em uma loja especializada em ervas. Corri até lá para comprar quilos e mais quilos... e para meu desespero, não TINHA. NUNCA TEVE.
A dona da loja me explicou a diferença. A erva gaúcha é uma planta nova, de três meses (por isso a cor verde fosforescente) e a erva Argentina é uma planta de 11 meses em diante, tem a folha seca. O que seria a nossa erva para tererê.
O jeito é seguir trazendo quilos em todas as viajem.
Uma dica para quem mora fora: Congelar a erva. Toda vez que abre um pacote é como se recém tivéssemos comprado o pacotinho. ;)

2    2 - Escutar um “guria” (leia com aquele sotaque de “guria, nem te conto”)
Conheci muitos brasileiros vivendo por aqui, mas a verdade é que a gente acaba ficando mais perto dos gaúchos. É como se (e é) só entre nós estamos realmente em casa. Minha melhor amiga aqui em Rosario é uma gaúcha (obvio) e sempre nos juntamos para falar um pouco de gauches. Coisas que só nos entendemos. E pra falar sem culpa que vamos tomar um chimas comendo bergas no sol. Por que para os argentinos “berga” é outraaaa coisa. (Joga no google).
É chato ter que corrigir os argentinos quando te dizem: “Hola Menina, hola Garotinha”.
É guria, tchê.

      3 -  Ser identificada só por outros gaúchos
Tenho uma canga que é a bandeira do RS. E sempre que vou para o parque tomar um mate levo comigo. Já cansei de escutar gente falando português na minha volta e não identificam a bandeira. Um dia um grupo de Paulistas (imagino que sejam paulistas pelo sotaque) passou por mim e minha bandeira no parque e disseram: “Olha um chimarrão. Só que de Argentino”.  E se foram.
E outra vez uma guria parou na minha frente e me disse: “Diz que tu esta tomando chimarrão?”. Identificou-me pela bandeira e pelo verde da erva. :’)

      4 - Chorar de emoção quando vê um coraçãozinho
Os argentinos comem qualquer parte do boi. QUALQUER PARTE. Não vou escrever aqui quais, mas pensa em uma ai... sim eles comem isso também. Daí minha pergunta é: CADÊ OS CORAÇÕES DE GALINHA??? No máximo tu encontra um nos miúdos que vem junto.

     
      5 -  Guaraná
Não tem. E quando eu tento explicar eles acham que é energético. Daí larguei de mão.


      6 - Pão com Alho
Argentino come pão com tudo, menos com sopa. (Se entender essa me explica). Que eu acho incrível eles não comerem pão com alho quando fazem assado. Já tinha conversado com a Juli que o dia que a gente fizer uma fabrica de pão com alho e coraçãozinho na Argentina vamos ficar ricas.


     
      7 -  Me sentir uma retardada quando concordo falando “Aham” ou “Pior”
Só o fato de eles falarem “tu” e “che” já me ajuda pacas. Mas é quase instantâneo o “aham” enquanto a outra pessoa me esta contando algo. Mais de dois anos vivendo aqui e não consigo trocar o “aham” pelo “si” no meio de uma conversa.
“Ah é”, “Bem Capaz”, “Mas vai te deitar”... ainda busco traduções para não esquecer.

      8 - Me emocionar quando vejo alguém com a camisa do Inter/Grêmio
É comum ver gente com camisetas de times de futebol do Brasil. Tem muito São Paulino, Flamenguista, Santista e muito, mas muitos Corintianos que quando vejo um colorado da vontade de abraçar. A probabilidade de esse colorado ser gaúcho é de 95%.
E morro de ódio quando me perguntam “Corinthians ou Flamengo?”
-INTER POR..A.

      9 - Explicar que gaúcho é diferente de Brasileiro
Passo muito tempo tentando explicar que nós somos bem mais parecidos com Argentinos que com o resto do Brasil. A tradição, os costumes, a maneira de viver e até o dialeto. Ontem descobri que aqui também falam “gol de chiripa”. É legal descobrir essas coisas, que no norte do Brasil certamente não nos entenderiam. Eu fico emocionada quando alguém acha que não vou entender uma palavra, mas entendo só por que sou gaúcha. J

      10 -  Saudade de arrepiar
Como a Larissa falou no texto dela a gente acaba reclamando de tudo e de todos enquanto ainda vivemos na Terrinha. Mas uma vez que passamos à fronteira a saudade desse acolhimento gaúcho é instantâneo. Eu quando morava no Sul vivia reclamando que meus pais tinham casa em Cidreira. Agora fico contando os dias para estar lá novamente.
Saudade do cheiro de cuca feita na hora, do feijão no fogão a lenha, das pessoas, de casa.

Acho que é normal né? Assim pelo menos nos arrepiamos ainda mais a cada hino que escutamos sem querem em um vídeo no Facebook. Confesso que eu choro quando escuto. E da vontade de gritar bem alto. “Ahhh, eu sou gaúcho”.

Ps.: Me esqueci de colocar na lista junto com o coraçãozinho e Pão com Alho o NOSSO famoso XIS. Meuuuuu Deussss.... comeria uns 2 Xis Bagunça nesse momento.


A Saga da Agenda

Todo inicio de ano para mim começa com a minha saga em encontrar a agenda perfeita. Não posso simplesmente entrar em uma livraria e comprar a mais barata ou aquelas pretinhas básicas. Ela tem que ser especial, por que meu novo ano merecem coisas especiais.
                                  
Sou dessas que escreve tudo na agenda (clássica virginiana) e gosto de fazer corações em datas especiais, escrever todos os aniversários, e claro tudo muito colorido. Para mim as agendas são fundamentais no ano, é nela que escrevemos (eu pelo menos) todos acontecimentos importantes, datas tão esperadas e qual foi o dia que comprei ração a ultima vez para o meu gato, por exemplo.

Passo um bom tempo olhando agendas em uma livraria a cada inicio de ano. Por que é um conjunto de beleza, praticidade e conforto. Não pode ser muito grande, nem muito pequena. Tem que ter capa linda, mas ter espaço para escrever dentro e sempre tem que ser de espiral.  

Minhas 3 ultimas agendas
2013 que ganhei de alguém muito especial que 2012 me trouxe
2014 Marcando o ano que entrei para a Faculdade de Fotografía
E 2015... Paris? Praticando a lei da atração. Quem sabe se eu olhar essa palavrinha todos os dias ;)

Encontrado todos os elementos de uma agenda perfeita é a hora de comprar e chegar em casa para escrever coisas que já programamos para o ano. Os aniversários, as viagens programadas, o primeiro dia de aula, e esperar... para enche-la de bons momentos e recordações.


Agora que já encontrei minha agenda perfeita... Pode vir 2015, que vou lhe usar. ;)

Taxiii

Quando vim morar na Argentina sabia meia dúzia de palavras em espanhol. Nunca estudei a língua e o pouco que sabia era de escutar o Pablo falar. Depois de uns meses morando aqui a compreensão estava tranquila, sabia ler e até escrever algumas coisas, mas falar foi sempre minha dificuldade. Talvez por que com o Pablo falo em português.

Com uns 6 meses comecei a tentar a falar... e foi muito difícil. Tinha pessoas que me entendiam super bem e outras que não entendiam nada. Nunca tinha certeza se estava indo bem ou mal. Com um ano de vida Argentina é que realmente comecei a falar bem (uns 75%), sobrevivo e já até consigo falar por telefone (coisa que até ano passado me dava pânico).

Minha maior dificuldade até hoje são os “erres”. Aiiii que difícil. Perro (cachorro em espanhol) é a palavra mais difícil pra mim. Hoje em dia faço tudo praticamente sozinha e pegar taxis é a coisa mais divertida pra mim, já explico por que:

Quando pego um taxi e tenho que ir para ruas com o nome “Salta” ou “España” não acontece nada, é uma corrida normal em um taxi normal. É divertido quando tenho que dizer ruas do tipo “Dorrego y Entre Ríos, por favor,” o taxista me olha pelo espelho e me pergunta “Tu não é daqui né?” Não, sou brasileira. E pronto.... Muitas histórias para contar.

“Por que a Argentina?”
“Por que Rosário?”
“Veio estudar?”

Daí começa a maratona de perguntas. Quando não estou a fim de conversa digo que vim estudar medicina e pronto. Afinal 30% da faculdade de medicina de Rosário são de alunos Brasileiros. Os taxistas estão acostumados e não perguntam mais nada.

Mas minha diversão hoje em dia é contar historias, inventar coisas e fazer aflorar meu lado atriz.
Já inventei que era do Rio de Janeiro, que era turista, que vim a trabalho por uma empresa multinacional, que queria só ir morar em um lugar diferente e etc.

Mas a ultima conversa foi a mais divertida:
- Hola, a donde vas?
- Entre Rios y Tucuman, por favor.
- Você não é daqui né?
- Não, sou brasileira.
-Veio estudar?
-Não, vim gravar cenas da minha próxima novela (aproveitei que estava linda indo para uma festa e estava arrumadinha).
-Você é atriz? De novela brasileira? (Eles amam novelas brasileiras, principalmente Avenida Brasil)
- Sim. Há pouco tempo passou uma novela que eu participei aqui, Avenida Brasil, conhece?
-No me digassss. Agora te olhando eu me lembro de ti da novela.

Sorri, me pediu um autografo e desci do taxi. (O caminho era curto, se não ia ter que inventar um roteiro inteiro). Queria saber com que ele me achou parecida. Afinal estou mais pra Carminha que para Nina. 

Agora sou famosa na Argentina, para um taxista pelo menos.

Sobre o dia que me senti livre

Hoje eu quero contar sobre uma experiência que estou vivendo na minha vida. Há um mês e meio deixei de tomar pílulas anticoncepcionais. Não, não quero engravidar agora e já explico o porquê da minha decisão.


Começou há uns dois anos mais ou menos que me sentia desconfortável na hora de tomar a pílula. Na mesma hora sentia vontade de vomitar. Era como se ela tivesse gosto pra mim. Procurei minha ginecologista e trocamos de pílula. Igual seguia me sentindo muito estranha, o ato de toma-la todos os dias para mim era estranho.

Era como se o ato de todos os dias tomar uma pílula lembrasse porque estava tomando ela. Por que não queria engravidar, porque queria ter um ciclo menstrual regular, por que tinha medo. A partir daí comecei a ler muitas coisas relacionadas a pílulas. E cada dia fui mais me identificando com tudo que lia.

Sempre me senti mal quando tomava o remédio. Tinha dores muito fortes a cada ciclo e confesso que para chegar nos “finalmentes” sempre foi muito difícil e vontade de ter relações era cada vez menor. Além de me sentir inchada, com dores de cabeça, bipolar, depressiva, com mal-estar, ansiedade e bom,  tudo isso consta na bula.

Há um mês e meio decidi no meio de uma cartela que não queria mais isso. Queria a voltar a ser eu (uma eu que nunca conheci). Queria sentir meu corpo, me sentir MULHER outra vez. Estranho né? Queria me sentir livre. Tinha a sensação que essa bolinha minúscula rosa me matava todos os dias por dentro. (Sim, sou bem dramática). Compramos caixas de preservativos. E pronto, tchau anticoncepcional.

A primeira semana foi punk. Me senti MUITO mal. Como se estivesse deixando de tomar um remédio controlado. Me sentia realmente muito estranha, como se algo estivesse faltando todo o tempo. Uma semana de dores de cabeça fortes, de tonturas e vontade de vomitar. Um sangramento fora do normal (que na verdade era o normal agora) e medo. Será que era a coisa certa a fazer?



Passou a primeira semana e logo comecei a sentir “coisas”. Minha barriga já começou a ficar menos inchada, comecei a me sentir mais bonita, comecei a sentir meu corpo. Na minha semana “fértil” parecia que tinha colocado silicone, meu cabelo estava lindo e comecei escutar alguém dizer: Isso é novo, o que tu andou olhando. :P Queria explicar com cada detalhe tudo que mudou dentro de mim. Mas a única coisa que posso dizer é que me sinto maravilhosa, natural, livre e feliz.


Ps.: Aqui deixo um link de uma reportagem sobre porque o anticoncepcional é considerado um veneno para as mulheres. (Corpoinconsciencia.com)


Irmãos

Sim, os textos do Blog nos serve de inspiração às vezes. Inspirada no texto lindo da Juli da quarta passada sobre irmãos logo me deu vontade de falar dos meus. Eu também não tive chance ser a única, já nasci com 5 irmãos. E isso sempre me fez muito feliz. Sou a mais nova e, portanto tenho o direito de ser a “princesa” da casa. Toda vez que alguém me pergunta quantos irmãos tenho começo a explicar o clássico “os teus, os meus e os nossos”. Meus pais antes de se conhecerem já foram casados. Meu pai teve 3 filhos no primeiro casamento, minha mãe 2 e depois de dois anos juntos me tiveram. 

Drica, Cau e Lú (de pai)
Meu pai como casou cedo teve minha irmã mais velha bem novinho, quando nasci ela já tinha 20 anos e estava gravida. Já nasci cheia de irmãos e TIA. Tenho um sobrinho com meses de diferença de mim. Às vezes na escola eu o obrigava a me chamar de tia (por que nesse momento parecia muito divertido).

Ou seja, tenho muitos irmãos, sobrinhos com idade para serem meus irmãos e sobrinhos-netos com idade para serem meus sobrinhos. Sim, já sou tia avó. No total são 11 sobrinhos, 2 sobrinhos-netos e um irmão que ainda não tem filhos. Ou seja (2), contando comigo que ainda não tenho filhos (por que aqui não vamos contar gatos e cachorros) falta muita criança ainda nessa família.

E as cobranças já começaram. Por que no meio dessa gente toda tem um que ainda não é tio (como?). Explico. Dos meus dois irmãos por parte de mãe só um tem filho, o que depende de mim e do Maninho (os que ainda não tem filhos) dar um sobrinho pra ele. Por mais que eles tenham adotado todos os meus, ainda falta ser TIO de verdade (e se depender de mim vai demorar um pouquinho ainda).

Maninho/Éverson e Mano/Emerson (de mãe)
E voltando aos irmãos... Odeio quando alguém me diz: Ah, mas tu não tem nenhum irmão de verdade, são todos meio-irmão teu. Oi? Existem meio pai, meia mãe, meia pessoa? Não gente. São irmãos e pronto. Sempre digo que o “meio” é para dizer que além de irmãos são “meio” como pais, amigos, confidentes, psicólogos e sempre tenho colos... muitos colos. E são as pessoas mais importantes pra mim.

Acho que é por isso que tenho vontade de ter muitos filhos. Acho que 4 pra mim não vai ser suficiente. Quero uma família grande. Não quero filho único... em quem ele vai colocar a culpa quando fizer alguma travessura? E claro, preciso passar a coroa de princesa da família né gente. :P


E já dizia Pedro Bial: Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado
E possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.<3


Curto? Curto.

Sempre fui acostumada a ter cabelo comprido, muito comprido. Lembram-se das Promessas da Vó Maria? Então, acho que isso ajudou um pouco no medo da tesoura. Até os meus 10 anos cortei meu cabelo 2x na minha vida. E as duas vezes foram curtos. Depois disso crescia tanto que cortava só as pontinhas de 2 em 2 meses.
No máximo me arriscava com uma franjinha e sempre me arrependia. Quando inventaram a progressiva então... passei a ser lisa e parecia que crescia mais rápido ainda meu cabelo. E eu seguia cortando só as pontinhas. Lá pelos meus 20, 21 anos surgiu uma modinha cabelo curto e comecei a adorar cada criatura que me aparecia com o cabelo curto. Mas adorava nos outros, em mim já não tinha muita certeza.


Me lembro até hoje quando cortei meu cabelo “curto” pela primeira vez. Me lembro que estava em casa com a perna engessada (eu tinha caído da escada, mas isso é outra historia), era dia de semana e verão. Estava sozinha em casa viajando na internet e vi um cabelo curto... um cabelo muito parecido com aspecto do meu, e gostei. Minha irmã sempre cortou meu cabelo, só que ela tinha viajado para o Rio de Janeiro. Merda. Tinha que ser naquele dia para cortar, se não eu sei que não cortava mais.

Devia fazer uns 35 graus na rua e eu com aquele gesso esperando um ônibus para ir até o centro. Tive sorte de o salão ter hora para cortar meu cabelo, e pronto, cortei. Da cintura para acima dos ombros... foi um choque. E a cabeleireira me fez uma escova toda virada pra fora e deixava mais curto ainda. Me senti uma velha... peguei um taxi e quando cheguei em casa fui direto lavar meu cabelo. Sequei e fiz chapinha para ver o estado que estava. Me ODIEI. Fiquei 2 dias dentro de casa. Até que chegou a minha irmã.

Ela ria da minha cara, por que na verdade o corte estava mal feito e no cabelo curto qualquer coisa aparece. E me dizia que eu deveria ter esperado ela chegar. As pessoas não entendem os virginianos. Tinha que ser naquele dia...

Bom, ela arrumou o corte e comecei a me amar... e já são 4 anos de cabelo curto. Encostou no ombro pra mim já está comprido. E me desespero quando não posso cortar. Por que agora é ao contrario, eu até queria ele um pouco mais comprido. Mas não resisto a uma tesoura.


Ps.: Nesses 4 anos deixei o cabelo crescer 2x. Uma para o casamento da Juli, foram 9 meses de tortura e por pouco meu penteado para o casório não foi um “corte”, ir no salão e não cortar nem as pontinhas me mata. E a outra foi esse ano, fiquei quase um ano sem ver a minha irmã... só ela corta meu cabelo. Aprendi a lição. 


Com a corda toda

 Hoje acordei literalmente elétrica. Sabe esses dias que tudo que se encosta leva choquinhos? Pois então... Estou assim. Quando abri os olhos pela manhã senti que tinha dormido muito, tinha medo de olhar o relógio e ser às 11hs da manhã. Quando olhei eram 8hs e sorri feliz.

Levantei com todo pique, tomei café da manhã, fiz um mate e coloquei bem alto musicas do Charlie Brown Jr (nossaaaa, quanto tempo fazia que eu não escutava as antigas musicas do CBJR) e comecei a trabalhar. Entre um contato e outro levantava e dançava pela sala. Assim, bem louca.

As 13hs já não podia estar em casa, troquei de roupa e fui para a academia. Quando esta muito calor vou de ônibus até lá, assim que quando cheguei na parada consultei em quanto tempo chegaria o bus: 7 minutos. 7 MINUTOS? Não podia ficar parada 7 minutos e sai caminhando com calor e tudo.

Já na academia comecei pelo Elíptico, e foram 25 minutos bem intensos. Era dia de treino de braço mas queria fazer tudo, assim que fazia braço e perna intercalado enquanto levava choquinhos em cada maquina nova que encostava. Quando terminei meu treino faltavam 50 minutos para uma aula especial de abdominais... que obvio não queria perder. Fiz minha instrutora (e amiga Gaúcha linda) me dar mais exercícios para fazer tempo.

Já não tendo mais nada para fazer fui para a esteira. Corri 25 minutos. CORRI 25 MINUTOS. Normalmente corro 2 minutos e caminho 3, corro 2 e caminho 3. Mas já que estava louca hoje só corri. Sai da esteira e fui direto para a aula de abdominais. E foram mais 20 minutos só de abdominais. E na minha cabeça eu só pensava: QUE PASÓ? (Por que as vezes eu penso em espanhol).

Depois de 2hs na academia volto pra casa de ônibus e quando vou pagar a passagem  a maquina que se passa o cartão do bus fez um bip horrível e começou a reiniciar. Acho que era tanto magnetismo hoje no meu corpo que estraguei a maquina (pelo menos não paguei passagem).

Bom, chego em casa e descanso um pouco. Que nada, LIMPEI TODA A CASA ainda. Tomei banho e agora escrevo esse texto... são 16:40. Falta muito par acabar meu dia. E sigo com a corda toda. A única coisa que penso agora é que quero mais dias assim. O verão já esta ai. Se continuar assim pode ser que eu desista da ideia de usar maiô nessa temporada. :D

Ps.: Isso foi dia 13. Era demais para uma segunda-feira. hehe

Mal acostumada

São 04:12 da madrugada e estou acordada. Não porque precise, mas por que simplesmente não consigo dormir sozinha. Sim, eu sei, é ridículo. Sou uma pessoa adulta e esclarecida. Mas muito mal acostumada.

Publicação do dia 23.03.14 no Instagram, às 5:41
Outra noite igual a essa. Mas ai não tinha o blog ainda. haha

Dormi sozinha minha vida inteira, sempre tive quarto separado dos meus irmãos e nunca tive dificuldades pra dormir, a não ser em ocasiões especiais, mas daí é justificado. Meu problema agora é que faz um ano e meio que durmo todos os dias do lado de uma pessoa. Temos um lado certo na cama e nossa posição mais cômoda para dormir. Ta, mas o que eu faço quando estou sozinha? A cama inteira só pra mim. Travesseiro não adianta, já tentei.

E nunca fui espaçosa para dormir, durmo na posição fetal (bem encolhida) e não me mecho a noite inteira. A não ser que me de calor, daí é aquela coisa de tira a meia e coloca a meia a noite toda. Por que sinto calor e tiro à meia, mas não consigo dormir sem, coloco a meia. E não posso dormir destapada. Tapo até minha cabeça.

E é uma coisa meio louca porque eu até tenho sono, vontade de estar bem abafadinha e simplesmente dormir. Mas meus olhos não me acompanham e ficam bem abertos. Assisto filmes, jogo mortal zumbie até não enxergar mais a tela do celular, atualizo a cada segundo o Instagram e nada. Chega um momento da noite que estou sozinha no mundo virtual, e atualizar as coisas já não traz coisas novas.

Bom, agora tem o blog. Quando tenho noites assim, acabo escrevendo um monte de ideias novas para textos. No fundo não é tão ruim, ruim seria se eu tivesse que levantar às 6hs da manhã no outro dia. O que não é o caso. E meu reloginho da insônia fecha essa hora. Assim que mais um pouquinho e eu acabo dormindo. Não sei nem como, só durmo. 

A bruxa esta solta

Chega à época de Halloween e junto meu maior desespero: Só passa filmes de terror na tv. É uma semana que passo correndo pelos canais de filmes. Sou um pouco fiasquenta com isso, confesso. Mas já vou contar de onde vem o trauma.

Quando eu era pequena sempre tive meu próprio quarto, dormia sozinha e no escuro. Nunca tive medo de filmes de terror e adorava as historias que meus irmãos e primos contavam de fantasmas. Tinha aquele medo na hora, mas sempre dormia tranquila à noite, nunca me assustou os filmes de terror por que sempre tive consciência que aquilo não existia. Que era tudo de mentira.

Essas mãozinhas na parede era o que
mais me davam coisas

Até o dia que lançaram a “Bruxa de Blair”. Lembro-me que alugamos uma fita e reunimos toda a família para ver. Nisso meu irmão começou a me contar sobre o filme, e disse que aquela fita que tinham feito o filme era verdadeira. Que aquilo ali realmente tinha acontecido. E como sempre acreditava no meu irmão (ele não mentia nunca) olhei o filme todo acreditando que era tudo verdade.

Esse dia dormi no sofá da sala porque tinha alguns parentes dormindo lá em casa. Ou melhor, não dormi. Fiquei a noite toda com os olhos estralados de medo e relembrando o filme na minha cabeça. Pronto, foi assim que peguei pânico dos filmes de terror.

Confesso que se assisto muito “Alienígenas Ancestrais” ou qualquer seriado que tenha espíritos e coisas sobrenaturais passo uns diazinhos sem dormir, às vezes tenho até que acender a luz. Nível de maturidade: level zero.

Por isso meu pânico em por essa data. E aproveitando o tema temos duas convidadas especiais no blog que fizeram uma make bem assustadora para comemorar o Halloween. A Bruna Martinez que é maquiadora hoje serviu de modelo para a amiga Jéssica Schwank que trabalha no D&D Estética e Saúde.


Olha que incrivel o trabalho que elas fizeram. Ta horroroso gurias (no bom sentido é claro). Não consigo nem ficar olhando muito tempo para esse pulso. hehe


Ps.: Nivel de maturidade sobre filmes de terror: Estamos trabalhando nisso.


Ainda sobre morar com meninos

Vivo com eu namorado há um ano e meio (aliás, ele ainda acha que não somos casados. E daí eu me pergunto, que ta faltando? Por que né?) e ele é um recém-formado em Engenharia Civil. Mas sempre digo que ele pode ser o Engenheiro, mas eu sou a Engenheira da vida. Já explico por que.

Sempre fui muito metida a fazer tudo, e gosto de resolver sempre as coisas. Por que o deixar para depois ou para alguém fazer me tira do sério. Para mim tudo tem que estar pronto para ontem. E a agonia de esperar me fez aprender muitas coisas praticas para a vida. 

***
Episodio 1: Um dia parou de funcionar o interfone do apartamento, veio um eletricista geral e disse que precisaríamos trocar o interfone inteiro. Informou qual teríamos que comprar e disse para ligar para ele quando tivéssemos o novo e ele viria trocar. Na mesma semana compramos e ligamos para ele. Passou um dia, dois, três, uma semana e nada dele aparecer. Eu já tinha notado que o interfone novo era exatamente igual ao velho... PLIN acendeu uma luz na minha cabeça, vou trocar esse negócio.

Olha que fácil. 

 -Pablo, vou trocar o interfone. Não deve ser difícil. É só colocar cada cor de fio no lugar certo.
-Tu não és louca. Eu já paguei caro no interfone, tu vai me fazer ter que comprar um novo. Isso se não estragar ainda mais o velho.

Nada mais encorajador e estimulante que alguém dizer que tu não vai conseguir fazer algo. Tirei uma foto do interfone velho e comecei a colocar o novo. Me sentia uma especialista na coisa. Era só fazer igual a foto que não tinha erro. Cada cor no lugar certo e em 15 minutos tinha terminado.

-Amor desce lá e chama o interfone.
-Se não der certo tu que vai comprar um novo e vai explicar para o eletricista por que esta assim.




Enquanto ele descia os nove andares só conseguia pensar que TINHA que dar certo. Se não escutaria que não deu por um bom tempo.

“”TRIMMMMMMMMM””
-Me escuta?
-Simmmmm. Já te disse que eu sou a Engenheira da casa amor. E agora eletricista.
Me senti poderosa nesse momento. E aliviada. Agora oficialmente eu podia dizer que entendia das coisas.
***
Episódio 2: Um dia cheguei em casa e o Pablo me disse:
- Amor, temos que comprar um ventilador novo.
-Por que amor? O que aconteceu?
-A hélice esta solta e em qualquer momento vai quebrar.
-Tu não olhou se ela não esta só frouxa? Se não é só apertar o parafuso?
-Já. Não tem parafuso. Vamos ter que comprar um novo.
Como assim não tem parafuso? Estava sentindo cheiro de preguiça no ar. E que a olhada não foi tão boa assim. Olhei o ventilador e realmente não tinha parafuso. Me ajoelhei e olhei pelo chão. Estava em baixo da cama. Parafusei de volta, e temos ventilador até hoje. ¬¬
***
Episódio 3: -Gorda vamos ter que comprar uma vassoura nova.
-Por que amor? Compramos essa não faz um ano (vassouras vivem eternamente, praticamente).
-Ela já esta mais sujando o chão do que limpando.
-E tu não pensou em limpar a vassoura?
-Não.

Risos eternos.

Terceiro Lugar

Sobre uma conversa que surgiu aqui em casa durante esse fim de semana.

Estava eu o Pablo, uma amiga e um amigo aqui em casa conversando sobre um empreendimento que vamos fazer juntos. E começamos a sonhar sobre que queríamos comprar com o que começássemos a ganhar.

Nisso o Pablo salta e diz:
- Eu já tenho o primeiro “sonho” da minha lista. Vou comprar um baixo novo.
E eu digo: - Ah, pensei que era “Pedir a Pâm em casamento” amor.
-Não, mas esta entre as três primeiras da lista.
-A segunda?
-Não, a terceira.
-E o que é a segunda? Perguntei.
-Não sei.
(cri cri.... cri cri)
-Ah que bom. Não sabe o que quer por segundo e sou a terceira opção. Que divertido.


E minha amiga me diz: - Pensa pelo lado positivo Pame, pelo menos tu esta no pódio e tem um troféu. Podia estar abaixo e ter só uma medalha de consolação.

 Pensando bem. Bronze é melhor que nada.


Meus dois amores

Não escrevi sobre futebol antes no blog porque somos divididas aqui... Duas coloradas e uma gremista. E um ponto forte em comum: FANATICAS. Mas uma coisa que temos iguais entre as três é não falo nada por que não gosto de escutar. E assim vamos vivendo em paz.

Não vou dizer que sou fanática por futebol de um modo geral, dessas que olha todos os jogos, de todos os times e que sabe o nome de todos os jogadores. Inclusive em que time jogou, quantos gols fez, etc e tal. Mas sou fanática pelos meus times... e foi uma coisa que surgiu em mim depois de “grande”.

Sou colorada desde pequena. Filha de pais gremistas fui influenciada pelo irmão mais velho da casa. Sempre fui muito puxa saca dele, assim que tudo que ele fazia eu iria fazer igual. Além de sempre preferir o vermelho que o azul. Pronto, foi assim que virei colorada.

Mas o fanatismo veio MUITO depois, quando realmente comecei a entender sobre futebol. E o fato de ter os dois piores gremistas em casa (meu pai e meu irmão mais novo) fez com que eu começasse a me interessar pelos detalhes, os números e por causa deles passei a odiar o grêmio. Digo que são os piores por que são daqueles insuportáveis relacionados a futebol. Daqueles que não da para conversar. Para ter ideia meu pai diz que é “bicampeão mundial” com o Grêmio. Vice-campeonato conta na tabelinha dele coitado. Como discutir com uma pessoa assim? Faz como eu: Não discuti. Simples e menos doloroso. Dou razão pra tudo que ele fala. Ele fica feliz, eu fico feliz.

Me tornei sócia e passei a ir nos jogos. Ia sozinha se não tinha companhia.

Quando conheci o Pablo, outro fanático por futebol me apresentou o Newell’s Old Boys. Confesso que até conhecer ele não tinha a mínima ideia quem era o NOB. Mas como o primeiro presente que dei para o Pablo foi uma camiseta do Inter, o meu não poderia ser diferente. Ganhei minha primeira camiseta do Newell´s... e a partir daí comecei a acompanhar o “Rojo y Negro querido”.

Mas LONGEE do que eu sentia pelo Inter. Mas já tinha um amor grande surgindo só de saber que o Guiñazú jogou aqui. E confesso que se o Pablo fosse do Central ia dar briga. Eu tinha 2 opções: Torcer para um time que estava na série B e que tem as cores iguais ao do Boca (ODEIO o Boca) ou torcer para um que tinha Vermelho e que é o time do Messi. Obrigada senhor por me mandar um LEPROSO.

Maktub

Vim morar na Argentina. Na primeira semana aqui já tinha me tornado sócia (alias, alguém avisa o Banrisul que o meu boleto de sócia do Inter chega sempre com um mês de atraso e aqui não tem Banrisul para pagar faturas atrasadas, obrigada). Comecei a ir em TODOS os jogos e bom, Argentino é tipo Gaúcho relacionado ao futebol. SOU ENLOUQUECIDA pelo Newell’s agora. Inclusive compro brigas e excluo canallas do meu face quando é muito alteradinho. Nunca vi mais parecidos com gremistas (não estou generalizando, tem uns bem legais – Gremistas e Canallas).



Quando me associei o NOB estava brigando para não cair para a B. Que tristeza. Começou o novo campeonato e advinha: Newell´s campeão. Tava faltando uma sócia Colorada. Olhai já cheguei ganhando títulos.

E agora eu tenho o coração dividido (sem saber o que fazer uma esta sempre comigo e a outra sempre quis ter. Não resisto a uma boa música, sorry). Uma das maiores emoções futebolísticas depois de todos os títulos que vi o Inter ganhar foi o Newell´s x Grêmio na Libertadores. Fui para o estádio com a camiseta no Newell´s e a bandeira do Inter. Depois de tanto tempo sem estar em um jogo do Inter me senti em um greNAL. Como eu gritei... MEU DEUS.

Eu e o Juanma no alambrado no jogo Newell's x Grêmio


Mas como o universo não queria nos ver tristes (faz de conta que a gente ia ficar triste uma pela outra caso alguém saísse vitorioso) fez a gente empatar os dois jogos né Juli? E respondendo a tua pergunta: Entre Inter x Newell´s... Estou fazendo promessas para esse dia não chegar.


 
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