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Sabe quando amigas se reúnem para ter uma noite só de gurias?
Que conversam sobre tudo, com comidinhas e bebidinhas gostosas?
Aquela noite cheia de segredos e boas risadas?
Chamamos isso de Noite Mulherzinha!

E é esse papo bem humorado que vamos trazer pra cá.
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Saudade

Uma vez a Juli escreveu um texto sobre a palavra que definia o ano dela e nesse dia pensei que não havia outra palavra no mundo que definisse meu ano melhor que “Saudade”.

Começo a escrever esse texto em meio a um caos mental. Hoje estou sensível, mais do que sensível... estou transbordando emoções. Fazem duas horas que choro sem parar. Por que? Bom, saudade é a palavra que me define. Mas hoje é um caso especial...

Sinto saudade da família, dos amigos, de casa TODOS os dias. Já até me acostumei com essa dorzinha interior. Mas hoje essa palavrinha me pesou. Estava conversando com a minha mãe e ela me contava toda entusiasmada que ia começar a fazer academia. Que isso ia fazer ela se sentir melhor, com mais vida (se é que ela necessita, já que em plenos 58 aninhos tem folego de uma guria de 20).

E em seguida me fez uma pergunta em uma publicação que tinha feito no face a poucos minutos... “Que passou na minha vida que eu nunca ia esquecer?” Parei uns minutos para pensar e lembrei de quando dancei com meu pai nos meus 15 anos. Me lembro que eu não queria dançar valsa, de jeito nenhum, e implorei pra ele não fazer isso. Só que ele colocou uma música (“Filha” do Rick e Renner) e ficamos esses minutos abraçados chorando de uma lado ao outro.


Foi um momento único. Depois o agradeci por ter feito, e com certeza isso NUNCA vou esquecer. E ai veio o peso da palavrinha aquela que já mencionei um par de vezes. E por um momento me senti egoísta de estar aqui... longe deles. E foi ai que o caos mental começou.

Como me dividir em duas? Como aproveitar meus “velhos” e não deixar para trás tudo que conquistamos aqui? Como simplesmente dizer tchau e voltar correndo pro colo dos meus pais? Não posso. Queria que as coisas fossem mais simples e que o tele transporte existisse.

Sou MUITO feliz aqui. Digo isso todos os dias para o Pablo. Nosso apê, os gatos, a faculdade, as experiências, um novo idioma e cultura.  Tem como seguir tudo isso e diminuir a distância de casa em uns 1000km? Deveria ter uma lei que te permitiria tirar ferias e ter tudo pago pra qualquer lugar caso fosse comprovado que tu ta precisando de colo de mãe. Não tem remedio melhor para qualquer angustia e insegurança.


O que nesse momento me conforma é que a ideia, minha e do Pablo, é de um dia voltar para o Brasil. Viver na praia e consequentemente mais pertinho de casa, da família e dos amigos. Esse dia vai chegar... espero que não demore taaaaaaanto. Mas daí a pergunta vai ser: E será que o Pablo vai estar preparado para a nova palavra que vai definir ele? #Oremos


Amizade depois dos 30!

Quanto mais velhos ficamos, menos tempo queremos perdem com bobagens.
Especialmente, quando se trata de relações.
Queremos apenas as mais profundas e verdadeiras.

Estou nessa fase!
Não quero ter mil conhecidos no facebook, quero 20 amigos verdadeiros, que posso passar semanas sem falar que nada vai mudar ou aqueles que falar todo dia não é o suficiente!
E posso afirmar: eu tenho!
Mas, quando você chega no ano dos 30, você começa a realmente “descartar” quem não faz diferença na sua vida. E sem culpa! Simples assim!
E isso é libertador!


Acho que a vida que nos obriga a essa (SÁBIA!) escolha.
Agendas lotadas e prioridades distintas nos afastam e, ao mesmo tempo, nos aproximam de algumas pessoas. Ficamos mais seletivos, procuramos pessoas com quem já temos afinidades estabelecidas. Parece que não temos mais tempo – e paciência – a perder com que não compartilha os mesmos valores que você.
(Importante: valores não quer dizem opinião, ok?!)

Estudos mostram que adultos não costumam firmar novas amizades. Isso porque já temos claro o que é bom para nós e, uma nova pessoa se encaixar naquilo que pensamos, é difícil. Não concordo muito!
Acredito é que não fazemos mais questão de ser “popular”. Sabe quando entramos em um trabalho novo? Não queremos ser amigo de todos, mas queremos conhecer uma ou três pessoas especiais.

Nem acredito que escolhas pessoais podem acabar ou fortalecer amizades. Tenho amigos casados, solteiros, baladeiros, com filhos, de direita e de esquerda, engajados e alienados e por aí vai!
São todos especiais, cada um de uma maneira!


Esse texto, que por momentos pode parecer amargo, é na verdade um culto ao amor. Me parece claro que escolhendo quem tem prioridade nas nossas vidas. Quem “vale a pena” de verdade.
Eu já fiz minhas escolhas e estou bem feliz com elas!


Pequenas Coisas Capazes de te Fazer Mais FELIZ

Sempre gostei de listas. Na verdade nós aqui do Bloguinho, sempre estamos trocando essas listas que surgem na internet e que nos identificam muito. Tem de tudo. Sobre coisas que fazemos quando chegamos aos trinta anos, sobre coisas que só sua amiga vai entender, sobre comportamento na balada aos 15, 20 e 30 anos, sobre coisas que lembram nossa infância e por aí vai.

            Bom essa semana me deparei com uma lista de 51 pequenas coisas capazes de te fazer mais feliz.

#1 - Resgatar músicas da época de adolescente


Há! Não poderia ser mais nós nesse momento. Desde o início do ano estamos todas enlouquecidas aqui em Porto Alegre com a confirmação do Show dos Backstreet Boys na nossa querida cidade. Tá certo que o show só vai acontecer em junho. Mas criamos um grupinho bem restrito no whats onde estamos cantando enlouquecidamente todas as músicas que embalaram nossa adolescência e falando sobre os “meninos”, em como estarão, em como será o show, e rezando para não cantarem muitas músicas novas nessa turnê, afinal, nós somos da velha guarda.

 

Obviamente, em junho, vai ter um novo post contando como foi viver o sonho que criamos 15 anos atrás, em poder vivenciar o momento de cantar o mais alto que pudermos junto com aqueles que nos fizeram ter o nosso primeiro amor platônico da vida.

E a Lista? Acho que mais de um item esse evento é capaz de estar nos proporcionando!

      1.  Resgatar músicas da época de adolescente;
      2. Dançar sozinho em casa;
      3.  Assistir ao nascer do sol de vez em quando;
      4. Jogar conversa fora com um amigo;
      5.  Comprar um livro novo;
      6.    Fazer amizades em lugares inusitados;
      7.    Visitar velhos conhecidos;
      8.    Andar de mãos dadas com um amigo ou um amor;
      9.    Ver a chuva cair através do vidro;
      10. Descobrir uma banda nova;
      11. Receber uma carta escrita à mão;
      12. Dar uma flor a alguém;
      13. Encontrar dinheiro no bolso de uma roupa que estava guardada há tempos;
      14. Olhar fotografias antigas;
      15. Assistir a um desenho animado que marcou sua infância;
      16. Dormir em lençóis recém-lavados;
      17. Fazer outra pessoa sorrir;
      18. Um show de fogos de artifício;
      19. Acordar cedo e ver a neblina sobre a cidade, nos dias frios;
      20. Receber um presente sem nenhum motivo especial;
      21. Abraçar alguém;
      22. Ver o movimento das nuvens no céu;
      23. Presenciar um encontro especial entre desconhecidos;
      24. O cheiro da roupa passada;
      25. Comer seu prato predileto em um dia qualquer;
      26. Receber uma ligação inesperada de alguém muito querido;
      27. Ouvir no rádio, de repente, aquela música legal que você não ouvia há anos;
      28. Tirar um cochilo no meio da tarde;
      29. Descobrir uma habilidade nova;
      30. Raspar o restinho da massa crua de um bolo;
      31. Filmes inspiradores;
      32. Viajar;
      33. Devorar – sem culpa – uma barra de chocolate inteira ou toda uma panela de                  brigadeiro;
      34. Coincidências;
      35. Encontrar o elevador parado no andar em que você está;
      36. Ver balões no céu da cidade;
      37. O semáforo aberto, quando se tem pressa;
      38. Achar para comprar aquele doce que você comia quando era criança e que nunca           mais tinha visto;
      39. Receber um favor de um desconhecido, sem interesse algum;
      40. Gargalhar até que escorram lágrimas;
      41. Cantar sozinho ao dirigir;
      42. Dormir ouvindo a chuva no telhado ou na janela;
      43. Uma bebida muito refrescante em um dia quente;
      44. Beijos;
      45. Cheiro de bebê;
      46. Chegar em casa e encontrar tudo arrumado;
      47. Acordar cedo e descobrir que é domingo;
      48. Encontrar um objeto muito querido que julgava ter perdido;
      49. Tomar um banho demorado;
      50. O cheiro gostoso que fica na pele depois do banho;
      51. Descobrir que a felicidade é muito mais simples do que parece.

       Ps: Ouvindo 100 greatshits do BSB No You Tube

Irmãos

Sim, os textos do Blog nos serve de inspiração às vezes. Inspirada no texto lindo da Juli da quarta passada sobre irmãos logo me deu vontade de falar dos meus. Eu também não tive chance ser a única, já nasci com 5 irmãos. E isso sempre me fez muito feliz. Sou a mais nova e, portanto tenho o direito de ser a “princesa” da casa. Toda vez que alguém me pergunta quantos irmãos tenho começo a explicar o clássico “os teus, os meus e os nossos”. Meus pais antes de se conhecerem já foram casados. Meu pai teve 3 filhos no primeiro casamento, minha mãe 2 e depois de dois anos juntos me tiveram. 

Drica, Cau e Lú (de pai)
Meu pai como casou cedo teve minha irmã mais velha bem novinho, quando nasci ela já tinha 20 anos e estava gravida. Já nasci cheia de irmãos e TIA. Tenho um sobrinho com meses de diferença de mim. Às vezes na escola eu o obrigava a me chamar de tia (por que nesse momento parecia muito divertido).

Ou seja, tenho muitos irmãos, sobrinhos com idade para serem meus irmãos e sobrinhos-netos com idade para serem meus sobrinhos. Sim, já sou tia avó. No total são 11 sobrinhos, 2 sobrinhos-netos e um irmão que ainda não tem filhos. Ou seja (2), contando comigo que ainda não tenho filhos (por que aqui não vamos contar gatos e cachorros) falta muita criança ainda nessa família.

E as cobranças já começaram. Por que no meio dessa gente toda tem um que ainda não é tio (como?). Explico. Dos meus dois irmãos por parte de mãe só um tem filho, o que depende de mim e do Maninho (os que ainda não tem filhos) dar um sobrinho pra ele. Por mais que eles tenham adotado todos os meus, ainda falta ser TIO de verdade (e se depender de mim vai demorar um pouquinho ainda).

Maninho/Éverson e Mano/Emerson (de mãe)
E voltando aos irmãos... Odeio quando alguém me diz: Ah, mas tu não tem nenhum irmão de verdade, são todos meio-irmão teu. Oi? Existem meio pai, meia mãe, meia pessoa? Não gente. São irmãos e pronto. Sempre digo que o “meio” é para dizer que além de irmãos são “meio” como pais, amigos, confidentes, psicólogos e sempre tenho colos... muitos colos. E são as pessoas mais importantes pra mim.

Acho que é por isso que tenho vontade de ter muitos filhos. Acho que 4 pra mim não vai ser suficiente. Quero uma família grande. Não quero filho único... em quem ele vai colocar a culpa quando fizer alguma travessura? E claro, preciso passar a coroa de princesa da família né gente. :P


E já dizia Pedro Bial: Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado
E possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.<3


30 sobre 30 - #2

Continuando a série de 30 Coisas sobre meus 30, hoje vou falar de uma passagem da minha infância que até hoje é uma das histórias que nós mais gostamos de contar. Uma história que nem sempre todas as meninas normais fazem e que eu e a Juli tivemos a oportunidade de vivenciar.

#2 Viajei dentro de um baú de caminhão

Sempre tivemos casa da praia, presente de um avô e avó que compraram uma para que os netos pudessem aproveitar o verão no litoral. Mas nem sempre tivemos carro. Na verdade, na infância, tivemos carro por pouquíssimo tempo, a grana sempre era curta, mas nunca deixávamos de fazer as coisas e viajar pra praia sempre foi uma aventura. Em um feriadão de outubro, resolvemos passar na praia. Juntamos nossa família, nossos agregados (família número dois) e minha mãe deixou eu levar uma amiga. Fomos todos de Unesul interpriaias (O velho pinga-pinga que leva mais de 3 horas para chegar em Atlantida Sul) e o feriadão foi bem divertido com a casa cheia, como sempre.
Daí, no domingo de tarde, recebemos uma oferta de carona: Voltar para Porto Alegre dentro de um baú de um caminhão da Uguine. Sim!

Na foto todo mundo voltando pra Poa!

Enquanto estava claro, estava tudo bem, mas o sol começou a se pôr e dentro do caminhão estava um breu só. Começaram as brincadeiras de código Morse, com as luzes do relógio digital. Celular, não existia nas nossas vidas. Foi uma diversão só. O único medo, era que fôssemos parados em uma fiscalização. Perto dos pedágios e postos da polícia rodoviária, que espiávamos pelo buraquinho que tinha na parede do baú, ninguém dava um piu.

Até que o caminhão parou no meio da estrada. Todo mundo gelou. A porta abriu. Era o motorista, o vizinho de praia, o mesmo que nos ofereceu a carona, para perguntar se estava tudo bem. Baita susto!


Fim de viagem e mais uma história pra contar!


Tia de escola!

- Amor, olha ali um super herói?
- Quê???
- Um super herói fortão, ali!
- Mas você ta bem tia de colégio mesmo!
- ...
- Ninguém estava percebendo a criança vestida de super herói no meio do shopping, nem a mãe dele estava dando bola... E foi a primeira coisa que você viu quando chegou!

E o pior é que o marido tinha razão!

Comecei a trabalhar em uma escola em janeiro.
E como meus irmãos são profes, sempre me achei diferentona por ser  da comunicação. Claro que o jeito de fazer comunicação em uma escola, sempre me intrigou. Eu e a Ana discutimos diversas vezes como vender para um “cliente que nem sempre tem razão”. 

A questão é: quando comecei no colégio, nem sonhava o quanto me envolveria com os alunos.

Oito meses depois, quero amarrar os tênis das crianças no shopping, pergunto sobre as notas dos estudantes e estou sofrendo (desde agosto!) com a formatura do pessoal do 3º ano. Alguns já se tornaram amigos e, outros (ou os mesmos!) são leitores do bloguinho! 

Quem me conhece há tempo sempre fala “quem te viu quem te vê!”, “você com crianças?”, ou coisas parecidas! 

Essa sou eu "trabalhando" na páscoa!

Agora, entendam: é tanto carinho, é tanta energia boa que seria impossível não me envolver. Como eu, a pessoa que mais se envolve com tudo no mundo, não vou amar e me preocupar por seres tão especiais?

Sim, virei tia de colégio!
Quando me chamam de profe eu atendo com grande naturalidade e acho a coisa mais fofa quando eles me abraçam e me chamam de “mamãe”!
Sim, porque hoje sou mãe de "crianças" de 16 anos e me muito orgulho dos meus filhos :)

Sorte minha que sou uma comunica (minha paixão), mas recebo o amor que os professores ganham todos os dias!



A vida é feita de pessoas legais

Sempre que escuto Engenheiros, me impressiono com as letras do Humberto.
Sério, ele é genial!

Daí, acabo de me lembrar que conheci e trabalhei com ele. E que a admiração só cresceu!
Lembro, perfeitamente, da nossa primeira conversa... Tínhamos uma reunião marcada e nós éramos os únicos a ter chegado.
- Acho que chegamos cedo.
- Sim, eu sempre chego antes de todo mundo!
- Eu também, é uma mal de capricorniano.
- É verdade, também sou capricorniana!
- É?! Então vamos nos dar bem!

Depois das devidas apresentações e de ficarmos esperando mais uns 10 minutos o resto da equipe chegar (ninguém era caprica como nós!) começamos a reunião!
Eu? Deixei a fã em casa e nem uma selfie fiz com ele :)

Tipo selfie, só que não!

Mas, o Humberto foi uma das várias pessoas legais que conheci nessas (quase) três décadas. Quando trabalhei com cultura então, cada dia era um ser mais interessante do que outro. É como é bom pensar nisso!
“Famosos” ou não, conheci tanta gente inteligente, com histórias legais, com senso de humor, tanta gente para se inspirar, para aprender.

Minha deusa da literatura Claudia Tajes, que nunca autografou um livro meu, é uma das gratas surpresas da vida. O que falar da família Pereira? Que orgulho de ter meu nome nos agradecimentos do livro mais legal que ajudei a produzir!

Tantos professores, escritores, músicos... Lembro que a morte do Tatata e do Nico me abalou profundamente. Que pessoas incríveis... que falta fazem no mundo!

*****

Mas, o que mais tenho carinho desse meu passado (bem recente) são os amigos que fiz. E como é bom trabalhar com amigos verdadeiros. Meses depois de ter saído, voltei ao meu antigo trabalho para rever as pessoas. Gente, como é bom sair de um trabalho e deixar amigos guardados – independente de escolhas profissionais!
Uma vez minha irmã, a Ana!, me disse que não há nada melhor do sair de um emprego deixando as portas abertas.
É verdade...

Mas, tenho que estender essa definição. Pra mim, a vida é feita de momentos felizes e de pessoas legais!

E eu tenho a sorte de ter conhecido muitas pessoas incríveis na minha vida e ter vivido momentos tão especiais com elas.

Como é bom fazer o que se ama e compartilhar com pessoas queridas!

[esse texto pode ter ficado bem esquizofrênico... Isso deve-se ao fato de eu ter despejado muitas emoções numa página de Word. Olha o que Engenheiros faz comigo!]

Uma das músicas preferidas da vida!




Meus dois amores

Não escrevi sobre futebol antes no blog porque somos divididas aqui... Duas coloradas e uma gremista. E um ponto forte em comum: FANATICAS. Mas uma coisa que temos iguais entre as três é não falo nada por que não gosto de escutar. E assim vamos vivendo em paz.

Não vou dizer que sou fanática por futebol de um modo geral, dessas que olha todos os jogos, de todos os times e que sabe o nome de todos os jogadores. Inclusive em que time jogou, quantos gols fez, etc e tal. Mas sou fanática pelos meus times... e foi uma coisa que surgiu em mim depois de “grande”.

Sou colorada desde pequena. Filha de pais gremistas fui influenciada pelo irmão mais velho da casa. Sempre fui muito puxa saca dele, assim que tudo que ele fazia eu iria fazer igual. Além de sempre preferir o vermelho que o azul. Pronto, foi assim que virei colorada.

Mas o fanatismo veio MUITO depois, quando realmente comecei a entender sobre futebol. E o fato de ter os dois piores gremistas em casa (meu pai e meu irmão mais novo) fez com que eu começasse a me interessar pelos detalhes, os números e por causa deles passei a odiar o grêmio. Digo que são os piores por que são daqueles insuportáveis relacionados a futebol. Daqueles que não da para conversar. Para ter ideia meu pai diz que é “bicampeão mundial” com o Grêmio. Vice-campeonato conta na tabelinha dele coitado. Como discutir com uma pessoa assim? Faz como eu: Não discuti. Simples e menos doloroso. Dou razão pra tudo que ele fala. Ele fica feliz, eu fico feliz.

Me tornei sócia e passei a ir nos jogos. Ia sozinha se não tinha companhia.

Quando conheci o Pablo, outro fanático por futebol me apresentou o Newell’s Old Boys. Confesso que até conhecer ele não tinha a mínima ideia quem era o NOB. Mas como o primeiro presente que dei para o Pablo foi uma camiseta do Inter, o meu não poderia ser diferente. Ganhei minha primeira camiseta do Newell´s... e a partir daí comecei a acompanhar o “Rojo y Negro querido”.

Mas LONGEE do que eu sentia pelo Inter. Mas já tinha um amor grande surgindo só de saber que o Guiñazú jogou aqui. E confesso que se o Pablo fosse do Central ia dar briga. Eu tinha 2 opções: Torcer para um time que estava na série B e que tem as cores iguais ao do Boca (ODEIO o Boca) ou torcer para um que tinha Vermelho e que é o time do Messi. Obrigada senhor por me mandar um LEPROSO.

Maktub

Vim morar na Argentina. Na primeira semana aqui já tinha me tornado sócia (alias, alguém avisa o Banrisul que o meu boleto de sócia do Inter chega sempre com um mês de atraso e aqui não tem Banrisul para pagar faturas atrasadas, obrigada). Comecei a ir em TODOS os jogos e bom, Argentino é tipo Gaúcho relacionado ao futebol. SOU ENLOUQUECIDA pelo Newell’s agora. Inclusive compro brigas e excluo canallas do meu face quando é muito alteradinho. Nunca vi mais parecidos com gremistas (não estou generalizando, tem uns bem legais – Gremistas e Canallas).



Quando me associei o NOB estava brigando para não cair para a B. Que tristeza. Começou o novo campeonato e advinha: Newell´s campeão. Tava faltando uma sócia Colorada. Olhai já cheguei ganhando títulos.

E agora eu tenho o coração dividido (sem saber o que fazer uma esta sempre comigo e a outra sempre quis ter. Não resisto a uma boa música, sorry). Uma das maiores emoções futebolísticas depois de todos os títulos que vi o Inter ganhar foi o Newell´s x Grêmio na Libertadores. Fui para o estádio com a camiseta no Newell´s e a bandeira do Inter. Depois de tanto tempo sem estar em um jogo do Inter me senti em um greNAL. Como eu gritei... MEU DEUS.

Eu e o Juanma no alambrado no jogo Newell's x Grêmio


Mas como o universo não queria nos ver tristes (faz de conta que a gente ia ficar triste uma pela outra caso alguém saísse vitorioso) fez a gente empatar os dois jogos né Juli? E respondendo a tua pergunta: Entre Inter x Newell´s... Estou fazendo promessas para esse dia não chegar.


Ter irmãos é tudo de bom! Ops... É muito divertido!

Hoje é dia do irmão, então meu post de hoje vai ser especial para os meus melhores amigos de infância, adolescência e vida adulta.
Não lembro da minha vida sem eles, temos menos de dois anos de diferença. As marcas da nossa amizade ficaram até hoje. Só que esse texto não é para ser meloso, de derretimento de amor por eles, é para contar um pouco das nossas histórias e das marcas físicas que nossas brigas de amor deixaram, literalmente...

Queridos! Uns doces de crianças!


Meu irmão nasceu no meio de muitas mulheres, meus pais sempre disseram que ele precisava defender as irmãs e as primas, que não deveria ser covarde de machucar meninas e que deveria nos proteger. Ele até aprendeu bem essa lição. Acontece que eu me aproveitava muito disso. Coitado! Ele se segurava, tinha paciência, mas eu era terrível. Uma vez, ele estava jogando futebol de botão, sozinho, ele contra ele mesmo (nunca entendi como conseguia) e eu peguei uma ripa de madeira e fiquei cutucando ele, chamando ele de “bixa”. Era uma coisa cruel de verdade. Falava bixa e cutucava, cinco segundos depois, bixa e cutucava, mais cinco segundos, bixa e cutucava. E fiz isso até ele sair correndo atrás de mim. Me tranquei no quarto. Ele foi até a cozinha, pegou um facão de cortar frango e machadava a porta de madeira dizendo que ia me pegar. Dessas brigas, quase sempre usávamos acessórios para auxiliar nosso poder de convencimento, como as correntes de ferro dos cachorros, panelas, facas, pedaços de madeira, e por aí vai. Na falta de objetos, as unhas socorriam e até hoje tenho marcado as unhas dos meus irmãos nos meus braços. E as minhas unhas nos braços deles.

Alguns dos nossos primos!


Mas nem tudo era briga para valer, as vezes era só uma lutinha mesmo. Retirávamos e afastávamos tudo o que podíamos da sala, para montar um tatame sobre as almofadas do sofá. Não lembro de quantas vezes isso rendeu torções nos pescoços das cambalhotas, roxos nas canelas e claro, dedinhos dos pés quebrados.

Tá, alguém por aí pode pensar que nos odiávamos, mas não. Nos amávamos mesmo! E nos amamos de verdade. Brincamos muito juntos, mas nos sacaneamos também. Durante muito tempo dormimos os três no mesmo quarto, o que proporcionou muitas risadas antes de dormir. Principalmente relacionadas ao beliche. Eu mais velha, sempre dormi na parte de cima da cama. Quis sacanear minha irmã, que estava na parte de baixo. Me deu vontade de espirrar, abaixei a cabeça na direção dela e espirrei no rosto dela. O que aconteceu? Fiz isso com tanta vontade que dei uma cambalhota no ar e caí com tudo no chão. Foi risada até tarde, não conseguíamos parar de rir. Até hoje é assim!
Outra vez, minha irmã, linda, quis dormir na parte de cima da cama, já se achava grande, minha mãe fez a gente trocar de lugar. Resumindo, ela passou mal de madrugada, colocou a cabeça pro lado e vomitou em cima dos meus cabelos. Na época tinha um baita cabelo pela cintura. Eu não acordei com o episódio. Então minha mãe me acordou, de madrugada, pra eu lavar os cabelos. Drama da madrugada: tinha faltado água!!!

O Beliche e o meu cabelo


Só que o mais impressionante de tudo, é que nós nos uníamos contra os outros. Já entrei em briga no colégio para defender meu irmão. Cuidava deles quando íamos para a escola sozinhos. E o mais impossível de tudo: conseguimos dar sumiço em 3 empregadas/babás de casa simplesmente porque não gostávamos delas. Sério! Elas deviam odiar a gente.

Sempre fomos bem diferentes, dificilmente brincávamos com os mesmos brinquedos, mas sempre estávamos juntos. A Juli morria de ódio de mim, quando finalmente aceitava brincar de Barbie com ela, montava uma história espetacular, organizava toda a cena, mas chegava na hora de brincar, não queria mais. Para brincar juntos, tinha que ser no vôlei, basquete, futebol, jogo de taco, bicicleta, tabuleiro, cartas, essas coisas.

Muitas histórias para contar




Tivemos uma infância feliz! Fazíamos bulling uns com os outros, mas nos defendíamos dos outros também. Disputávamos a areia da praia. Não nos traumatizamos... Sobrevivemos! E até hoje, adoramos sacanear nós mesmos e os outros, temos as melhores ideias, juntos! Não é a toa que hoje, um pouco antes de almoçar com a Juli, ela já estava preparando mais uma sacanagem contra o Guilherme.




Juli e Guilherme, amo vocês!


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Texto traducido al español


Tener hermanos es muy bueno! Es muy divertido.

Hoy es día del hermano, entonces mi publicación va a ser especial para mis mejores amigos de la infancia, adolescencia y de mi vida adulta.
No me acuerdo mi vida sin ellos, tenemos menos de dos años de diferencia entre nosotros. Y las marcas de nuestra amistad quedaran hasta hoy. Pero ese texto no es para ser meloso, de derretimiento de amores por ellos, es para contar un poco de nuestras historias y de las marcas físicas que nuestras peleas de amor nos dejaron, literalmente…


Queridos, dulces chicos.

Mi hermano nació en el medio de muchas mujeres, mis padres siempre le dijeron que necesitaba defender las hermanas y las primas, que no debería ser cobarde de lastimar a las chicas y que debería protegernos siempre. El aprendió bien la lección. Pero yo aprovechaba mucho de eso. ¡Pobre! El intentaba contenerse, tenía mucha paciencia, pero yo era terrible. Cierta vez él estaba jugando fútbol de botones. Solo. Él contra él mismo (nunca entendí como hacia eso) y yo con un trozo de madera le pegaba, llamándolo de maricón. Era cruel. Decía maricón y le pegaba, cinco segundos después, maricón y le pegaba, cinco segundos más, maricón y le pegaba. E hice eso hasta que salió corriendo atrás mío. Me encerré en la pieza. Él fue hasta la cocina agarro un cucharón y empezó a golpear la puerta diciendo que iba a pegarme.

En esas peleas casi siempre usábamos cosas para auxiliar en nuestro poder de persuasión, como correa de los perros, ollas, cuchillos, trozos de madera y etc. En la falta de cosas, las uñas solucionaban. Hasta hoy tengo marca de las uñas de mis hermanos en mis brazos. Y ellos de las mías.


Algunos de nuestros primos

Pero no eran peleas muy pesadas, a veces era solo jugando. Sacábamos y corríamos todo lo que podíamos de la sala, para armar un ring con las almohadas del sillón. No me acuerdo cuantas veces eso nos produjó lesiones en los cuellos por las tumbas carneras, de los moretones en las piernas y obvio, deditos de los pies quebrados.

Alguien puede pensar que nos odiábamos, pero no. Nos queríamos mucho. De verdad. Jugábamos mucho juntos, pero nos molestábamos también. Por mucho tiempo dormíamos los tres en la misma pieza, lo que proporciono muchas risas antes de dormir. Principalmente relacionadas a la cucheta. Yo como la más vieja siempre dormía en la cama de arriba. Un día quise molestar a mi hermana, que estaba en la parte de abajo. Tuve ganas de estornudar, baje la cabeza en dirección a ella y estornude. ¿Pero qué pasó? Lo hice con tantas ganas que me caí con todo al piso. Fueron risas hasta tarde, no podíamos parar de reírnos. Hasta hoy es así.

Otra vez mi hermana, hermosa, quiso dormir en la parte de arriba de la cama, ya pensaba que era “grande”, así que mi mama me hizo cambiar con ella. Resumiendo, ella pasó mal por la noche, puso la cabeza para el lado y vomito arriba de mi pelo. En aquel tiempo yo tenía pelo largo, me llegaba a la cintura. Yo no me desperté con lo que paso. Pero mi mama lo hizo para lavar mi pelo. Drama de la noche: ¡no tenía agua!


La cucheta y mis pelos

Lo más impresionante de todo es que nos uníamos contra las otras personas. Ya entré en peleas de la escuela para defender a mi hermano. Los cuidaba cuando íbamos solos a la escuela. Y lo más imposible de todo: conseguíamos hacer “desaparecer” tres empleadas/niñeras de nuestra casa solo porque no las queríamos. ¡En serio! Ellas deberían odiarnos.

Siempre fuimos muy distintos, difícilmente jugábamos con los mismos juguetes, pero siempre estábamos juntos. Juli moría de odio de mí, cuando finalmente aceptaba jugar de Barbie con ella montábamos una ensena espectacular y todo, pero en la hora de jugar yo ya no tenía ganas. Para jugar juntas tenía que ser vóley, básquet, futbol, bicicleta, juegos de mesa, cartas y esas cosas.

Muchas historias para contar

! Tuvimos una muy feliz infancia! Hacíamos bulling con nosotros mismos, pero nos defendíamos siempre de los otros. Disputábamos la arena en la playa. No nos traumatizamos... Sobrevivimos. Y hasta hoy adoramos molestarnos a nosotros mismos y los otros, tenemos las mejores ideas juntos. No es en vano que hoy, un poquito antes de almorzar con Juli, ella ya estaba planeando una contra Guilherme.    




¡Juli y Guilherme, amo ustedes!


Alma de noiva

Escrevo esse texto na euforia de ter sido convidada para ser madrinha de casamento de super amigos meus!
E quer saber: Amo casamento!

Sempre amei as princesas da Disney (sei de cor os diálogos da Cinderela) e minhas barbies, que eram super bem sucedidas profissionalmente, sempre casavam com uma grande festa e um vestido bufante. Momento “eu confesso”: tenho o vestido da minha Barbie noiva guardado até hoje, olha aí!

Sempre sonhei em casar e sempre amei casamentos!

Quando fiquei noiva, amava escancarar meu “status” por aí. Tanto que usava uma correntinha dourada escrito Bride. Casei com tudo que sonhei quando pequena: vestido branco com saia rodada, coque e véu e numa igreja com uma longa escadaria (complexo de Cinderela!).

Sem sombra de dúvidas, foi o dia mais feliz da minha vida até hoje!

A questão é, que depois que casei, seguia sendo a “noivinha” – apelido que ganhei no meu trabalho, antes mesmo de ter sido pedida oficialmente. Depois de meses casada, comentei com meu amigo: Mas, não sou mais noiva!
E a resposta foi certeira:
- Você nasceu noiva, Juli. Você tem alma de noivinha!

E é verdade!
Sou dessas bobas, que acredita muito no amor e que ele deve ser celebrado sempre! Adoro rituais e de dar significado às coisas. Ou seja, CASAMENTO!

Eu, noiva!

No meu casamento celebrei meu namoro de 10 anos, além de ter dado “cargos” especiais para pessoas especiais da minha vida. Brinco que o casamento facilitou a categorização de alguns amigos e parentes: não são apenas amigos ou primos, são meus padrinhos!

Por isso, entendam a minha felicidade em receber o convite para ser madrinha de um casamento!
Serei – pelo menos, na minha cabeça – uma pessoa especial na vida de amigos tão amados.

Não há nada mais linda pra mim!

Agora, é começar a dieta e ajudar a noiva. Porque além de ter que estar linda no altar, minha missão como madrinha é de grande responsabilidade!


 
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