sobre blog

Sabe quando amigas se reúnem para ter uma noite só de gurias?
Que conversam sobre tudo, com comidinhas e bebidinhas gostosas?
Aquela noite cheia de segredos e boas risadas?
Chamamos isso de Noite Mulherzinha!

E é esse papo bem humorado que vamos trazer pra cá.
Mostrando postagens com marcador ::relacionamento::. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ::relacionamento::. Mostrar todas as postagens

Ainda sobre Casamentos, é claro!

Simmmmm nos empolgamos com casamentos, muito, de verdade. E com a notícia de dois casamentos surgindo na vida das nossas blogueiras voltou com tudo esse assunto. A Ana já escreveu sobre o ano ímpar, e como é ser uma noiva não noiva. Já a Juli (a única casada, por enquanto, no blog) sobre os mitos e verdades sobre casamentos.

E eu? Que escrevo? Não sou noiva, nunca fui casada, e minha única experiência com casamentos foi como madrinha. Então decidi escrever como passei de “Casar? NUNCA” para “Já tenho a data do casamento sem ter noivo”, já que me falta um pedido ainda. Né amor?!


Fui madrinha de casamento de um primo quando eu tinha uns 18, 19 anos. Me lembro que na época pensava como as pessoas gastavam tanto dinheiro para uma noite. E não era só com casamentos. Eu sentia a mesma coisa quando as pessoas gastavam o que não tinham por uma festa de 15 anos. Nos meus 15 tudo o que eu queria era um computador.

Até que... fui no casamento de uma amiga de infância. E foi simplesmente INCRIVEL. Não parecia ser uma festa cara, mas me apaixonei pelos detalhes, pelo vestido, pelo vídeo dos noivos e principalmente pela alegria estampada na cara deles. Pronto. QUERO CASAR. MUITO. Com tudo que tenho direito. Depois como madrinha da Juli pude vivenciar o desejo de um casamento mais de perto e fui cada dia mais tendo a certeza que também queria tudo aquilo pra mim um dia.

Agora vivo sonhando acordada com tudo que tenho planejado para o meu casamento. Não sei se pretendo casar de papel passado mas da festa não abro mão. O Pablo nunca pensou em casar também... e me lembro de um comentário no meio da festa da Juli e do Gabriel: “Deu até vontade de casar” “É um pedido? :D” “Ainda não. Só te estou dizendo que quero festa também”. Algo é algo né gente. :)

Agora nos divertimos pensando em coisas para o nosso futuro (espero não tão longe) casamento. O bom de ter gostos muito parecidos é que todas as minhas ideias ele aprova. Confesso que já tenho uns 15 modelos de vestidos no meu carrinho de compras do Ali Express. E que minha maior dúvida é casar no Brasil ou na Argentina?

Acreditem, tenho tudo planejado. Para o lugar que for. Só me falta o anel.




10 mitos e verdades do (meu) casamento

Sim, estou numa fase casamento!

Serei madrinha de duas noivas mega especiais pra mim em 2015. Ajudá-las (sim, porque madrinhas tem o dever de ajudar a noiva sempre!) já começou a me fazer relembrar do meu casamento. Parei para pensar em todos os conselhos que posso dar para as minhas afilhadas e em todas as furadas que posso tirá-las com a minha experiência (oi?) como noiva.

Daí lembrei de tudo que ouvi quando estava noiva. Alguns muito verdadeiros, já outros nem tanto... Aqui vão as frases que mais ouvi nessa época!

1. “Você vai ver... não vai conseguir ouvir nada, nenhuma música”MITO
Sim, todo mundo dizia que eu não ouviria nenhum acorde das músicas tão especiais que escolhemos para a nossa cerimônia. Ficava nervosa com isso! No dia, estava tão concentrada em ouvir tudo que fiz até uma surpresa para o meu pai: a música que tocou antes da saída dos padrinhos da igreja é a preferida dele. Quando começou a tocar, olhei pra ele e disse “essa é pra ti!”. Ele morreu chorando!

2.“Aproveita para comer na degustação, porque no dia você não vai comer nada!”VERDADE
Gente, você não tem vontade nenhuma! Tem tanta coisa para fazer e curtir que você não tem vontade e nem quer perder tempo comendo. Lembro que quando fui jantar no meu casamento, coloquei só salada no meu prato – Detalhe: eu odeio salada!

3. “Ai que frescura! Não tem problema nenhum mostrar o vestido” MITO
Assim, deixando toda a superstição de lado, não mostra o teu vestido!
Esse é o maior mistério da noiva e é demais quando abrem as portas e todo mundo suspira olhando para o "eleito"!

4. “Passa muito rápido”VERDADE
Gente, alguma coisa acontece que não dá para explicar! Depois da primeira dança, toca duas músicas e amanhece. Assim, bizarro! Daí, quando você olha o vídeo e vê que você passou mais de 4 horas dançando... É bem assim!

5. “As pessoas gastam demais com foto e filmagem”MITO
Isso não é gasto, é investimento! É o dinheiro mais bem gasto de todo o casamento. É a forma de você poder reviver aqueles momentos quando bem entender. Escolher aqueles profissionais que tem um olhar bem semelhante do teu é fundamental para essa lembrança ser perfeita para você! 

6. “Fome, calor, cansaço... Você não vai sentir nada”VERDADE
Gente, no meu casamento fez uns 40 graus. E isso não é exagero! Eu, com milhares de saias, olhava para o marido que secava o suor com um lenço e pensava “tá suando de nervoso, coitado!”. Só que TODOS no altar sentiam um calor que eu não tinha noção que fazia!

7. “Você tem que dar atenção para todos os convidados”MITO
Gente, não! Uma coisa é você cumprimentar todos os convidados, outra é passar a noite socializando. NÃO! Aproveita a tua festa, teu marido, tua felicidade! 
Sempre disse que noivas, no dia do seu casamento, são seres mágicos! Estamos liberadas para fazer tudo. Divirta-se sem se preocupar com mais nada!

8. “Só você vai prestar atenção nos detalhes” VERDADE
Você vai começar a organizar e vai querer tudo. Não porque é louca, mas porque vai achar que tudo é realmente necessário... mas não é! Gente, ninguém vai notar qual era o porta-guardanapo, quantas folhagens tinham na entrada do salão ou se tinha ou não uma tapadeira que parecia tão importante num determinado momento. Só você vai perceber isso, juro!

9. “Ai, casar é muito gasto. Porque vocês não vão viajar com esse dinheiro? É um investimento melhor.”MITO
Não há viagem que se compare a experiência de jurar perante Deus e seus amigos mais queridos, amar uma pessoa para toda vida. Conheço pessoas que pensavam assim “nunca vou casar, vou usar esse dinheiro para viajar”... E quer saber, tá planejando casamento agora, por (talvez!) sentir a falta de um ritual para celebrar o amor!

10. “Você vai sentir uma felicidade impressionante!” VERDADE
Verdade, verdade, verdade!
É surreal o sentimento que temos quando o sino toca, quando vemos o noivo, os padrinhos, quando dançamos... É de verdade, uma felicidade que você jamais sentiu igual.
Só quem viveu sabe! Aconselho: quem puder/quiser sentir isso, vale muito a pena! 

Talvez, minha foto preferida!


10 desesperos de uma gaúcha morando na Argentina

Acabei de ler uma matéria na Zero Hora falando sobre os hábitos que os gaúchos não perdem quando moram longe do RS. Obvio como já era de se esperar, o li imaginando ser um texto escrito por mim. Identificava-me a cada paragrafo. E então decidi fazer uma lista das dez “desesperações” de uma gaúcha que mora na Argentina. Tenho que dizer que morar na Argentina não deve ser tãoooo difícil quanto morar em São Paulo (imagino) que era o caso da Larissa Gargaro, autora do texto. Mas vamos à lista do desespero:


1 -  A saga da Erva-Mate

Ok, eles tomam mate. Mas não é chimarrão. Desde que vim pra cá não deixo de procurar nas prateleiras de todos os supermercados a nossa erva. Chorei de emoção quando me disseram que vendiam em uma loja especializada em ervas. Corri até lá para comprar quilos e mais quilos... e para meu desespero, não TINHA. NUNCA TEVE.
A dona da loja me explicou a diferença. A erva gaúcha é uma planta nova, de três meses (por isso a cor verde fosforescente) e a erva Argentina é uma planta de 11 meses em diante, tem a folha seca. O que seria a nossa erva para tererê.
O jeito é seguir trazendo quilos em todas as viajem.
Uma dica para quem mora fora: Congelar a erva. Toda vez que abre um pacote é como se recém tivéssemos comprado o pacotinho. ;)

2    2 - Escutar um “guria” (leia com aquele sotaque de “guria, nem te conto”)
Conheci muitos brasileiros vivendo por aqui, mas a verdade é que a gente acaba ficando mais perto dos gaúchos. É como se (e é) só entre nós estamos realmente em casa. Minha melhor amiga aqui em Rosario é uma gaúcha (obvio) e sempre nos juntamos para falar um pouco de gauches. Coisas que só nos entendemos. E pra falar sem culpa que vamos tomar um chimas comendo bergas no sol. Por que para os argentinos “berga” é outraaaa coisa. (Joga no google).
É chato ter que corrigir os argentinos quando te dizem: “Hola Menina, hola Garotinha”.
É guria, tchê.

      3 -  Ser identificada só por outros gaúchos
Tenho uma canga que é a bandeira do RS. E sempre que vou para o parque tomar um mate levo comigo. Já cansei de escutar gente falando português na minha volta e não identificam a bandeira. Um dia um grupo de Paulistas (imagino que sejam paulistas pelo sotaque) passou por mim e minha bandeira no parque e disseram: “Olha um chimarrão. Só que de Argentino”.  E se foram.
E outra vez uma guria parou na minha frente e me disse: “Diz que tu esta tomando chimarrão?”. Identificou-me pela bandeira e pelo verde da erva. :’)

      4 - Chorar de emoção quando vê um coraçãozinho
Os argentinos comem qualquer parte do boi. QUALQUER PARTE. Não vou escrever aqui quais, mas pensa em uma ai... sim eles comem isso também. Daí minha pergunta é: CADÊ OS CORAÇÕES DE GALINHA??? No máximo tu encontra um nos miúdos que vem junto.

     
      5 -  Guaraná
Não tem. E quando eu tento explicar eles acham que é energético. Daí larguei de mão.


      6 - Pão com Alho
Argentino come pão com tudo, menos com sopa. (Se entender essa me explica). Que eu acho incrível eles não comerem pão com alho quando fazem assado. Já tinha conversado com a Juli que o dia que a gente fizer uma fabrica de pão com alho e coraçãozinho na Argentina vamos ficar ricas.


     
      7 -  Me sentir uma retardada quando concordo falando “Aham” ou “Pior”
Só o fato de eles falarem “tu” e “che” já me ajuda pacas. Mas é quase instantâneo o “aham” enquanto a outra pessoa me esta contando algo. Mais de dois anos vivendo aqui e não consigo trocar o “aham” pelo “si” no meio de uma conversa.
“Ah é”, “Bem Capaz”, “Mas vai te deitar”... ainda busco traduções para não esquecer.

      8 - Me emocionar quando vejo alguém com a camisa do Inter/Grêmio
É comum ver gente com camisetas de times de futebol do Brasil. Tem muito São Paulino, Flamenguista, Santista e muito, mas muitos Corintianos que quando vejo um colorado da vontade de abraçar. A probabilidade de esse colorado ser gaúcho é de 95%.
E morro de ódio quando me perguntam “Corinthians ou Flamengo?”
-INTER POR..A.

      9 - Explicar que gaúcho é diferente de Brasileiro
Passo muito tempo tentando explicar que nós somos bem mais parecidos com Argentinos que com o resto do Brasil. A tradição, os costumes, a maneira de viver e até o dialeto. Ontem descobri que aqui também falam “gol de chiripa”. É legal descobrir essas coisas, que no norte do Brasil certamente não nos entenderiam. Eu fico emocionada quando alguém acha que não vou entender uma palavra, mas entendo só por que sou gaúcha. J

      10 -  Saudade de arrepiar
Como a Larissa falou no texto dela a gente acaba reclamando de tudo e de todos enquanto ainda vivemos na Terrinha. Mas uma vez que passamos à fronteira a saudade desse acolhimento gaúcho é instantâneo. Eu quando morava no Sul vivia reclamando que meus pais tinham casa em Cidreira. Agora fico contando os dias para estar lá novamente.
Saudade do cheiro de cuca feita na hora, do feijão no fogão a lenha, das pessoas, de casa.

Acho que é normal né? Assim pelo menos nos arrepiamos ainda mais a cada hino que escutamos sem querem em um vídeo no Facebook. Confesso que eu choro quando escuto. E da vontade de gritar bem alto. “Ahhh, eu sou gaúcho”.

Ps.: Me esqueci de colocar na lista junto com o coraçãozinho e Pão com Alho o NOSSO famoso XIS. Meuuuuu Deussss.... comeria uns 2 Xis Bagunça nesse momento.


Taxiii

Quando vim morar na Argentina sabia meia dúzia de palavras em espanhol. Nunca estudei a língua e o pouco que sabia era de escutar o Pablo falar. Depois de uns meses morando aqui a compreensão estava tranquila, sabia ler e até escrever algumas coisas, mas falar foi sempre minha dificuldade. Talvez por que com o Pablo falo em português.

Com uns 6 meses comecei a tentar a falar... e foi muito difícil. Tinha pessoas que me entendiam super bem e outras que não entendiam nada. Nunca tinha certeza se estava indo bem ou mal. Com um ano de vida Argentina é que realmente comecei a falar bem (uns 75%), sobrevivo e já até consigo falar por telefone (coisa que até ano passado me dava pânico).

Minha maior dificuldade até hoje são os “erres”. Aiiii que difícil. Perro (cachorro em espanhol) é a palavra mais difícil pra mim. Hoje em dia faço tudo praticamente sozinha e pegar taxis é a coisa mais divertida pra mim, já explico por que:

Quando pego um taxi e tenho que ir para ruas com o nome “Salta” ou “España” não acontece nada, é uma corrida normal em um taxi normal. É divertido quando tenho que dizer ruas do tipo “Dorrego y Entre Ríos, por favor,” o taxista me olha pelo espelho e me pergunta “Tu não é daqui né?” Não, sou brasileira. E pronto.... Muitas histórias para contar.

“Por que a Argentina?”
“Por que Rosário?”
“Veio estudar?”

Daí começa a maratona de perguntas. Quando não estou a fim de conversa digo que vim estudar medicina e pronto. Afinal 30% da faculdade de medicina de Rosário são de alunos Brasileiros. Os taxistas estão acostumados e não perguntam mais nada.

Mas minha diversão hoje em dia é contar historias, inventar coisas e fazer aflorar meu lado atriz.
Já inventei que era do Rio de Janeiro, que era turista, que vim a trabalho por uma empresa multinacional, que queria só ir morar em um lugar diferente e etc.

Mas a ultima conversa foi a mais divertida:
- Hola, a donde vas?
- Entre Rios y Tucuman, por favor.
- Você não é daqui né?
- Não, sou brasileira.
-Veio estudar?
-Não, vim gravar cenas da minha próxima novela (aproveitei que estava linda indo para uma festa e estava arrumadinha).
-Você é atriz? De novela brasileira? (Eles amam novelas brasileiras, principalmente Avenida Brasil)
- Sim. Há pouco tempo passou uma novela que eu participei aqui, Avenida Brasil, conhece?
-No me digassss. Agora te olhando eu me lembro de ti da novela.

Sorri, me pediu um autografo e desci do taxi. (O caminho era curto, se não ia ter que inventar um roteiro inteiro). Queria saber com que ele me achou parecida. Afinal estou mais pra Carminha que para Nina. 

Agora sou famosa na Argentina, para um taxista pelo menos.

Sobre o dia que me senti livre

Hoje eu quero contar sobre uma experiência que estou vivendo na minha vida. Há um mês e meio deixei de tomar pílulas anticoncepcionais. Não, não quero engravidar agora e já explico o porquê da minha decisão.


Começou há uns dois anos mais ou menos que me sentia desconfortável na hora de tomar a pílula. Na mesma hora sentia vontade de vomitar. Era como se ela tivesse gosto pra mim. Procurei minha ginecologista e trocamos de pílula. Igual seguia me sentindo muito estranha, o ato de toma-la todos os dias para mim era estranho.

Era como se o ato de todos os dias tomar uma pílula lembrasse porque estava tomando ela. Por que não queria engravidar, porque queria ter um ciclo menstrual regular, por que tinha medo. A partir daí comecei a ler muitas coisas relacionadas a pílulas. E cada dia fui mais me identificando com tudo que lia.

Sempre me senti mal quando tomava o remédio. Tinha dores muito fortes a cada ciclo e confesso que para chegar nos “finalmentes” sempre foi muito difícil e vontade de ter relações era cada vez menor. Além de me sentir inchada, com dores de cabeça, bipolar, depressiva, com mal-estar, ansiedade e bom,  tudo isso consta na bula.

Há um mês e meio decidi no meio de uma cartela que não queria mais isso. Queria a voltar a ser eu (uma eu que nunca conheci). Queria sentir meu corpo, me sentir MULHER outra vez. Estranho né? Queria me sentir livre. Tinha a sensação que essa bolinha minúscula rosa me matava todos os dias por dentro. (Sim, sou bem dramática). Compramos caixas de preservativos. E pronto, tchau anticoncepcional.

A primeira semana foi punk. Me senti MUITO mal. Como se estivesse deixando de tomar um remédio controlado. Me sentia realmente muito estranha, como se algo estivesse faltando todo o tempo. Uma semana de dores de cabeça fortes, de tonturas e vontade de vomitar. Um sangramento fora do normal (que na verdade era o normal agora) e medo. Será que era a coisa certa a fazer?



Passou a primeira semana e logo comecei a sentir “coisas”. Minha barriga já começou a ficar menos inchada, comecei a me sentir mais bonita, comecei a sentir meu corpo. Na minha semana “fértil” parecia que tinha colocado silicone, meu cabelo estava lindo e comecei escutar alguém dizer: Isso é novo, o que tu andou olhando. :P Queria explicar com cada detalhe tudo que mudou dentro de mim. Mas a única coisa que posso dizer é que me sinto maravilhosa, natural, livre e feliz.


Ps.: Aqui deixo um link de uma reportagem sobre porque o anticoncepcional é considerado um veneno para as mulheres. (Corpoinconsciencia.com)


Síndrome da mochila de final de semana

Quem já namorou por bastante tempo sabe bem o que é essa síndrome. Quem já namorou a distância também. Quem morou longe da casa do namorado ou quem tinha o costume de passar o final de semana na casa do namorado sabe bem do que eu estou falando. É a síndrome da mochila do final de semana.

Pra quem não sabe, eu vou explicar. Namorado e namorada, durante a semana toda, trabalhando o dia todo e estudando a noite, dificilmente conseguiam se ver durante a semana por conta do ritmo puxado do dia a dia. Então, ficavam esperando ansiosamente pela sexta-feira e, quando ela chegava, vinha junto com uma mochila (mala, bolsa, sacola de supermercado) com roupas, nécessaire, pijama, chinelo, maquiagem, sapato de festa e muitos outros itens extras para ser usado num programa que não havia sido combinado, até o domingo de noite ou até mesmo a segunda-feira de manhã, indo direto para o trabalho.


Com o passar dos meses, a quantidade de itens dentro da mochila ia diminuindo inversamente proporcional a quantidades de itens que ia ficando na casa do namorado. Claro que, quando o final de semana era na casa da namorada, os itens do namorado também iam ficando na casa da namorada. Mas como aqui a Noite é Mulherzinha, vamos falar somente da parte dela.

Mais alguns meses e o pavor de fazer a mochila, chegava junto com a sexta-feira. Só de pensar em pegar a mochila e se desapegar de todas as outras opções do próprio quarto, ela ficava em desespero. Para algumas namoradas, essa síndrome levou anos até passar! (Beijo Juli+Gabriel).

Tudo bem que o pavor era recompensado, quase sempre, por um final de semana de dedicação exclusiva da namorada para o namorado e vice-versa. Afinal, se ela não queria trabalhar no final de semana, era só não levar os itens de trabalho.

E então a síndrome aumentava, o desespero é era tão grande em fazer a, nesse momento, maldita mochila, que o namorado e a namorada começaram a sonhar no dia em que não precisariam mais delas. No dia em que os dois dividiriam o mesmo quarto, na casa só deles e o final de semana chegaria sem a mochila, para dedicarem-se, um ao outro sem precisar se preocupar antecipadamente com que roupa iriam estar no sábado, no domingo e na segunda-feira.


E eles sonharam tanto que finalmente casaram-se, ou resolvem morar juntos sob o mesmo teto e fazer um test-drive e pra ver se ia dar certo. E a lembrança da mochila de final de semana só vinha quando iam passar o feriadão na praia, quando iam para o interior visitar um familiar ou qualquer outra situação rápida de final de semana. E pegar aquela mochila não trazia uma sensação boa na namorada/esposa/noiva/qualqueroutronome. Mas ela fazia isso com uma habilidade que não foi perdida ou esquecida.

Contudo, ao se livrar da síndrome do final de semana, ela descobre que a mochila tinha seu lado bom: a de deixar a vida da semana para trás e viver o final de semana sem preocupações. Agora, não existe mais dedicação exclusiva para ele. Agora, um final de semana de sol, chama uma maquinada de roupas para lavar, um dia chuvoso lembra de um trabalho extra para fazer em casa, uma vontade às vezes de dizer pra ele a deixar sozinha o final de semana todo, pra ela simplesmente ficar em casa, na cama, vendo o Caldeirão do Huck mudar a vida de outro alguém, enquanto fala no WhatsApp com a amiga e ele vai jogar um futebol com os amigos ou levar o carro pra revisão.


O Namoro acabou. Começou o casamento. Pra salvar isso, só fazendo a mochila do final de semana e fugir pra serra, praia ou interior.

Curto? Curto.

Sempre fui acostumada a ter cabelo comprido, muito comprido. Lembram-se das Promessas da Vó Maria? Então, acho que isso ajudou um pouco no medo da tesoura. Até os meus 10 anos cortei meu cabelo 2x na minha vida. E as duas vezes foram curtos. Depois disso crescia tanto que cortava só as pontinhas de 2 em 2 meses.
No máximo me arriscava com uma franjinha e sempre me arrependia. Quando inventaram a progressiva então... passei a ser lisa e parecia que crescia mais rápido ainda meu cabelo. E eu seguia cortando só as pontinhas. Lá pelos meus 20, 21 anos surgiu uma modinha cabelo curto e comecei a adorar cada criatura que me aparecia com o cabelo curto. Mas adorava nos outros, em mim já não tinha muita certeza.


Me lembro até hoje quando cortei meu cabelo “curto” pela primeira vez. Me lembro que estava em casa com a perna engessada (eu tinha caído da escada, mas isso é outra historia), era dia de semana e verão. Estava sozinha em casa viajando na internet e vi um cabelo curto... um cabelo muito parecido com aspecto do meu, e gostei. Minha irmã sempre cortou meu cabelo, só que ela tinha viajado para o Rio de Janeiro. Merda. Tinha que ser naquele dia para cortar, se não eu sei que não cortava mais.

Devia fazer uns 35 graus na rua e eu com aquele gesso esperando um ônibus para ir até o centro. Tive sorte de o salão ter hora para cortar meu cabelo, e pronto, cortei. Da cintura para acima dos ombros... foi um choque. E a cabeleireira me fez uma escova toda virada pra fora e deixava mais curto ainda. Me senti uma velha... peguei um taxi e quando cheguei em casa fui direto lavar meu cabelo. Sequei e fiz chapinha para ver o estado que estava. Me ODIEI. Fiquei 2 dias dentro de casa. Até que chegou a minha irmã.

Ela ria da minha cara, por que na verdade o corte estava mal feito e no cabelo curto qualquer coisa aparece. E me dizia que eu deveria ter esperado ela chegar. As pessoas não entendem os virginianos. Tinha que ser naquele dia...

Bom, ela arrumou o corte e comecei a me amar... e já são 4 anos de cabelo curto. Encostou no ombro pra mim já está comprido. E me desespero quando não posso cortar. Por que agora é ao contrario, eu até queria ele um pouco mais comprido. Mas não resisto a uma tesoura.


Ps.: Nesses 4 anos deixei o cabelo crescer 2x. Uma para o casamento da Juli, foram 9 meses de tortura e por pouco meu penteado para o casório não foi um “corte”, ir no salão e não cortar nem as pontinhas me mata. E a outra foi esse ano, fiquei quase um ano sem ver a minha irmã... só ela corta meu cabelo. Aprendi a lição. 


Mal acostumada

São 04:12 da madrugada e estou acordada. Não porque precise, mas por que simplesmente não consigo dormir sozinha. Sim, eu sei, é ridículo. Sou uma pessoa adulta e esclarecida. Mas muito mal acostumada.

Publicação do dia 23.03.14 no Instagram, às 5:41
Outra noite igual a essa. Mas ai não tinha o blog ainda. haha

Dormi sozinha minha vida inteira, sempre tive quarto separado dos meus irmãos e nunca tive dificuldades pra dormir, a não ser em ocasiões especiais, mas daí é justificado. Meu problema agora é que faz um ano e meio que durmo todos os dias do lado de uma pessoa. Temos um lado certo na cama e nossa posição mais cômoda para dormir. Ta, mas o que eu faço quando estou sozinha? A cama inteira só pra mim. Travesseiro não adianta, já tentei.

E nunca fui espaçosa para dormir, durmo na posição fetal (bem encolhida) e não me mecho a noite inteira. A não ser que me de calor, daí é aquela coisa de tira a meia e coloca a meia a noite toda. Por que sinto calor e tiro à meia, mas não consigo dormir sem, coloco a meia. E não posso dormir destapada. Tapo até minha cabeça.

E é uma coisa meio louca porque eu até tenho sono, vontade de estar bem abafadinha e simplesmente dormir. Mas meus olhos não me acompanham e ficam bem abertos. Assisto filmes, jogo mortal zumbie até não enxergar mais a tela do celular, atualizo a cada segundo o Instagram e nada. Chega um momento da noite que estou sozinha no mundo virtual, e atualizar as coisas já não traz coisas novas.

Bom, agora tem o blog. Quando tenho noites assim, acabo escrevendo um monte de ideias novas para textos. No fundo não é tão ruim, ruim seria se eu tivesse que levantar às 6hs da manhã no outro dia. O que não é o caso. E meu reloginho da insônia fecha essa hora. Assim que mais um pouquinho e eu acabo dormindo. Não sei nem como, só durmo. 

Ainda sobre morar com meninos

Vivo com eu namorado há um ano e meio (aliás, ele ainda acha que não somos casados. E daí eu me pergunto, que ta faltando? Por que né?) e ele é um recém-formado em Engenharia Civil. Mas sempre digo que ele pode ser o Engenheiro, mas eu sou a Engenheira da vida. Já explico por que.

Sempre fui muito metida a fazer tudo, e gosto de resolver sempre as coisas. Por que o deixar para depois ou para alguém fazer me tira do sério. Para mim tudo tem que estar pronto para ontem. E a agonia de esperar me fez aprender muitas coisas praticas para a vida. 

***
Episodio 1: Um dia parou de funcionar o interfone do apartamento, veio um eletricista geral e disse que precisaríamos trocar o interfone inteiro. Informou qual teríamos que comprar e disse para ligar para ele quando tivéssemos o novo e ele viria trocar. Na mesma semana compramos e ligamos para ele. Passou um dia, dois, três, uma semana e nada dele aparecer. Eu já tinha notado que o interfone novo era exatamente igual ao velho... PLIN acendeu uma luz na minha cabeça, vou trocar esse negócio.

Olha que fácil. 

 -Pablo, vou trocar o interfone. Não deve ser difícil. É só colocar cada cor de fio no lugar certo.
-Tu não és louca. Eu já paguei caro no interfone, tu vai me fazer ter que comprar um novo. Isso se não estragar ainda mais o velho.

Nada mais encorajador e estimulante que alguém dizer que tu não vai conseguir fazer algo. Tirei uma foto do interfone velho e comecei a colocar o novo. Me sentia uma especialista na coisa. Era só fazer igual a foto que não tinha erro. Cada cor no lugar certo e em 15 minutos tinha terminado.

-Amor desce lá e chama o interfone.
-Se não der certo tu que vai comprar um novo e vai explicar para o eletricista por que esta assim.




Enquanto ele descia os nove andares só conseguia pensar que TINHA que dar certo. Se não escutaria que não deu por um bom tempo.

“”TRIMMMMMMMMM””
-Me escuta?
-Simmmmm. Já te disse que eu sou a Engenheira da casa amor. E agora eletricista.
Me senti poderosa nesse momento. E aliviada. Agora oficialmente eu podia dizer que entendia das coisas.
***
Episódio 2: Um dia cheguei em casa e o Pablo me disse:
- Amor, temos que comprar um ventilador novo.
-Por que amor? O que aconteceu?
-A hélice esta solta e em qualquer momento vai quebrar.
-Tu não olhou se ela não esta só frouxa? Se não é só apertar o parafuso?
-Já. Não tem parafuso. Vamos ter que comprar um novo.
Como assim não tem parafuso? Estava sentindo cheiro de preguiça no ar. E que a olhada não foi tão boa assim. Olhei o ventilador e realmente não tinha parafuso. Me ajoelhei e olhei pelo chão. Estava em baixo da cama. Parafusei de volta, e temos ventilador até hoje. ¬¬
***
Episódio 3: -Gorda vamos ter que comprar uma vassoura nova.
-Por que amor? Compramos essa não faz um ano (vassouras vivem eternamente, praticamente).
-Ela já esta mais sujando o chão do que limpando.
-E tu não pensou em limpar a vassoura?
-Não.

Risos eternos.

Terceiro Lugar

Sobre uma conversa que surgiu aqui em casa durante esse fim de semana.

Estava eu o Pablo, uma amiga e um amigo aqui em casa conversando sobre um empreendimento que vamos fazer juntos. E começamos a sonhar sobre que queríamos comprar com o que começássemos a ganhar.

Nisso o Pablo salta e diz:
- Eu já tenho o primeiro “sonho” da minha lista. Vou comprar um baixo novo.
E eu digo: - Ah, pensei que era “Pedir a Pâm em casamento” amor.
-Não, mas esta entre as três primeiras da lista.
-A segunda?
-Não, a terceira.
-E o que é a segunda? Perguntei.
-Não sei.
(cri cri.... cri cri)
-Ah que bom. Não sabe o que quer por segundo e sou a terceira opção. Que divertido.


E minha amiga me diz: - Pensa pelo lado positivo Pame, pelo menos tu esta no pódio e tem um troféu. Podia estar abaixo e ter só uma medalha de consolação.

 Pensando bem. Bronze é melhor que nada.


Ainda sobre os sonhos malucos

Já tinha falado no meu texto “O que acontece com a minha cabeça?” que tenho sonhos malucos. Hoje me dei conta que às vezes junto coisas que aconteceram durante a semana para sonhar algo maluco depois.

Ganhei uma caixa de Ferreiro Rocher de aniversário de uma amiga, fiz almondegas pela primeira vez (alias, ficaram MUITO boas) e comprei umas coisinhas no Ali Express (correntes e brincos). Agora junta: Ferreiro Rocher + Almondegas + Joias = sonho maluco da Pâmela.

Bueno, sonhei que estava sentada no sofá em casa quando o Pablo chegou com uma caixinha de presente pra mim.
Pablo: Olha amor o que eu te trouxe.
Eu: Presente? Tu nunca me traz presente. (Olha eu toda desconfiada do guri, tadinho).
Daí ele fica sem paciência, abre o presente e é uma caixa de chocolate Ferreiro Rocher.
Eu fico toda feliz, abro a caixa e começo a comer compulsivamente. Nisso eu noto que tem um bom-bom muito maior que os outros e falo:
- Amor, tu viu que tem um bom-bom muito maior que os outros?
Ele me olha com aquela carinha dele que aprontou algo e me diz: “Aaaa”. Tipo: Aaaa, o que será?

Abro o bom-bom e é uma almondega crua. Começo a abrir e tem um anel dentro.
Detalhe: Estava toda emocionada que podia ser um pedido de casamento que achei a coisa mais normal do mundo o anel estar dentro de uma ALMONDEGA CRUA.
Pego o anel para ver se era o que eu sempre queria (até no sonho sou exigente) e era um anel de letrinha. Sabe? Esses que todo mundo tem? Poisé.

Só que tinha a letra “T”. Me senti perdida...
Eu: Amor, por que a letra T? Por que não um P? De Pâmela. Ou P de Pablo?
Pablo: Por que é um T de Te amo.

Era exatamente assim o "T" de "Te amo"

Fim.
Acordei. E não me lembrei do sonho até começar a conversar com a mãe pelo Skype. Estava contando que tinha comprado um colar de câmera em um site e ela me perguntou se não tinha anéis de letras também.

Lembrei de todo o sonho. De todos os detalhes.

 Ri litros, chorei mares.

Cheiro de feijão

Quarta-feira é meu dia estratégico de limpar a casa, pelo simples detalhe que é o dia que minha sogra vem nos visitar depois do trabalho. Ela sempre entra pela porta e diz: “Siempre todo impecable Pame”. Não precisa de tradução né? Mas não é sobre isso que quero falar nesse texto. Quero falar sobre um sentimento/saudade/emoção/sonho que me passou em uma dessas quartas-feiras.

Era de manhã e tinha começado a arrumar a casa, nesse dia comecei pela cozinha por que queria cozinhar feijão, assim enquanto ele cozinhava limpava o resto da casa. Terminei a cozinha, coloquei o feijão no fogo e voltei pro quarto (por onde sempre começo a faxina). Enquanto estava arrumando a cama escuto a panela pegar pressão, vou até a sala olho a hora (pra calcular o tempo da pressão) e volto para o quarto.

Foto meramente ilustrativa
Se fosse o Eddie não teria mais nada para a foto
Quando faço aquele movimento de estender o lençol sinto o cheirinho do feijão... E nesse momento tudo se junta: O cheiro do feijão, o movimento em arrumar a cama e o chiado que a panela fazia. E por um segundo me senti em um domingo na casa dos meus pais enquanto ajudo a mãe a arrumar a casa e ela esta colocando o feijão no fogo. Um segundo que me levou a quilômetros de distancia.

Foi muito rápido, e muito intenso. Na hora senti vontade de chorar, mas ri em seguida. Senti vontade de chorar de saudade, saudade da família, dos domingos arrumando a casa com a mãe, do feijão dela, da nossa casa em Viamão. E ri em seguida. Por que apesar de tanta saudade agora era o meu momento... minha cama, minha casa, meu feijão. Foi uma sensação tipo: Sou grande agora.

Enquanto escrevo esse texto escorrem as lagrimas. Não me perguntem por que. Sempre fui assim, me emociono fácil. É uma mescla de sentimentos que invadiram meu coração.

Mas como disse no meu primeiro texto para o blog (Escrevendo para o blog que não existe). Foi um segundo que virou texto. . . Fiquei chapada e viajei com cheiro de feijão.
É tudo muito louco. Esse texto é louco. Eu sou louca. Mas sou feliz.


Panza

Sempre fui magrinha quando era criança. Todo mundo perguntava para a minha mãe por que ela não me dava Biotônico Fontoura para engordar. Tinha apelidos do tipo: Olivia Palito, risco e pé de lancha (por que o pé da gente tem que crescer muito mais rápido? Hoje calço 35. Sofri a toa quando era criança).

Sou tudo o que precura. Mas com barriga.
Até meus 11 anos, a partir daí começou a crescer bunda, peito e... Barriga. Minha barriga "saliente" sempre esteve presente na minha vida, não tem atividade física que resolva isso. Já estou tão acostumada com ela que sou dessas pessoas que conseguem fazer qualquer coisa encolhendo a barriga e minhas roupas são todas estratégicas para ela.

Quando emagreço a primeira coisa que perco é bunda e perna, me da um ódio, por que são as únicas coisas que eu precisava ganhar em vez de perder. Fico virada em peito e barriga. E quando estou acima do peso minhas pernas e bunda voltam ao normal e fico virada outra vez em peito e barriga, só que MUITO peito e MUITA barriga.

Quando estou nesses períodos “inchada” deixo de encolher a barriga quando estou na rua, passo a deixar assim como esta e ando com uma mão nas costas... prefiro passar por gravida do que por gorda as vezes. As pessoas passam a te olhar com carinho... “olha que fofo, uma gravidinha”.

Sempre fiz atividades físicas, não pelo corpo “físico”, mas pela satisfação e alegria que os exercícios me trazem. Comecei aos 9 anos jogando bola em uma escolinha de futsal, passei para a dança onde fiquei 8 anos (melhores lembranças da minha infância-adolescência). Depois disso entrei num período casa-trabalho-faculdade-casa. Quando deixei a faculdade voltei a ser feliz com o tempo que tinha para mim. Comecei com a hidroginástica, passei para a natação e comecei a correr (coisa que não podia fazer direito por causa da asma que tive quando criança, mas a natação me ajudou um monte) e passei também a ir trabalhar de bicicleta. Quando vim para a Argentina me encontrei na Yoga, depois no “Body Balance” uma mistura de yoga, pilates e Tai chi e no treino funcional.


Na volta das minhas férias do Brasil e da faculdade passei muito tempo sem me exercitar. Comecei a ter dificuldades para dormir, comecei a ficar um pouco mais depressiva e pensando em coisas ruins. Faz uma semana que voltei para as minhas aulas funcionais e já vejo o resultado não só no corpo, mas na alma, na cabeça e no espirito (santo, amém).

E a barriga? Ah, essa continua aqui. Eu sei que talvez se fizesse dieta direitinha e as atividades que já faço podia ser que ela sumisse. Mas dieta é uma palavra que não entra aqui em casa. A não ser quando sou “obrigada” a fazer uma porque comi porcarias demais no fim de semana. Ou é dieta, ou é gastrite... daí faço dieta. Mas só até me recuperar.




Adoro comer, de tudo.

A sociedade pode me matar por causa da barriga, mas não presto atenção em nada enquanto como meu sorvete. :P






Nascida para ser mãe

Inspirada pelo texto da Juli Esse tal espirito Materno que vem assombrando ela comecei a pensar que ele nunca me assombrou. Sempre tive a certeza que queria muito ser mãe, desde sempre. Quando pequena sempre brinquei com bonecas, todas tinham nomes e sobrenomes e na hora de dormir colocava todas na minha cama, para que nenhuma sentisse ciúme da outra.

Sou a mais nova entre seis irmãos, a diferença entre mim e minha irmã mais velha é de 20 anos, com isso os sobrinhos começaram a aparecer cedo na minha vida. Os sobrinhos, os primos. As crianças que minha mãe cuidava na minha casa. Acho que por estar sempre cercada de crianças e por ter muito instinto protetor ajudou a essa minha vontade absurda de ser mãe.

Sempre amei crianças, fico sim toda babona com os bebes. E “adoto” todos pra mim. Pelo facebook estou sempre acompanhando as minhas amigas gravidas, e babando com cada momento que elas estão vivendo.

E já tenho tudo muito pensado. Os nomes, a diferença de idade das crianças, a época que quero estar gravida (já me disseram que é horrível estar gravida no verão, mas como vou mostrar minha barriga pra todo mundo no inverno? Não dá né gente). Tenho o sonho também de ter um parto humanizado, sem intervenção nenhuma. Ao natural, um momento único. Meu e do meu bebê. 

Uma amiga (a Paloma, amiga essa que eu peguei no colo) teve bebe há pouco tempo. O Davi. Fiquei tão apaixonada por ele que quando fui para o Brasil a convenci de deixar ele um dia comigo. Assim que tive minha experiência “mãe” por 24hs. À noite, depois de dar de mamar e fazê-lo dormir passei a noite toda olhando para ele. Admirando cada detalhe, a mãozinha, as carinhas que ele fazia enquanto dormia, e notando as semelhanças que ele tem com a mãe. No outro dia só conseguia pensar: Meu Deus o que vai ser de mim quando tiver os meus filhos, se passo tanto tempo admirando o bebe dos outros imagina o meu. E ver cada detalhe meu e do pai... Me emociono só de pensar.

Esse é o Davi. Como não se apaixonar por essa carinha?

Quando eu tinha meus 11, 12 anos e respondia questionários dizia sempre que seria mãe com 20, 21 anos. Aos meus 19 anos cai na realidade de ser muito “adolescente” e ver que não podia ser mãe tão cedo. Com 19 dizia que seria com 22, se tudo desse certo seria o momento. Dos 22 passei para os 24. E agora com 26 rescem completados comecei a ficar mais apreensiva que o MOMENTO não chega. Sempre estou adiando por algum motivo. O apartamento é pequeno, não terminei a faculdade, falta o Pablo se formar (agora não falta mais :P), e quero casar antes. 

E para me ajudar a cada dia aparece mais e mais amigas gravidas, que ganharam bebe a pouco, ou gravidas do segundo filho. Algumas muito mais novas que eu. E minha mãe só me diz: Já esta ficando chato pra ti filha, só falta tu. 

Se fosse pelos meus pais, e meus irmão já tinha uns 3. De tanto que me pedem. Mas graças a Deus tenho sã consciência que para ter filhos se necessita muito mais do que eu posso dar a uma criança nesse momento da minha vida. Mas uma coisa é certa, se eu tivesse dinheiro já teria uns 5.

___________________________________________________________________
Texto traducido al español

Nacida para ser madre

Inspirada por el texto de la Juli Ese tal espirito materno que viene asombrando a ella, empecé a pensar que a mí nunca me espanto. Siempre fui muy segura que quería mucho ser mama, desde siempre. Cuando chica siempre jugué con muñecas, todas tenían nombres y apellidos y en la hora de dormir las llevaba todas para mi cama. Para que ninguna se quede con celos de la otra.

Soy el más joven de seis hermanos, la diferencia entre yo y mi hermana mayor es de 20 años, con esto los sobrinos comenzaron a aparecer temprano en mí vida. Sobrinos, primos. Los niños que cuidaba de mi madre en mi casa. Creo que al estar siempre rodeado de niños y de tener lo instinto muy protector han ayudado a mi deseo absurdo de ser madre.

Siempre me encantó los niños, me muero con los bebés. Y "adopto" todos para mí. Por Facebook siempre estoy acompañando a mis amigas embarazadas, y babeando con cada momento que están viviendo.

Y ya tengo todo muy pensado. Los nombres, la diferencia de edad de los hijos, la época que quiero estar embarazada (me han dicho que es horrible estar embarazada en el verano, pero como mostraré mi vientre a todo el mundo en invierno? Así no gente). También sueño de tener un parto humanizado y sin ninguna intervención. Natural, un momento único. Mío y de mi bebé.

Una amiga (la Paloma, amiga que vi crecer) ganó bebe a poco tiempo. El David. Yo estaba tan enamorada de él que cuando fui a Brasil la convencí de dejarlo un día conmigo. Así que tuve mi experiencia "mamá" por 24 horas. Por la noche, después de dar de mamar y hacer que el duerma pasé toda la noche mirando a él. Admirando cada detalle, la mano, la cara que hizo mientras dormía, y tomando nota de las similitudes que tiene con su madre. El otro día yo sólo podía pensar: Dios mío, ¿qué será de mí cuando tengo a mis hijos, si me paso tanto tiempo admirando el bebé de los otros como va a ser con los mío? Y ver todos los detalles que tiene mío y de su padre ... me emociono sólo de pensarlo.


Ese es el Davi. Como no enamorarse de esa carita?

Cuando tenía mis 11, 12 años, y respondiera cuestionarios siempre dije que sería madre con 20, 21 años. Con mis 19 años caí en la realidad de ser demasiado "adolescente" y ver que no podría ser madre pronto. Con 19 pasé a 22, si todo iba bien sería el momento. De 22 a 24. Y ahora con 26 recen completados comenzó cada vez más preocuparme de que el momento no llega. Siempre estoy postergando por alguna razón. El apartamento es pequeño, no termine la universidad, falta el Pablo graduándose (ahora ya no falta: P), y quiero casarme antes.

Y para ayudarme a cada día aparece más y más amigas embarazadas, o que ganaron el bebé a poco tiempo, o embarazadas del segundo. Algunas mucho más jóvenes que yo. Y mi mamá siempre me dice: Se está poniendo feo para ti hija, sólo falta a vos.


Si tratara de mis padres, y de mis hermanos ya tenía unos 3, de tantos que me piden. Pero gracias a Dios estoy sana y sé que para tener hijos ahora necesitaría mucho más de lo que puedo dar a un niño en este momento de mi vida. Pero una cosa es cierta, si tuviera dinero me gustaría tener un 5.  


 
Noite Mulherzinha © 2012 | Designed by Rumah Dijual , in collaboration with Buy Dofollow Links! =) , Lastminutes and Ambien Side Effects