sobre blog

Sabe quando amigas se reúnem para ter uma noite só de gurias?
Que conversam sobre tudo, com comidinhas e bebidinhas gostosas?
Aquela noite cheia de segredos e boas risadas?
Chamamos isso de Noite Mulherzinha!

E é esse papo bem humorado que vamos trazer pra cá.
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Workaholic recuperada, porém neurótica

Bom, chega de falar de casamentos (por um post, pelo menos ).
Afinal, além de noivas, somos mulherzinhas que trabalham – e muito!

Deixa eu contar então como passei de uma workaholic em recuperação, para uma workaholic recuperada e neurótica!


Sim, isso mesmo: antes sempre dizia que era uma dependente de trabalho e que não poderia voltar a colocar minha atividade profissional acima de tudo e de todos e blá, blá blá!
O problema é que agora eu sou absolutamente neurótica em não voltar a ser assim!

Toda vez que me empolgo com um projeto, minha primeira reação é: “NOSSA, VAI SER DEMAIS!”, só que a segunda é “DÁ PARA NÃO SE EMPOLGAR TANTO? DAQUI A POUCO VAI FICAR CEGA DE TRABALHO DE NOVO”, e isso é um saco...

Só que até conseguir um equilibro, vou ficar com um anjinho e um diabinho, um em cada lado, gritando para eu seguir apaixonada por tudo o que eu faço e outro dizendo para não me apaixonar tanto assim!


Ultimamente, muitas pessoas disseram que estou bem mais serena para resolver ou ouvir problemas. 
"Tá com cara de grávida, parece que nada te afeta!”
E fique claro: não estou! Minha resposta é sempre a mesma: não quero ficar doente por causa de algo tão simples!

E quer coisa mais simples do que viver bem?
Não há. 
E se você não concorda, simplifica um pouco mais tua vida - vai ver é isso que está faltando!


Sobre o dia que me senti livre

Hoje eu quero contar sobre uma experiência que estou vivendo na minha vida. Há um mês e meio deixei de tomar pílulas anticoncepcionais. Não, não quero engravidar agora e já explico o porquê da minha decisão.


Começou há uns dois anos mais ou menos que me sentia desconfortável na hora de tomar a pílula. Na mesma hora sentia vontade de vomitar. Era como se ela tivesse gosto pra mim. Procurei minha ginecologista e trocamos de pílula. Igual seguia me sentindo muito estranha, o ato de toma-la todos os dias para mim era estranho.

Era como se o ato de todos os dias tomar uma pílula lembrasse porque estava tomando ela. Por que não queria engravidar, porque queria ter um ciclo menstrual regular, por que tinha medo. A partir daí comecei a ler muitas coisas relacionadas a pílulas. E cada dia fui mais me identificando com tudo que lia.

Sempre me senti mal quando tomava o remédio. Tinha dores muito fortes a cada ciclo e confesso que para chegar nos “finalmentes” sempre foi muito difícil e vontade de ter relações era cada vez menor. Além de me sentir inchada, com dores de cabeça, bipolar, depressiva, com mal-estar, ansiedade e bom,  tudo isso consta na bula.

Há um mês e meio decidi no meio de uma cartela que não queria mais isso. Queria a voltar a ser eu (uma eu que nunca conheci). Queria sentir meu corpo, me sentir MULHER outra vez. Estranho né? Queria me sentir livre. Tinha a sensação que essa bolinha minúscula rosa me matava todos os dias por dentro. (Sim, sou bem dramática). Compramos caixas de preservativos. E pronto, tchau anticoncepcional.

A primeira semana foi punk. Me senti MUITO mal. Como se estivesse deixando de tomar um remédio controlado. Me sentia realmente muito estranha, como se algo estivesse faltando todo o tempo. Uma semana de dores de cabeça fortes, de tonturas e vontade de vomitar. Um sangramento fora do normal (que na verdade era o normal agora) e medo. Será que era a coisa certa a fazer?



Passou a primeira semana e logo comecei a sentir “coisas”. Minha barriga já começou a ficar menos inchada, comecei a me sentir mais bonita, comecei a sentir meu corpo. Na minha semana “fértil” parecia que tinha colocado silicone, meu cabelo estava lindo e comecei escutar alguém dizer: Isso é novo, o que tu andou olhando. :P Queria explicar com cada detalhe tudo que mudou dentro de mim. Mas a única coisa que posso dizer é que me sinto maravilhosa, natural, livre e feliz.


Ps.: Aqui deixo um link de uma reportagem sobre porque o anticoncepcional é considerado um veneno para as mulheres. (Corpoinconsciencia.com)


Síndrome do passinho

Eram duas as recomendações médica: atividade física e desestressar.
Por total falta de tempo (e um pouco de falta de vontade também, admito!) resolvi unir as duas indicações e procurei uma aula de dança. Na frente do meu trabalho, duas vezes por semana, bem na hora que saio.
Como trabalho muito pertinho da casa da Ana, convidei ela para ser minha parceira na indiada. E lá fomos nós para a aula de ritmos – única que combinava com os nossos horários. 
Bem sinceramente, no início não achamos uma grande coisa. Mas, era o que conseguíamos!

Até que começamos as ser afetadas com a síndrome do passinho. Consiste em prestar atenção em passos de dança e tentar imitá-los mentalmente. E quando estamos em algum lugar e toca uma música que dançamos na aula, QUE SACO!
Repasso tudo na cabeça!

Diagnóstico...


No fundo, hoje nos divertimos muito com isso!

A Ana começou a dançar Zumba em casa. Na frente da TV.
Sempre disse que ela era maluca. Mas, depois da síndrome do passinho, resolvi aderir ao movimento e a rima será Anitta (ah... que novidade!).
Sim, basta tomar coragem, fechar as janelas da sala e deixar a Morena no quarto para aprender as coreografias da moça.

Final da aula, as duas podres!


O fato é que estou conseguindo atender as recomendações do Dr. Fernando e estou me divertindo muito com as minhas aulas com a Ana, com os passos que não sabemos fazer e com o desafio de dançar na frente da TV. 


Um texto bem pessoal!

Todo mundo diz que quando passamos por uma situação se quase morte, passa um filme com toda vida na nossa cabeça. Como nunca vivi isso, não posso confirmar se é verdade... Mas, nos últimos dias, passei por algo bem parecido!

Quem me conhece, o mínimo que for, sabe que a pessoa mais importante da minha vida é o meu pai. E ele me deu um susto tão grande que descobri que, quando estamos prestes a perder alguém que amamos muito, também "assistimos" um filminho!

Foram horas de uma angústia sem fim, horas de um filme de suspense e terror!
Sabe quando você começa a pensar se realmente fez tudo o que podia por aquela pessoa?

que não fui no último jogo do Grêmio com ele, porque estava cansada. Que não tinha falado pra ele o quanto o amava, antes dele entrar na cirurgia, que não tinha dado o neto tão sonhado por ele... Que, como o Olímpico ainda "está de pé", poderia espalhar as cinzas dele lá!
Quando me vi planejando isso, parei e rezei!

Pausei o "filme" e fiz o cérebro capricorniano parar de planejar tudo. Entreguei ele, com todas as minhas forças, para Deus.
E, segundo o médico, foi Ele que fez meu pai ficar aqui comigo!

Talvez para que eu possa realizar os sonhos dele, dizer todos os dias como ele fundamental na minha vida, para que eu possa escrever um texto com final feliz no bloguinho!

Mas, o que me fez mais feliz foi pensar que não há nenhum arrependimento ou mágoa! Há um amor infinito, e que ainda tem muito o que ser vivido!

Pai, te amo!
Vê se não me assusta mais, ok?!

30 coisas sobre meus 30 - #1 Não tenho a ponta da língua

Quando tinha um ano e um mês de idade, passei por uma experiência um tanto traumática para minha família e que hoje sempre me rende algumas boas risadas. Minha mãe tinha trocado minhas fraldas de pano (sim, trinta anos atrás fralda descartáveis eram artigo de luxo) e eu fiz algum tipo de birra pois não queria parar de brincar. Ela foi levar as fraldas para o tanque de roupa suja e quando voltou o fato já havia ocorrido.

Arrastei um móvel de lugar, peguei um fio de extensão que estava plugado na tomada, coloquei na boca e levei um choque de 110 volts. A ponta da minha língua torrou e ficou pendurada por um pedacinho. Minha mãe pediu para eu abrir a boca e esse pedaço caiu na mão dela. Corremos para o hospital, com a ponta da língua torrada junto, com a esperança dela ser reconstituída. O cirurgião que nos atendeu disse que poderia até recolocá-la, mas assim que eu acordasse da anestesia, não poderia mexer a língua, caso contrário ela cairia.




Alguém já viu uma criança de um ano de idade não movimentar a língua? Impossível! Então cauterizaram minha língua e fiquei serelepe pelo hospital mostrando para todo mundo o meu feito. Então vieram os comentários da família! Minha avó dizia e me tratava como uma aleijada, deficiente física, coitadinha de mim, nunca iria falar! Tios e tias estavam preocupados que nunca arranjaria um namorado/noivo/marido. Talvez meus irmãos gêmeos nem nascessem, minha mãe estava grávida deles e com tamanho o susto quase abortou. Tá bom que é exagero da minha parte, mas era o que todos pensavam que ia acontecer e ela nem sabia ainda que eram gêmeos.



Bom e eu fui crescendo, me aproveitando um pouco do fato de não ter a ponta da língua para ganhar algumas regalias da minha avó. Minha mãe, hoje minha heroína, não deixou eu falar uma palavra errada quando comecei a falar, o que faz com que eu fale pelos cotovelos hoje em dia. Tá certo que o inglês ainda é um pouco difícil, afinal aquele som de “TH”, o “t” soprado sai com umas cuspidas e faz com que me estresse um pouco, pois queria conseguir falar sem sotaque. Mas não dá, é muito difícil pra mim e para sair direitinho tenho que falar igual a uma lesma retardada.

Na adolescência vieram algumas vergonhas e estratégias. Fazer bola de chiclete sempre foi um horror. Ela saía, e ainda sai, deformada, com um risco no meio e maior do lado esquerdo. Então aprendi a virar a língua e fazer bola de chiclete com a língua de lado. Funcionou e continuei a fazer assim. E confesso que para dar meu primeiro beijo, demorou muito para ter certeza de que o guri não sairia correndo quando descobrisse minha aberração. Mas passou, deu tudo certo e ele não saiu correndo. Nem o primeiro nem os outros.

E o querido, agora nomeado, bulling? Minha pequena deficiência física virou referência pessoal para família, amigos e amigo de amigos.

“Essa é minha amiga Ana, aquela que perdeu a ponta da língua” e depois disso, para abreviar, virei a “Ana, aquela sem língua”.

Depois disso vem a célebre frase: 
“Sério? Deixa eu ver? Mas nem dá para perceber...”

Em seguida vem o F.A.Q.:

Tu não tem a língua mesmo?
Tenho língua, só perdi a ponta dela.

Mas como tu fala tudo normal assim?
Minha mãe não deixou eu falar errado.

E tu sente o gosto de todas as coisas?
Eu acho que sim, não me lembro de sentir gostos de forma diferente. Mas aquele desenho das aulas de biologia sobre as sensações de gostos nas regiões da língua, não me representam.

Tá e para beijar e na hora H, é tudo normal?

Não é pra mim que tu tem que perguntar isso, pra mim é tudo normal.

Vivo uma vida normal, as vezes um pouco elétrica, falando sem parar. Culpa do choque!

PS: Adoro contar essa história para os meus alunos, eles nunca mais colocam os dedos perto da tomada!

Capricórnio & gastrite: um caso de amor!

Gastrite.
Se apresentou pra mim quando tinha 18 anos, às vésperas do vestibular. Junto dela, recebi uma hérnia no estômago. A hérnia se despediu depois de um forte tratamento medicamentoso – que me livrou de uma cirurgia.

Já a gastrite...
Essa aí me ama. E vai me acompanhar o resto da vida. Não que não tenha cura, mas para uma capricorniana a cura é quase impossível.

Minha gastrite é aquela que chamam de “nervosa”. Tenho crises sempre que estou muito acelerada. Agora pensem comigo: quando não estou acelerada?
O estranho é que tenho essas crises quando estou acelerada de alegria! Quando estou realizando projetos bacanas, daí ela se manifesta.

Aprendi a reconhecer todos os avisos que ela me dá quando está prestes a aparecer e, com muita esperteza #SQN, consigo ignorá-los até o último instante. Burra, não? Não!
Esse é o jeito que encontro de “cair” no dia certo!

Tá, não é esperto, mas é bem útil!
Passo dias ignorando azias, dores de estômago e todos os outros sintomas e sigo ligada nos 220 wolts dias e dias, semanas após semanas, até que... APAGÃO!

Depois disso é uma dieta com menos carne vermelha, comer mais seguido (porque pra mim é humanamente impossível comer de 3 em 3 horas), evitar frituras, muita água, omeprazol  e DESACELERAR! E a última parte é a mais difícil!

Como você faz uma capricorniana desacelerar?
Somos perfeccionistas, centralizadoras e teimosas. Como alguém pode nos dizer para parar se não sabe tudo o que temos para fazer.
Juro que sempre penso nisso, até que o corpo empaca...

Esse é um aprendizado que com 28 anos ainda preciso ter: pessoas ficam doentes e isso é normal! E quando vamos ignorando cada sintoma que aparece, o corpo apaga... E não podemos nos sentir mal por isso.

Talvez, quando for uma caprica mais experiente seja bem mais sábia! Porque beirando os 30, sigo sendo uma irresponsável!

Agora, seguimos para mais uma endoscopia!


Os Rituais... Ah os Rituais...

Juro que estava tentando fazer 595 coisas nos últimos 15 dias, e me esforcei muito pra dar conta de todas elas e acredito que 95% de tudo, fiz com exito. Mas claro, tudo teve um preço. PRECISEI apagar na cama por quase 18 horas para que pudesse continuar no ritmo frenético de vida que estava levando desde a Copa do Mundo, antes que meu corpo pedisse isso com alguma gripe, gastrite ou coisa parecida. Agora acho que o furacão passou... Realmente quero voltar a ter uma rotina, seguir meus rituais.



Por falar nesse assunto, outro dia me dei conta de que minha vida estava, e sempre foi, virada em rituais. Nada comparado a um T.O.C., mas definitivamente não consigo fazer determinada tarefa domestica ou de trabalho extra, ou escrever para o blog, se não fizer tudo na ordem certa.

Meio louco, não? Mas é bem verdade.

Por exemplo: se eu preciso fazer um trabalho para o pós, ou fazer algum texto mais elaborado sobre meus alunos, como os pareceres descritivos, não consigo começar a escrever sem arrumar todas as minhas papeladas, trocar algum móvel de lugar dentro de casa e colocar, pelo menos, duas sacolas de lixo pessoal de professora acumulado fora. Se eu não fizer isso, não consigo pensar! 

Meu quarto depois da última faxina e troca de móveis

Mas não é tão simples, toda essa faxina obedece uma ordem também. Tenho que começar pelo quarto, depois ir para a sala, depois o banheiro e por último a cozinha (confesso que as vezes esqueço que tenho área de serviço e sacada). Se por alguma eventualidade, eu sair dessa ordem, não consigo terminar a faxina. E se não terminar, no outro dia preciso organizar cada cômodo na ordem certa para chegar naquele que precisa ser limpo. 

Ah rituais!

E pra lavar a louça? Quem disse que consigo fazer isso se a pia não está limpa, organizada e categorizada por tipo de louça? 
Primeiro todos os copos e canecas, depois todos os talheres, os pratos em seguida, os potes, e por fim as panelas. Se depois de todos esses rituais ainda estiver com paciência, limpo o fogão. No próximo texto escrevo por que a cozinha é meu tendão de Aquiles...


Enfim, passado todos esses rituais, consegui escrever esse texto para o Blog.

Moral da História: Rituais ajudam a organizar as ideias... Pelo menos as minhas!


 
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