sobre blog

Sabe quando amigas se reúnem para ter uma noite só de gurias?
Que conversam sobre tudo, com comidinhas e bebidinhas gostosas?
Aquela noite cheia de segredos e boas risadas?
Chamamos isso de Noite Mulherzinha!

E é esse papo bem humorado que vamos trazer pra cá.
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Workaholic recuperada, porém neurótica

Bom, chega de falar de casamentos (por um post, pelo menos ).
Afinal, além de noivas, somos mulherzinhas que trabalham – e muito!

Deixa eu contar então como passei de uma workaholic em recuperação, para uma workaholic recuperada e neurótica!


Sim, isso mesmo: antes sempre dizia que era uma dependente de trabalho e que não poderia voltar a colocar minha atividade profissional acima de tudo e de todos e blá, blá blá!
O problema é que agora eu sou absolutamente neurótica em não voltar a ser assim!

Toda vez que me empolgo com um projeto, minha primeira reação é: “NOSSA, VAI SER DEMAIS!”, só que a segunda é “DÁ PARA NÃO SE EMPOLGAR TANTO? DAQUI A POUCO VAI FICAR CEGA DE TRABALHO DE NOVO”, e isso é um saco...

Só que até conseguir um equilibro, vou ficar com um anjinho e um diabinho, um em cada lado, gritando para eu seguir apaixonada por tudo o que eu faço e outro dizendo para não me apaixonar tanto assim!


Ultimamente, muitas pessoas disseram que estou bem mais serena para resolver ou ouvir problemas. 
"Tá com cara de grávida, parece que nada te afeta!”
E fique claro: não estou! Minha resposta é sempre a mesma: não quero ficar doente por causa de algo tão simples!

E quer coisa mais simples do que viver bem?
Não há. 
E se você não concorda, simplifica um pouco mais tua vida - vai ver é isso que está faltando!


Palavras que nos definem

Escrevendo um texto no trabalho sobre uma pessoa que dedicou 60 anos de sua vida por uma missão, me fez pensar...
Pelo que quero ser lembrada na minha vida?
Qual marca quero deixar?

****
É bem natural que no final de cada ano, façamos um balanço das nossas vidas. Eu faço instintivamente!
Quando vejo, estou recapitulando tudo o que aconteceu e o que eu quero que aconteça no próximo ano. Mas, o que acho diferente, é que o meu esforço é sempre para resumir os 365 dias em apenas uma palavra.  Então fica mais ou menos assim: esse ano foi de xxx, ano que vem quero me dedicar mais a yyy.
Daí encerro o balanço! 
Faço o pedido e, de costas, jogo lentilhas no telhado - simpatia de ano novo que aprendi e sempre deu certo!



****
[retomando...]
Foi então que me deparei com a questão: qual palavra quero que defina minha vida/existência?
Tipo... aquela que será a primeira lembrada quando falarem o meu nome!

Esses tempos, participei de uma dinâmica que era exatamente isso: tínhamos que pensar em uma palavra que nos definisse, que pudéssemos tatuar como nossa. A primeira coisa que pensei foi “já tenho palavras tatuadas...” e, depois, a palavra DEDICAÇÃO não saía da minha cabeça!
Tentei pensar em várias outras e, sendo honesta comigo mesma, DEDICAÇÃO era a melhor!

Mas, percebi que quando são os outros que me definem, a palavra muda um pouco. Uma das frases que mais escuto dos meus amigos/familiares é: “Juli, você tem que parar de se ENVOLVER tanto...”. E eu sempre juro que vou parar. Mas, no segundo seguinte...

Assim, se pudesse unir essas duas palavrinhas e, nos meus quase 29 anos de vida, pudesse marcar uma palavra em mim seria ENTREGA!
Como me entrego a tudo o que faço! Muitas vezes, até demais!!!
Ao trabalho, aos amigos, a alguma tarefa ou pedido de alguém... Às vezes, queria conseguir fazer o “mais ou menos”, mas não! A entrega sempre tem que ser absoluta!
E por mais que eu sofra bastante com tanta entrega – até porque, em muitos casos, o tamanho da entrega é proporcional à decepção  - acho que estou bem de palavra! 

Escrevendo o texto, que inspirou esse texto aqui, penso que só a entrega total a uma ideia, missão pode fazer a vida valer a pena. Viver com toda a intensidade tudo aquilo que se faz é, para mim, o melhor jeito para se viver!


Sobre a magia da noite

Acho que nunca, nunquinha mesmo, vou me acostumar em acordar de manhã cedo. Faço, por que trabalho com crianças e crianças acordam cedo, e por isso vão à escola e lá precisam de professores.

Meu momento de produção intelectual sempre acontece depois das 20h. Estava tentando entender o motivo disso e me observando e trabalhando o pensamento sobre o meu pensamento, cheguei à conclusão de que é a hora do dia em que meu cérebro está ligado a mil. Não interessa se eu acordei às 5h da manhã, depois das 20h acontece uma explosão de ideias e pensamentos na minha cabeça, que borbulham assim que o Sol se põe.

Tudo bem que as ideias nem sempre são produtivas. Algumas vezes são ideias loucas, bestas, sem sentido, outras são ideias maravilhosas que estão ou não voltadas ao trabalho.

A noite me encanta (ainda mais nesses tempos de verão) pois não está tão quente. A cidade para, o silêncio inspira, os ruídos todos se vão e posso me ouvir mais e nitidamente.



Melhor seria se eu pudesse, além disso, fazer a faxina da casa de noite e madrugada, mas, apesar da minha vizinha de cima praticamente fazer aula de jump e varrer o chão com escovão de aço perto da meia noite, respeito meus vizinhos.


Pela noite, não preciso me preocupar se estou a 8 horas trabalhando nas minhas ideias sem comer, já não há mais atualizações no facebook e conversas inbox pipocando. Sou eu, o barulho do teclado, os livros, os textos, os vídeos e aquele ventinho que só a madrugada sopra pela janela.

O marido não curte muito, chama quando percebe que são 2h da manhã e não fui dormir...
Se não fosse ele, acho que viraria uma coruja!

Sonhos de criança

Esses dias, fiz uma dinâmica no trabalho que me abriu a cabeça! Sim: eu proponho e eu me admiro com os resultados!
Era assim: tínhamos que, através de uma foto nossa criança, lembrar dos nossos três principais desejos/sonhos de quando tínhamos aquela idade. Qualquer um! Do plano mais complexo  ao sonho mais besta!

Vamos aos meus!
A primeira coisa que lembrei foi que o meu sonho era ter uma máquina de sorvete. Pedi várias vezes e o Papai Noel NUNCA me deu. #trauma

Era esse o meu sonho de consumo!

Depois, lembrei que minhas Barbies sempre casavam na igreja e tinham filhos. Taí meu segundo desejo!
E, além de casar e engravidar, elas sempre trabalhavam fora. Na verdade, eram executivas - apesar de nem sonhar o que isso significava! Então, trabalhar fora era o terceiro plano!

Essa era a minha Barbie noiva

Então, me dei conta que sigo com os mesmos desejos!
Sorvete é a sobremesa preferida da vida. Tudo bem, não comprei a máquina, mas sigo comprando litros e gastando muito em buffets na praia.

Casei! Como sempre sonhei. E filhos estão no plano.
[olha aí!]

E ter uma carreira nunca foi um sonho, sempre foi algo óbvio!

A questão é que isso se repetiu com todos os que participaram da dinâmica: ou os sonhos se realizaram ou vinham acompanhados das frases "mas isso ainda vou fazer" ou "isso, de certa forma, realizei!".

Moral da história: somos bem mais sábios quando crianças.
E, muitas vezes, quando tivermos que tomar uma decisão adulta e madura na vida, é mais fácil pensar como nós decidiríamos com 5 anos! 
Provavelmente, seja a decisão correta!


Tia de escola!

- Amor, olha ali um super herói?
- Quê???
- Um super herói fortão, ali!
- Mas você ta bem tia de colégio mesmo!
- ...
- Ninguém estava percebendo a criança vestida de super herói no meio do shopping, nem a mãe dele estava dando bola... E foi a primeira coisa que você viu quando chegou!

E o pior é que o marido tinha razão!

Comecei a trabalhar em uma escola em janeiro.
E como meus irmãos são profes, sempre me achei diferentona por ser  da comunicação. Claro que o jeito de fazer comunicação em uma escola, sempre me intrigou. Eu e a Ana discutimos diversas vezes como vender para um “cliente que nem sempre tem razão”. 

A questão é: quando comecei no colégio, nem sonhava o quanto me envolveria com os alunos.

Oito meses depois, quero amarrar os tênis das crianças no shopping, pergunto sobre as notas dos estudantes e estou sofrendo (desde agosto!) com a formatura do pessoal do 3º ano. Alguns já se tornaram amigos e, outros (ou os mesmos!) são leitores do bloguinho! 

Quem me conhece há tempo sempre fala “quem te viu quem te vê!”, “você com crianças?”, ou coisas parecidas! 

Essa sou eu "trabalhando" na páscoa!

Agora, entendam: é tanto carinho, é tanta energia boa que seria impossível não me envolver. Como eu, a pessoa que mais se envolve com tudo no mundo, não vou amar e me preocupar por seres tão especiais?

Sim, virei tia de colégio!
Quando me chamam de profe eu atendo com grande naturalidade e acho a coisa mais fofa quando eles me abraçam e me chamam de “mamãe”!
Sim, porque hoje sou mãe de "crianças" de 16 anos e me muito orgulho dos meus filhos :)

Sorte minha que sou uma comunica (minha paixão), mas recebo o amor que os professores ganham todos os dias!



A vida é feita de pessoas legais

Sempre que escuto Engenheiros, me impressiono com as letras do Humberto.
Sério, ele é genial!

Daí, acabo de me lembrar que conheci e trabalhei com ele. E que a admiração só cresceu!
Lembro, perfeitamente, da nossa primeira conversa... Tínhamos uma reunião marcada e nós éramos os únicos a ter chegado.
- Acho que chegamos cedo.
- Sim, eu sempre chego antes de todo mundo!
- Eu também, é uma mal de capricorniano.
- É verdade, também sou capricorniana!
- É?! Então vamos nos dar bem!

Depois das devidas apresentações e de ficarmos esperando mais uns 10 minutos o resto da equipe chegar (ninguém era caprica como nós!) começamos a reunião!
Eu? Deixei a fã em casa e nem uma selfie fiz com ele :)

Tipo selfie, só que não!

Mas, o Humberto foi uma das várias pessoas legais que conheci nessas (quase) três décadas. Quando trabalhei com cultura então, cada dia era um ser mais interessante do que outro. É como é bom pensar nisso!
“Famosos” ou não, conheci tanta gente inteligente, com histórias legais, com senso de humor, tanta gente para se inspirar, para aprender.

Minha deusa da literatura Claudia Tajes, que nunca autografou um livro meu, é uma das gratas surpresas da vida. O que falar da família Pereira? Que orgulho de ter meu nome nos agradecimentos do livro mais legal que ajudei a produzir!

Tantos professores, escritores, músicos... Lembro que a morte do Tatata e do Nico me abalou profundamente. Que pessoas incríveis... que falta fazem no mundo!

*****

Mas, o que mais tenho carinho desse meu passado (bem recente) são os amigos que fiz. E como é bom trabalhar com amigos verdadeiros. Meses depois de ter saído, voltei ao meu antigo trabalho para rever as pessoas. Gente, como é bom sair de um trabalho e deixar amigos guardados – independente de escolhas profissionais!
Uma vez minha irmã, a Ana!, me disse que não há nada melhor do sair de um emprego deixando as portas abertas.
É verdade...

Mas, tenho que estender essa definição. Pra mim, a vida é feita de momentos felizes e de pessoas legais!

E eu tenho a sorte de ter conhecido muitas pessoas incríveis na minha vida e ter vivido momentos tão especiais com elas.

Como é bom fazer o que se ama e compartilhar com pessoas queridas!

[esse texto pode ter ficado bem esquizofrênico... Isso deve-se ao fato de eu ter despejado muitas emoções numa página de Word. Olha o que Engenheiros faz comigo!]

Uma das músicas preferidas da vida!




Capricórnio & gastrite: um caso de amor!

Gastrite.
Se apresentou pra mim quando tinha 18 anos, às vésperas do vestibular. Junto dela, recebi uma hérnia no estômago. A hérnia se despediu depois de um forte tratamento medicamentoso – que me livrou de uma cirurgia.

Já a gastrite...
Essa aí me ama. E vai me acompanhar o resto da vida. Não que não tenha cura, mas para uma capricorniana a cura é quase impossível.

Minha gastrite é aquela que chamam de “nervosa”. Tenho crises sempre que estou muito acelerada. Agora pensem comigo: quando não estou acelerada?
O estranho é que tenho essas crises quando estou acelerada de alegria! Quando estou realizando projetos bacanas, daí ela se manifesta.

Aprendi a reconhecer todos os avisos que ela me dá quando está prestes a aparecer e, com muita esperteza #SQN, consigo ignorá-los até o último instante. Burra, não? Não!
Esse é o jeito que encontro de “cair” no dia certo!

Tá, não é esperto, mas é bem útil!
Passo dias ignorando azias, dores de estômago e todos os outros sintomas e sigo ligada nos 220 wolts dias e dias, semanas após semanas, até que... APAGÃO!

Depois disso é uma dieta com menos carne vermelha, comer mais seguido (porque pra mim é humanamente impossível comer de 3 em 3 horas), evitar frituras, muita água, omeprazol  e DESACELERAR! E a última parte é a mais difícil!

Como você faz uma capricorniana desacelerar?
Somos perfeccionistas, centralizadoras e teimosas. Como alguém pode nos dizer para parar se não sabe tudo o que temos para fazer.
Juro que sempre penso nisso, até que o corpo empaca...

Esse é um aprendizado que com 28 anos ainda preciso ter: pessoas ficam doentes e isso é normal! E quando vamos ignorando cada sintoma que aparece, o corpo apaga... E não podemos nos sentir mal por isso.

Talvez, quando for uma caprica mais experiente seja bem mais sábia! Porque beirando os 30, sigo sendo uma irresponsável!

Agora, seguimos para mais uma endoscopia!


Os Rituais... Ah os Rituais...

Juro que estava tentando fazer 595 coisas nos últimos 15 dias, e me esforcei muito pra dar conta de todas elas e acredito que 95% de tudo, fiz com exito. Mas claro, tudo teve um preço. PRECISEI apagar na cama por quase 18 horas para que pudesse continuar no ritmo frenético de vida que estava levando desde a Copa do Mundo, antes que meu corpo pedisse isso com alguma gripe, gastrite ou coisa parecida. Agora acho que o furacão passou... Realmente quero voltar a ter uma rotina, seguir meus rituais.



Por falar nesse assunto, outro dia me dei conta de que minha vida estava, e sempre foi, virada em rituais. Nada comparado a um T.O.C., mas definitivamente não consigo fazer determinada tarefa domestica ou de trabalho extra, ou escrever para o blog, se não fizer tudo na ordem certa.

Meio louco, não? Mas é bem verdade.

Por exemplo: se eu preciso fazer um trabalho para o pós, ou fazer algum texto mais elaborado sobre meus alunos, como os pareceres descritivos, não consigo começar a escrever sem arrumar todas as minhas papeladas, trocar algum móvel de lugar dentro de casa e colocar, pelo menos, duas sacolas de lixo pessoal de professora acumulado fora. Se eu não fizer isso, não consigo pensar! 

Meu quarto depois da última faxina e troca de móveis

Mas não é tão simples, toda essa faxina obedece uma ordem também. Tenho que começar pelo quarto, depois ir para a sala, depois o banheiro e por último a cozinha (confesso que as vezes esqueço que tenho área de serviço e sacada). Se por alguma eventualidade, eu sair dessa ordem, não consigo terminar a faxina. E se não terminar, no outro dia preciso organizar cada cômodo na ordem certa para chegar naquele que precisa ser limpo. 

Ah rituais!

E pra lavar a louça? Quem disse que consigo fazer isso se a pia não está limpa, organizada e categorizada por tipo de louça? 
Primeiro todos os copos e canecas, depois todos os talheres, os pratos em seguida, os potes, e por fim as panelas. Se depois de todos esses rituais ainda estiver com paciência, limpo o fogão. No próximo texto escrevo por que a cozinha é meu tendão de Aquiles...


Enfim, passado todos esses rituais, consegui escrever esse texto para o Blog.

Moral da História: Rituais ajudam a organizar as ideias... Pelo menos as minhas!


Pequenos sonhos

Nunca fui uma menina de grandes planos. Sempre fui feliz com pouca coisa...


Minhas barbies tinham uma casa, carro, cachorro, eram boas secretárias executivas (quando criança queria ser secretária da minha pediatra. Daí descobri a profissão de secretária executiva!), casavam, tinham filhos e, em um ano, foram destaques no carnaval – e esse foi o auge delas!
Proporcionava a elas  uma vida bem besta e prosaica!

E, hoje, me dou conta que isso reflete o que sou hoje: uma pessoa com pequenos sonhos!
Nunca quis ser famosa, morar fora do país ou ser uma alta executiva de uma grande empresa. Sempre procurei trabalhar em lugares bacanas e com pessoas que gostasse, casar, ter uma família... Tudo bem bobo!

Apesar disso, brinco que sou uma workaholic em recuperação. Não pela pressão de alguma empresa, mas por uma pressão própria (essas capricornianas são bem loucas!) e por amar muito meu trabalho. Quando casei resolvi me equilibrar um pouco e, agora, sei separar muito bem a vida. Confesso para vocês: sou uma profissional bem melhor depois de admitir minha “obsessão”!
 Sou uma mulher que ama o que faz e isso é um sonho!

Desde criança, meu sonho era casar com vestidão em uma igreja com escadaria. Sonho besta, né?
Pois sempre foi meu. E realizei!

Essa é a cara de quem está prestes a realizar um sonho!

O problema é viver num mundo cheio de possibilidades e não querer todas elas. Isso, anos atrás, chegava a me deixar com vergonha.
Não querer dar a volta ao mundo ou ser presidente da Coca Cola me fazia pensar se não era preguiçosa ou acomodada. 

Hoje, consigo aceitar bem meus pequenos sonhos!
Sou feliz por ter encontrado alguém para dividí-los. 

Na verdade, o que sempre sonhamos é ser feliz. O que nos diferencia (e, ainda bem que somos muito diferentes!) é o que faz cada pessoa realizada. Eu? Realizar meus pequenos sonhos!


 
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