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Sabe quando amigas se reúnem para ter uma noite só de gurias?
Que conversam sobre tudo, com comidinhas e bebidinhas gostosas?
Aquela noite cheia de segredos e boas risadas?
Chamamos isso de Noite Mulherzinha!

E é esse papo bem humorado que vamos trazer pra cá.
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Síndrome da mochila de final de semana

Quem já namorou por bastante tempo sabe bem o que é essa síndrome. Quem já namorou a distância também. Quem morou longe da casa do namorado ou quem tinha o costume de passar o final de semana na casa do namorado sabe bem do que eu estou falando. É a síndrome da mochila do final de semana.

Pra quem não sabe, eu vou explicar. Namorado e namorada, durante a semana toda, trabalhando o dia todo e estudando a noite, dificilmente conseguiam se ver durante a semana por conta do ritmo puxado do dia a dia. Então, ficavam esperando ansiosamente pela sexta-feira e, quando ela chegava, vinha junto com uma mochila (mala, bolsa, sacola de supermercado) com roupas, nécessaire, pijama, chinelo, maquiagem, sapato de festa e muitos outros itens extras para ser usado num programa que não havia sido combinado, até o domingo de noite ou até mesmo a segunda-feira de manhã, indo direto para o trabalho.


Com o passar dos meses, a quantidade de itens dentro da mochila ia diminuindo inversamente proporcional a quantidades de itens que ia ficando na casa do namorado. Claro que, quando o final de semana era na casa da namorada, os itens do namorado também iam ficando na casa da namorada. Mas como aqui a Noite é Mulherzinha, vamos falar somente da parte dela.

Mais alguns meses e o pavor de fazer a mochila, chegava junto com a sexta-feira. Só de pensar em pegar a mochila e se desapegar de todas as outras opções do próprio quarto, ela ficava em desespero. Para algumas namoradas, essa síndrome levou anos até passar! (Beijo Juli+Gabriel).

Tudo bem que o pavor era recompensado, quase sempre, por um final de semana de dedicação exclusiva da namorada para o namorado e vice-versa. Afinal, se ela não queria trabalhar no final de semana, era só não levar os itens de trabalho.

E então a síndrome aumentava, o desespero é era tão grande em fazer a, nesse momento, maldita mochila, que o namorado e a namorada começaram a sonhar no dia em que não precisariam mais delas. No dia em que os dois dividiriam o mesmo quarto, na casa só deles e o final de semana chegaria sem a mochila, para dedicarem-se, um ao outro sem precisar se preocupar antecipadamente com que roupa iriam estar no sábado, no domingo e na segunda-feira.


E eles sonharam tanto que finalmente casaram-se, ou resolvem morar juntos sob o mesmo teto e fazer um test-drive e pra ver se ia dar certo. E a lembrança da mochila de final de semana só vinha quando iam passar o feriadão na praia, quando iam para o interior visitar um familiar ou qualquer outra situação rápida de final de semana. E pegar aquela mochila não trazia uma sensação boa na namorada/esposa/noiva/qualqueroutronome. Mas ela fazia isso com uma habilidade que não foi perdida ou esquecida.

Contudo, ao se livrar da síndrome do final de semana, ela descobre que a mochila tinha seu lado bom: a de deixar a vida da semana para trás e viver o final de semana sem preocupações. Agora, não existe mais dedicação exclusiva para ele. Agora, um final de semana de sol, chama uma maquinada de roupas para lavar, um dia chuvoso lembra de um trabalho extra para fazer em casa, uma vontade às vezes de dizer pra ele a deixar sozinha o final de semana todo, pra ela simplesmente ficar em casa, na cama, vendo o Caldeirão do Huck mudar a vida de outro alguém, enquanto fala no WhatsApp com a amiga e ele vai jogar um futebol com os amigos ou levar o carro pra revisão.


O Namoro acabou. Começou o casamento. Pra salvar isso, só fazendo a mochila do final de semana e fugir pra serra, praia ou interior.

Terceiro Lugar

Sobre uma conversa que surgiu aqui em casa durante esse fim de semana.

Estava eu o Pablo, uma amiga e um amigo aqui em casa conversando sobre um empreendimento que vamos fazer juntos. E começamos a sonhar sobre que queríamos comprar com o que começássemos a ganhar.

Nisso o Pablo salta e diz:
- Eu já tenho o primeiro “sonho” da minha lista. Vou comprar um baixo novo.
E eu digo: - Ah, pensei que era “Pedir a Pâm em casamento” amor.
-Não, mas esta entre as três primeiras da lista.
-A segunda?
-Não, a terceira.
-E o que é a segunda? Perguntei.
-Não sei.
(cri cri.... cri cri)
-Ah que bom. Não sabe o que quer por segundo e sou a terceira opção. Que divertido.


E minha amiga me diz: - Pensa pelo lado positivo Pame, pelo menos tu esta no pódio e tem um troféu. Podia estar abaixo e ter só uma medalha de consolação.

 Pensando bem. Bronze é melhor que nada.


Ainda sobre futebol...

Essa semana, aproveitando a boa fase de nossos times, publicamos os posts sobre nosso amor e respeito mútuo pelo futebol. Somos torcedoras e somos civilizadas, torcendo pelos nossos times, não gostando do coirmão, mas respeitando, cada uma, suas preferências.


Nasci colorada, mãe colorada, padrinho colorado e um tio que jogou no Inter. Orgulho da família! Mas como meu pai fazia chantagens enormes dizendo que só quem fosse gremista iria nos jogos, ganhava as maiores bandeiras e camisetas e o amor do papai, acabei passando por uma fase gremista.

 

Acontece que assistir jogo de futebol era chato. Era chato ir no jogo, ver os gols do jogo, ouvir rádio sobre futebol, antes durante e depois do jogo e assistir todos os compactos. Então, adquiri uma aversão ao futebol.

Copa do mundo, torcia contra o Brasil. Pintava na cara a bandeira do time adversário, ainda mais se havia alguma identificação com o país adversário, como Brasil x Escócia, na Copa de 1998. Torci muito para a Escócia, ainda mais depois de estar completamente identificada pelo filme Coração Valente que assistia sempre que podia.

Comecei a achar muito divertido ver o Grêmio perder e o Inter ganhar. Meu pai, meu irmão e minha irmã, ficavam muito indignados, e eu achava muito legal!

Aí, veio a boa fase do Inter. Escondida em outro cômodo com minha mãe, começamos a torcer juntas, bem quietinhas pela vitória do Inter e derrota do Grêmio só para dizer “bem feito pra eles”.

Então, aos poucos, comecei a me assumir mais colorada, a torcer cada vez mais para o Inter e deixar o Grêmio um pouco de lado.

Ganhei uma cunhada que era coloradíssima e começamos a ir a jogos juntas. Aos poucos, formei uma turma de jogos, em que íamos a todos os jogos torcer para nosso time.

 

Foi então que conheci o Felipe, um pouco depois de ir para a Europa e me identificar com os Holandeses e de ir ao estádio do Ajax (Amsterdam Arena). O Felipe passou a ser meu companheiro de jogos e lembro-me que quando nos conhecemos, saber o time um do outro foi uma das coisas relevantes de nossas primeiras conversas. A primeira vez que ele foi na minha casa, que conheceu meus pais, foi na Copa do Mundo de 2010, final, Alemanha X Holanda. Torci muito para a Holanda. Mas não deu.

 

De lá pra cá, aprendi a gostar de Futebol e a entender um pouco sobre ele também. Muitas vitórias, muitos jogos e a certeza de que não odeio o Grêmio, meu rival mais odiado em todo mundo é o Corínthians. Não suporto.



E na Copa do Mundo em Porto Alegre? Holanda. Sempre. Só que ainda não consigo gostar de ficar ouvindo pré-jornada, compacto e trocentas mil vezes o mesmo gol do jogo que acabei de ir.

 



Cheiro de feijão

Quarta-feira é meu dia estratégico de limpar a casa, pelo simples detalhe que é o dia que minha sogra vem nos visitar depois do trabalho. Ela sempre entra pela porta e diz: “Siempre todo impecable Pame”. Não precisa de tradução né? Mas não é sobre isso que quero falar nesse texto. Quero falar sobre um sentimento/saudade/emoção/sonho que me passou em uma dessas quartas-feiras.

Era de manhã e tinha começado a arrumar a casa, nesse dia comecei pela cozinha por que queria cozinhar feijão, assim enquanto ele cozinhava limpava o resto da casa. Terminei a cozinha, coloquei o feijão no fogo e voltei pro quarto (por onde sempre começo a faxina). Enquanto estava arrumando a cama escuto a panela pegar pressão, vou até a sala olho a hora (pra calcular o tempo da pressão) e volto para o quarto.

Foto meramente ilustrativa
Se fosse o Eddie não teria mais nada para a foto
Quando faço aquele movimento de estender o lençol sinto o cheirinho do feijão... E nesse momento tudo se junta: O cheiro do feijão, o movimento em arrumar a cama e o chiado que a panela fazia. E por um segundo me senti em um domingo na casa dos meus pais enquanto ajudo a mãe a arrumar a casa e ela esta colocando o feijão no fogo. Um segundo que me levou a quilômetros de distancia.

Foi muito rápido, e muito intenso. Na hora senti vontade de chorar, mas ri em seguida. Senti vontade de chorar de saudade, saudade da família, dos domingos arrumando a casa com a mãe, do feijão dela, da nossa casa em Viamão. E ri em seguida. Por que apesar de tanta saudade agora era o meu momento... minha cama, minha casa, meu feijão. Foi uma sensação tipo: Sou grande agora.

Enquanto escrevo esse texto escorrem as lagrimas. Não me perguntem por que. Sempre fui assim, me emociono fácil. É uma mescla de sentimentos que invadiram meu coração.

Mas como disse no meu primeiro texto para o blog (Escrevendo para o blog que não existe). Foi um segundo que virou texto. . . Fiquei chapada e viajei com cheiro de feijão.
É tudo muito louco. Esse texto é louco. Eu sou louca. Mas sou feliz.


Ter irmãos é tudo de bom! Ops... É muito divertido!

Hoje é dia do irmão, então meu post de hoje vai ser especial para os meus melhores amigos de infância, adolescência e vida adulta.
Não lembro da minha vida sem eles, temos menos de dois anos de diferença. As marcas da nossa amizade ficaram até hoje. Só que esse texto não é para ser meloso, de derretimento de amor por eles, é para contar um pouco das nossas histórias e das marcas físicas que nossas brigas de amor deixaram, literalmente...

Queridos! Uns doces de crianças!


Meu irmão nasceu no meio de muitas mulheres, meus pais sempre disseram que ele precisava defender as irmãs e as primas, que não deveria ser covarde de machucar meninas e que deveria nos proteger. Ele até aprendeu bem essa lição. Acontece que eu me aproveitava muito disso. Coitado! Ele se segurava, tinha paciência, mas eu era terrível. Uma vez, ele estava jogando futebol de botão, sozinho, ele contra ele mesmo (nunca entendi como conseguia) e eu peguei uma ripa de madeira e fiquei cutucando ele, chamando ele de “bixa”. Era uma coisa cruel de verdade. Falava bixa e cutucava, cinco segundos depois, bixa e cutucava, mais cinco segundos, bixa e cutucava. E fiz isso até ele sair correndo atrás de mim. Me tranquei no quarto. Ele foi até a cozinha, pegou um facão de cortar frango e machadava a porta de madeira dizendo que ia me pegar. Dessas brigas, quase sempre usávamos acessórios para auxiliar nosso poder de convencimento, como as correntes de ferro dos cachorros, panelas, facas, pedaços de madeira, e por aí vai. Na falta de objetos, as unhas socorriam e até hoje tenho marcado as unhas dos meus irmãos nos meus braços. E as minhas unhas nos braços deles.

Alguns dos nossos primos!


Mas nem tudo era briga para valer, as vezes era só uma lutinha mesmo. Retirávamos e afastávamos tudo o que podíamos da sala, para montar um tatame sobre as almofadas do sofá. Não lembro de quantas vezes isso rendeu torções nos pescoços das cambalhotas, roxos nas canelas e claro, dedinhos dos pés quebrados.

Tá, alguém por aí pode pensar que nos odiávamos, mas não. Nos amávamos mesmo! E nos amamos de verdade. Brincamos muito juntos, mas nos sacaneamos também. Durante muito tempo dormimos os três no mesmo quarto, o que proporcionou muitas risadas antes de dormir. Principalmente relacionadas ao beliche. Eu mais velha, sempre dormi na parte de cima da cama. Quis sacanear minha irmã, que estava na parte de baixo. Me deu vontade de espirrar, abaixei a cabeça na direção dela e espirrei no rosto dela. O que aconteceu? Fiz isso com tanta vontade que dei uma cambalhota no ar e caí com tudo no chão. Foi risada até tarde, não conseguíamos parar de rir. Até hoje é assim!
Outra vez, minha irmã, linda, quis dormir na parte de cima da cama, já se achava grande, minha mãe fez a gente trocar de lugar. Resumindo, ela passou mal de madrugada, colocou a cabeça pro lado e vomitou em cima dos meus cabelos. Na época tinha um baita cabelo pela cintura. Eu não acordei com o episódio. Então minha mãe me acordou, de madrugada, pra eu lavar os cabelos. Drama da madrugada: tinha faltado água!!!

O Beliche e o meu cabelo


Só que o mais impressionante de tudo, é que nós nos uníamos contra os outros. Já entrei em briga no colégio para defender meu irmão. Cuidava deles quando íamos para a escola sozinhos. E o mais impossível de tudo: conseguimos dar sumiço em 3 empregadas/babás de casa simplesmente porque não gostávamos delas. Sério! Elas deviam odiar a gente.

Sempre fomos bem diferentes, dificilmente brincávamos com os mesmos brinquedos, mas sempre estávamos juntos. A Juli morria de ódio de mim, quando finalmente aceitava brincar de Barbie com ela, montava uma história espetacular, organizava toda a cena, mas chegava na hora de brincar, não queria mais. Para brincar juntos, tinha que ser no vôlei, basquete, futebol, jogo de taco, bicicleta, tabuleiro, cartas, essas coisas.

Muitas histórias para contar




Tivemos uma infância feliz! Fazíamos bulling uns com os outros, mas nos defendíamos dos outros também. Disputávamos a areia da praia. Não nos traumatizamos... Sobrevivemos! E até hoje, adoramos sacanear nós mesmos e os outros, temos as melhores ideias, juntos! Não é a toa que hoje, um pouco antes de almoçar com a Juli, ela já estava preparando mais uma sacanagem contra o Guilherme.




Juli e Guilherme, amo vocês!


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Texto traducido al español


Tener hermanos es muy bueno! Es muy divertido.

Hoy es día del hermano, entonces mi publicación va a ser especial para mis mejores amigos de la infancia, adolescencia y de mi vida adulta.
No me acuerdo mi vida sin ellos, tenemos menos de dos años de diferencia entre nosotros. Y las marcas de nuestra amistad quedaran hasta hoy. Pero ese texto no es para ser meloso, de derretimiento de amores por ellos, es para contar un poco de nuestras historias y de las marcas físicas que nuestras peleas de amor nos dejaron, literalmente…


Queridos, dulces chicos.

Mi hermano nació en el medio de muchas mujeres, mis padres siempre le dijeron que necesitaba defender las hermanas y las primas, que no debería ser cobarde de lastimar a las chicas y que debería protegernos siempre. El aprendió bien la lección. Pero yo aprovechaba mucho de eso. ¡Pobre! El intentaba contenerse, tenía mucha paciencia, pero yo era terrible. Cierta vez él estaba jugando fútbol de botones. Solo. Él contra él mismo (nunca entendí como hacia eso) y yo con un trozo de madera le pegaba, llamándolo de maricón. Era cruel. Decía maricón y le pegaba, cinco segundos después, maricón y le pegaba, cinco segundos más, maricón y le pegaba. E hice eso hasta que salió corriendo atrás mío. Me encerré en la pieza. Él fue hasta la cocina agarro un cucharón y empezó a golpear la puerta diciendo que iba a pegarme.

En esas peleas casi siempre usábamos cosas para auxiliar en nuestro poder de persuasión, como correa de los perros, ollas, cuchillos, trozos de madera y etc. En la falta de cosas, las uñas solucionaban. Hasta hoy tengo marca de las uñas de mis hermanos en mis brazos. Y ellos de las mías.


Algunos de nuestros primos

Pero no eran peleas muy pesadas, a veces era solo jugando. Sacábamos y corríamos todo lo que podíamos de la sala, para armar un ring con las almohadas del sillón. No me acuerdo cuantas veces eso nos produjó lesiones en los cuellos por las tumbas carneras, de los moretones en las piernas y obvio, deditos de los pies quebrados.

Alguien puede pensar que nos odiábamos, pero no. Nos queríamos mucho. De verdad. Jugábamos mucho juntos, pero nos molestábamos también. Por mucho tiempo dormíamos los tres en la misma pieza, lo que proporciono muchas risas antes de dormir. Principalmente relacionadas a la cucheta. Yo como la más vieja siempre dormía en la cama de arriba. Un día quise molestar a mi hermana, que estaba en la parte de abajo. Tuve ganas de estornudar, baje la cabeza en dirección a ella y estornude. ¿Pero qué pasó? Lo hice con tantas ganas que me caí con todo al piso. Fueron risas hasta tarde, no podíamos parar de reírnos. Hasta hoy es así.

Otra vez mi hermana, hermosa, quiso dormir en la parte de arriba de la cama, ya pensaba que era “grande”, así que mi mama me hizo cambiar con ella. Resumiendo, ella pasó mal por la noche, puso la cabeza para el lado y vomito arriba de mi pelo. En aquel tiempo yo tenía pelo largo, me llegaba a la cintura. Yo no me desperté con lo que paso. Pero mi mama lo hizo para lavar mi pelo. Drama de la noche: ¡no tenía agua!


La cucheta y mis pelos

Lo más impresionante de todo es que nos uníamos contra las otras personas. Ya entré en peleas de la escuela para defender a mi hermano. Los cuidaba cuando íbamos solos a la escuela. Y lo más imposible de todo: conseguíamos hacer “desaparecer” tres empleadas/niñeras de nuestra casa solo porque no las queríamos. ¡En serio! Ellas deberían odiarnos.

Siempre fuimos muy distintos, difícilmente jugábamos con los mismos juguetes, pero siempre estábamos juntos. Juli moría de odio de mí, cuando finalmente aceptaba jugar de Barbie con ella montábamos una ensena espectacular y todo, pero en la hora de jugar yo ya no tenía ganas. Para jugar juntas tenía que ser vóley, básquet, futbol, bicicleta, juegos de mesa, cartas y esas cosas.

Muchas historias para contar

! Tuvimos una muy feliz infancia! Hacíamos bulling con nosotros mismos, pero nos defendíamos siempre de los otros. Disputábamos la arena en la playa. No nos traumatizamos... Sobrevivimos. Y hasta hoy adoramos molestarnos a nosotros mismos y los otros, tenemos las mejores ideas juntos. No es en vano que hoy, un poquito antes de almorzar con Juli, ella ya estaba planeando una contra Guilherme.    




¡Juli y Guilherme, amo ustedes!


Nascida para ser mãe

Inspirada pelo texto da Juli Esse tal espirito Materno que vem assombrando ela comecei a pensar que ele nunca me assombrou. Sempre tive a certeza que queria muito ser mãe, desde sempre. Quando pequena sempre brinquei com bonecas, todas tinham nomes e sobrenomes e na hora de dormir colocava todas na minha cama, para que nenhuma sentisse ciúme da outra.

Sou a mais nova entre seis irmãos, a diferença entre mim e minha irmã mais velha é de 20 anos, com isso os sobrinhos começaram a aparecer cedo na minha vida. Os sobrinhos, os primos. As crianças que minha mãe cuidava na minha casa. Acho que por estar sempre cercada de crianças e por ter muito instinto protetor ajudou a essa minha vontade absurda de ser mãe.

Sempre amei crianças, fico sim toda babona com os bebes. E “adoto” todos pra mim. Pelo facebook estou sempre acompanhando as minhas amigas gravidas, e babando com cada momento que elas estão vivendo.

E já tenho tudo muito pensado. Os nomes, a diferença de idade das crianças, a época que quero estar gravida (já me disseram que é horrível estar gravida no verão, mas como vou mostrar minha barriga pra todo mundo no inverno? Não dá né gente). Tenho o sonho também de ter um parto humanizado, sem intervenção nenhuma. Ao natural, um momento único. Meu e do meu bebê. 

Uma amiga (a Paloma, amiga essa que eu peguei no colo) teve bebe há pouco tempo. O Davi. Fiquei tão apaixonada por ele que quando fui para o Brasil a convenci de deixar ele um dia comigo. Assim que tive minha experiência “mãe” por 24hs. À noite, depois de dar de mamar e fazê-lo dormir passei a noite toda olhando para ele. Admirando cada detalhe, a mãozinha, as carinhas que ele fazia enquanto dormia, e notando as semelhanças que ele tem com a mãe. No outro dia só conseguia pensar: Meu Deus o que vai ser de mim quando tiver os meus filhos, se passo tanto tempo admirando o bebe dos outros imagina o meu. E ver cada detalhe meu e do pai... Me emociono só de pensar.

Esse é o Davi. Como não se apaixonar por essa carinha?

Quando eu tinha meus 11, 12 anos e respondia questionários dizia sempre que seria mãe com 20, 21 anos. Aos meus 19 anos cai na realidade de ser muito “adolescente” e ver que não podia ser mãe tão cedo. Com 19 dizia que seria com 22, se tudo desse certo seria o momento. Dos 22 passei para os 24. E agora com 26 rescem completados comecei a ficar mais apreensiva que o MOMENTO não chega. Sempre estou adiando por algum motivo. O apartamento é pequeno, não terminei a faculdade, falta o Pablo se formar (agora não falta mais :P), e quero casar antes. 

E para me ajudar a cada dia aparece mais e mais amigas gravidas, que ganharam bebe a pouco, ou gravidas do segundo filho. Algumas muito mais novas que eu. E minha mãe só me diz: Já esta ficando chato pra ti filha, só falta tu. 

Se fosse pelos meus pais, e meus irmão já tinha uns 3. De tanto que me pedem. Mas graças a Deus tenho sã consciência que para ter filhos se necessita muito mais do que eu posso dar a uma criança nesse momento da minha vida. Mas uma coisa é certa, se eu tivesse dinheiro já teria uns 5.

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Texto traducido al español

Nacida para ser madre

Inspirada por el texto de la Juli Ese tal espirito materno que viene asombrando a ella, empecé a pensar que a mí nunca me espanto. Siempre fui muy segura que quería mucho ser mama, desde siempre. Cuando chica siempre jugué con muñecas, todas tenían nombres y apellidos y en la hora de dormir las llevaba todas para mi cama. Para que ninguna se quede con celos de la otra.

Soy el más joven de seis hermanos, la diferencia entre yo y mi hermana mayor es de 20 años, con esto los sobrinos comenzaron a aparecer temprano en mí vida. Sobrinos, primos. Los niños que cuidaba de mi madre en mi casa. Creo que al estar siempre rodeado de niños y de tener lo instinto muy protector han ayudado a mi deseo absurdo de ser madre.

Siempre me encantó los niños, me muero con los bebés. Y "adopto" todos para mí. Por Facebook siempre estoy acompañando a mis amigas embarazadas, y babeando con cada momento que están viviendo.

Y ya tengo todo muy pensado. Los nombres, la diferencia de edad de los hijos, la época que quiero estar embarazada (me han dicho que es horrible estar embarazada en el verano, pero como mostraré mi vientre a todo el mundo en invierno? Así no gente). También sueño de tener un parto humanizado y sin ninguna intervención. Natural, un momento único. Mío y de mi bebé.

Una amiga (la Paloma, amiga que vi crecer) ganó bebe a poco tiempo. El David. Yo estaba tan enamorada de él que cuando fui a Brasil la convencí de dejarlo un día conmigo. Así que tuve mi experiencia "mamá" por 24 horas. Por la noche, después de dar de mamar y hacer que el duerma pasé toda la noche mirando a él. Admirando cada detalle, la mano, la cara que hizo mientras dormía, y tomando nota de las similitudes que tiene con su madre. El otro día yo sólo podía pensar: Dios mío, ¿qué será de mí cuando tengo a mis hijos, si me paso tanto tiempo admirando el bebé de los otros como va a ser con los mío? Y ver todos los detalles que tiene mío y de su padre ... me emociono sólo de pensarlo.


Ese es el Davi. Como no enamorarse de esa carita?

Cuando tenía mis 11, 12 años, y respondiera cuestionarios siempre dije que sería madre con 20, 21 años. Con mis 19 años caí en la realidad de ser demasiado "adolescente" y ver que no podría ser madre pronto. Con 19 pasé a 22, si todo iba bien sería el momento. De 22 a 24. Y ahora con 26 recen completados comenzó cada vez más preocuparme de que el momento no llega. Siempre estoy postergando por alguna razón. El apartamento es pequeño, no termine la universidad, falta el Pablo graduándose (ahora ya no falta: P), y quiero casarme antes.

Y para ayudarme a cada día aparece más y más amigas embarazadas, o que ganaron el bebé a poco tiempo, o embarazadas del segundo. Algunas mucho más jóvenes que yo. Y mi mamá siempre me dice: Se está poniendo feo para ti hija, sólo falta a vos.


Si tratara de mis padres, y de mis hermanos ya tenía unos 3, de tantos que me piden. Pero gracias a Dios estoy sana y sé que para tener hijos ahora necesitaría mucho más de lo que puedo dar a un niño en este momento de mi vida. Pero una cosa es cierta, si tuviera dinero me gustaría tener un 5.  


Sou mãe de cachorro!

Sempre fui cachorreira. Sempre!

Já tive alguns cachorros que amei profundamente. Tenho certeza que ninguém da minha família se recuperou, ou se recuperará, da perda do Polaco... O melhor fila brasileiro que já existiu no mundo.
Esse é o Polaco... Ainda morro de saudades dele!

Quando casei, fui morar num apartamento pequeno com móveis brancos e novos. Ou seja: nada convidativo para um cão. O problema que o animal começou a fazer falta no cotidiano.

Lembro que eu e o marido passamos meses estudando que raça teríamos. Escolhemos, escolhemos o nome e, depois de tudo planejado, desistíamos. E foi a melhor escolha da vida!

- Amor, ainda não estamos prontos para ter um cachorro!
- Pois é...
- E outra coisa, não vamos comprar! Tem tanto bichinho abandonado, vamos adotar...
- É... Pode ser!
- Então, mais tarde, pensamos nisso.
No dia seguinte...

Era feriado de Tiradentes e fomos para a Redenção de manhã.
Estava disposta a convencer o Gabriel que adotar um cachorro seria muito melhor do que comprar. Era um ato de amor muito maior!

- Amor, sabe que aqui tem várias ONGs de cães.
- Vamos dar uma olhada...
No primeiro cercadinho que ele parou, já agarrou uns três, dizendo que ia levar pra casa.
E assim foi nas próximas 20 ONGs que passamos - exageradaaaa!
Até que...
Num cercadinho bem pequeno, alheia a toda festa que os outros filhotes faziam, tinha uma bolhinha marrom dormindo.
“Aquela ali. Aquela ali é minha!”

- Gabriel, combinamos que iríamos esperar, que não temos condições e blá blá blá.
Nesse momento a bolhinha marrom já dormia no colo dele.
- Ela é minha, já é minha!


E foram umas 2 horas de convencimento.
- Tá bom. Mas ela será tua, você limpa tudo e cuida dela!
- Prometo!

E posso dizer: a cã testou muito essa promessa do Gabriel!
Umas 5 noites sem dormir, muitos remédios, banhos e choro.

Foram semanas de adaptação e de uma amor crescente!
Quando vi, chegava em casa falando “oi filha, a mãe chegou!”.

A questão é que, por mais que tenha tido outros cães, a Morena é meu sonho de cachorro!
A pequena dorme comigo, ama qualquer pessoa que a olhe, pode passear em qualquer lugar (passear com um fila é quase que impossível) e ama bater fotos!

Sempre brinquei que a Morena é uma it dog, a criatura que bomba muito nas redes sociais.
Enquanto escrevo esse texto, ela esta deitada grudada em mim, com a cabeça no teclado do note, me obrigado a cada acento que eu queria usar, tenha que coçar a sua cabeça!

Brinco que adotamos a Morena para que o “instinto paterno” do Gabriel me desse um tempo. E deu!

A Morena foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida! Um serzinho divertido, carente, ciumento e amoroso. Sou mãe da Morena sim.
E mesmo quando for mãe “de verdade”, vou seguir sendo mãe de cachorro!

Olha que figura!








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Texto traducido al español

Soy mama de perro

Siempre ha sido muy apasionada por perros. ¡Siempre!

He tenido algunos perros que amaba profundamente. Estoy seguro de que nadie en mi familia ha recuperado o se recuperará, la pérdida de Polaco... El mejor “Fila Brasilero” que ya existió en el mundo.

Ese es Polaco... aún lo extraño mucho

Cuando me casé, me mudé a un pequeño departamento con muebles nuevos y blanco. Es decir: nada acomodado para un perro. El problema de que la mascota comenzó a hacer faltar en la vida cotidiana.

Yo me recuerdo que yo y mi marido pasamos meses estudiando qué raza sería. Elegimos, y elegimos el nombre, después de todo planeado, desistimos. Y fue la mejor cosa que hicimos en la vida!

- Amor, no estamos preparados para tener un perro!
- Sí ...
- Y otra cosa, no vamos a comprar! Tiene tanta mascota abandonada, adoptaremos...
- Puede ser...
- Luego, más adelante, pensamos en eso.
Al día siguiente...

Era feriado e fuimos para el parque por la mañana.
Estaba dispuesta a convencer el Gabriel que la adopción de un perro sería mucho mejor que comprar. Sería un acto de amor mucho mayor!

- Amor, acá hay muchas ONG de perros.
- Vamos a echar un vistazo...

En el primer corralito se detuvo, tomo unos tres ya, diciendo que iba a llevar a casa.
Y así fueron los próximos 20 ONGs que - exageradaaaa!
Hasta que...
En un corralito bien chiquito, ajeno a toda la fiesta de los otros cachorros, tenía una pelotita marrón que dormía.
"Aquél. Aquél es mío"


- Gabriel, combinamos que íbamos esperar, que no podemos y bla, bla, bla.
En ese momento la pelotita marrón ya dormida en su regazo.
- Ella es mía, es mía!


Y fueran dos horas de persuasión.
- Bueno. Pero ella va a ser tuya, vos limpia todo y cuida de ella!
- Prometo!

Y puedo decir: ella testo mucho la promesa de Gabriel!
Alrededor del 5 noches sin dormir, muchos medicamentos, baños y lloro.

Fueron semanas de adaptación y un creciente amor!
Cuando vi, llegaba a casa diciendo "hola hija, la mama llego."

El punto es que, por más que yo tuviera otros perros antes, la Morena es mi perro de los sueños!
La chiquita duerme conmigo, ama a cualquier persona que la mira, se puede pasear en cualquier lugar (ir con una fila es casi imposible), y le encanta tomar fotos!

Siempre bromee que la Morena es una It Dog, ella hace mucho suceso en las redes sociales.
Mientras escribo este texto, ella esta acostada pegadita a mí, con la cabeza pegada al teclado, me en todas las acentuaciones que quería utilizar tenga que acariciar a su cabeza!

Adoptamos la Morena para que el "instinto paternal" del Gabriel me diera un tiempo. Y lo hizo!

Morena fue una de las mejores cosas que sucedieron en mi vida! Un personaje de diversión, necesitada, celosa y amorosa. Y yo soy la madre de la Morena sí.

E incluso cuando sea madre "de verdad", voy a seguir siendo mama de perro!


Pequenos sonhos

Nunca fui uma menina de grandes planos. Sempre fui feliz com pouca coisa...


Minhas barbies tinham uma casa, carro, cachorro, eram boas secretárias executivas (quando criança queria ser secretária da minha pediatra. Daí descobri a profissão de secretária executiva!), casavam, tinham filhos e, em um ano, foram destaques no carnaval – e esse foi o auge delas!
Proporcionava a elas  uma vida bem besta e prosaica!

E, hoje, me dou conta que isso reflete o que sou hoje: uma pessoa com pequenos sonhos!
Nunca quis ser famosa, morar fora do país ou ser uma alta executiva de uma grande empresa. Sempre procurei trabalhar em lugares bacanas e com pessoas que gostasse, casar, ter uma família... Tudo bem bobo!

Apesar disso, brinco que sou uma workaholic em recuperação. Não pela pressão de alguma empresa, mas por uma pressão própria (essas capricornianas são bem loucas!) e por amar muito meu trabalho. Quando casei resolvi me equilibrar um pouco e, agora, sei separar muito bem a vida. Confesso para vocês: sou uma profissional bem melhor depois de admitir minha “obsessão”!
 Sou uma mulher que ama o que faz e isso é um sonho!

Desde criança, meu sonho era casar com vestidão em uma igreja com escadaria. Sonho besta, né?
Pois sempre foi meu. E realizei!

Essa é a cara de quem está prestes a realizar um sonho!

O problema é viver num mundo cheio de possibilidades e não querer todas elas. Isso, anos atrás, chegava a me deixar com vergonha.
Não querer dar a volta ao mundo ou ser presidente da Coca Cola me fazia pensar se não era preguiçosa ou acomodada. 

Hoje, consigo aceitar bem meus pequenos sonhos!
Sou feliz por ter encontrado alguém para dividí-los. 

Na verdade, o que sempre sonhamos é ser feliz. O que nos diferencia (e, ainda bem que somos muito diferentes!) é o que faz cada pessoa realizada. Eu? Realizar meus pequenos sonhos!


As promessas da Vó Maria

Sou estudante de Fotografia e em uma das matérias da Faculdade a professora nos pediu um trabalho nominado “Subjetividade, Memória e Fotografia”, no qual teríamos que relacionar uma fotografia a alguma historia em si. Podia ser pessoal ou não. Quando nos passou a consigna imediatamente lembrei-me da minha história de família e as promessas da Vó Maria (que tenho tudo registrado em fotos) que é mais ou menos assim:

Quando a família descobriu que minha mãe estava gravida fizeram uma festa, minha mãe nem tanto, por que não fui planejada e ela estava morrendo de medo por estar com meu pai há só dois anos e por ser seu segundo casamento (hoje em dia nem precisa estar junto para ter filhos, minha mãe é de outra época). Minha Vó que já tinha seis netos homens queria muito uma neta, a família inteira queria uma menina, foi logo tratando de fazer uma promessa pra que fosse guria.

Prometeu então que se fosse guria usaria rosa até o primeiro ano de vida. Assim que não tenho uma foto até o meu primeiro ano que não estivesse de rosa (das meias ao top no cabelo).

Nas ecografias que minha mãe fez na minha gestação simplesmente não aparecia meu pé direito (minha mãe nunca teve sorte em ecografias, meu irmão era pra ser menina, já tinha brincos e até nome de mulher). Ah, que pena, tanto queriam uma menina e vai vir aleijada. Minha mãe me amava igual, mas minha Vó decidiu fazer outra promessa. Caso nascesse com os dois pés eu não cortaria o cabelo até os sete anos. Nasci com os dois pés (não é prótese, juro) e minha mãe passou sete anos catando piolhos e gastando dinheiro com Shampoo e Condicionador Ceramidas.

Essa historia de piolhos foi uma merda, me acordo de chegar em casa todos os dias depois da escola e sentar no chão da sala enquanto minha mãe estava sentada no sofá olhando minha cabeça para ver se tinha algum piolho. Sempre tinha. Ele passava na esquina e voava até a minha cabeça. Lembro-me da minha mãe dizendo “Esse não é teu filha”, por que o piolho era preto e eu bem loirinha. Os meus chegavam a ser transparentes. E me dava pena matar os bichinhos. Muito passei o final de semana com cheiro a vinagre e rifocina (quem nunca).

Ok. É guria, têm os dois pés, mas nasceu asmática.

Lá vem outra promessa da Vó. Prometeu se eu me curasse da asma faria mesa de inocente para sete crianças até os meus sete anos em todos os meus aniversários (não sei se todo mundo sabe o que é, mas era como um piquenique em casa). Eu não sei o que ela tinha com o numero sete, mas quando me descobri como gente adotei esse numero como numero da sorte. Mentira meu numero da sorte é oito, fiquei um pouco traumatizada.

Sofri muito com a asma quando era pequena, simplesmente não saia de casa no inverno. Não podia ir para a escola às vezes (tá, isso seria legal agora, mas criança adora ir pra escola). Lembro muito de cenas de quando estava internada em hospital e quanto a minha mãe sofria com tudo isso. E voltando a história do numero sete, com sete anos me curei da asma. Não sei o que aconteceu, mas nunca mais tive uma crise na minha vida.

O que acho mais engraçado é que todas as promessas EU que tive que cumprir, minha Vó só prometia e eu que arcasse com isso. No trabalho teria que escrever uma frase que desse significado a foto e eu escrevi “Fé”. Não tenho religião nenhuma, mas acredito que quanto se quer alguma coisa de verdade e se acredita nisso, se pode tudo. E junto coloquei um pedacinho de uma musica da Maria Gadu que me faz lembrar muito ela: “De todo amor que eu tenho, metade foi tu que me deu”. Obrigada Vó, de onde estiver eu vou te mostrar que estou pronta.

Ah Vó queria aproveitar para pedir uma coisinha. Que tenho que prometer para perder essa barriga? Ela não estava no pacote, ou será que o pé perdido esta aqui dentro todo esse tempo? Faria sentido.


Ps.: Eis o trabalho para a faculdade. Esta em espanhol mas coloquei só pelas fotos. E essa ai da foto sou eu: guria, sem protese e totalmente saúdavel (pelo menos fisicamente, a parte psicológica a gente não conta aqui).



 
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