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Sabe quando amigas se reúnem para ter uma noite só de gurias?
Que conversam sobre tudo, com comidinhas e bebidinhas gostosas?
Aquela noite cheia de segredos e boas risadas?
Chamamos isso de Noite Mulherzinha!

E é esse papo bem humorado que vamos trazer pra cá.
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Saudade

Uma vez a Juli escreveu um texto sobre a palavra que definia o ano dela e nesse dia pensei que não havia outra palavra no mundo que definisse meu ano melhor que “Saudade”.

Começo a escrever esse texto em meio a um caos mental. Hoje estou sensível, mais do que sensível... estou transbordando emoções. Fazem duas horas que choro sem parar. Por que? Bom, saudade é a palavra que me define. Mas hoje é um caso especial...

Sinto saudade da família, dos amigos, de casa TODOS os dias. Já até me acostumei com essa dorzinha interior. Mas hoje essa palavrinha me pesou. Estava conversando com a minha mãe e ela me contava toda entusiasmada que ia começar a fazer academia. Que isso ia fazer ela se sentir melhor, com mais vida (se é que ela necessita, já que em plenos 58 aninhos tem folego de uma guria de 20).

E em seguida me fez uma pergunta em uma publicação que tinha feito no face a poucos minutos... “Que passou na minha vida que eu nunca ia esquecer?” Parei uns minutos para pensar e lembrei de quando dancei com meu pai nos meus 15 anos. Me lembro que eu não queria dançar valsa, de jeito nenhum, e implorei pra ele não fazer isso. Só que ele colocou uma música (“Filha” do Rick e Renner) e ficamos esses minutos abraçados chorando de uma lado ao outro.


Foi um momento único. Depois o agradeci por ter feito, e com certeza isso NUNCA vou esquecer. E ai veio o peso da palavrinha aquela que já mencionei um par de vezes. E por um momento me senti egoísta de estar aqui... longe deles. E foi ai que o caos mental começou.

Como me dividir em duas? Como aproveitar meus “velhos” e não deixar para trás tudo que conquistamos aqui? Como simplesmente dizer tchau e voltar correndo pro colo dos meus pais? Não posso. Queria que as coisas fossem mais simples e que o tele transporte existisse.

Sou MUITO feliz aqui. Digo isso todos os dias para o Pablo. Nosso apê, os gatos, a faculdade, as experiências, um novo idioma e cultura.  Tem como seguir tudo isso e diminuir a distância de casa em uns 1000km? Deveria ter uma lei que te permitiria tirar ferias e ter tudo pago pra qualquer lugar caso fosse comprovado que tu ta precisando de colo de mãe. Não tem remedio melhor para qualquer angustia e insegurança.


O que nesse momento me conforma é que a ideia, minha e do Pablo, é de um dia voltar para o Brasil. Viver na praia e consequentemente mais pertinho de casa, da família e dos amigos. Esse dia vai chegar... espero que não demore taaaaaaanto. Mas daí a pergunta vai ser: E será que o Pablo vai estar preparado para a nova palavra que vai definir ele? #Oremos


Ainda sobre Casamentos, é claro!

Simmmmm nos empolgamos com casamentos, muito, de verdade. E com a notícia de dois casamentos surgindo na vida das nossas blogueiras voltou com tudo esse assunto. A Ana já escreveu sobre o ano ímpar, e como é ser uma noiva não noiva. Já a Juli (a única casada, por enquanto, no blog) sobre os mitos e verdades sobre casamentos.

E eu? Que escrevo? Não sou noiva, nunca fui casada, e minha única experiência com casamentos foi como madrinha. Então decidi escrever como passei de “Casar? NUNCA” para “Já tenho a data do casamento sem ter noivo”, já que me falta um pedido ainda. Né amor?!


Fui madrinha de casamento de um primo quando eu tinha uns 18, 19 anos. Me lembro que na época pensava como as pessoas gastavam tanto dinheiro para uma noite. E não era só com casamentos. Eu sentia a mesma coisa quando as pessoas gastavam o que não tinham por uma festa de 15 anos. Nos meus 15 tudo o que eu queria era um computador.

Até que... fui no casamento de uma amiga de infância. E foi simplesmente INCRIVEL. Não parecia ser uma festa cara, mas me apaixonei pelos detalhes, pelo vestido, pelo vídeo dos noivos e principalmente pela alegria estampada na cara deles. Pronto. QUERO CASAR. MUITO. Com tudo que tenho direito. Depois como madrinha da Juli pude vivenciar o desejo de um casamento mais de perto e fui cada dia mais tendo a certeza que também queria tudo aquilo pra mim um dia.

Agora vivo sonhando acordada com tudo que tenho planejado para o meu casamento. Não sei se pretendo casar de papel passado mas da festa não abro mão. O Pablo nunca pensou em casar também... e me lembro de um comentário no meio da festa da Juli e do Gabriel: “Deu até vontade de casar” “É um pedido? :D” “Ainda não. Só te estou dizendo que quero festa também”. Algo é algo né gente. :)

Agora nos divertimos pensando em coisas para o nosso futuro (espero não tão longe) casamento. O bom de ter gostos muito parecidos é que todas as minhas ideias ele aprova. Confesso que já tenho uns 15 modelos de vestidos no meu carrinho de compras do Ali Express. E que minha maior dúvida é casar no Brasil ou na Argentina?

Acreditem, tenho tudo planejado. Para o lugar que for. Só me falta o anel.




Universo Paralelo

Minha pagina preferida no facebook, depois do nosso bloguinho e da minha pagina de foto é a “Disney Irônica”, fico horas olhando as postagens deles e me identificando com cada post. Nesse mesmo dia tinha começado a escrever um texto para o blog sobre como me sinto (eu e o mundo) quando estou de fones de ouvido ouvindo minhas musicas favoritas e me deparo com esse post da Disney Irônica:



Depois de rir por minutos me dei conta o quando realmente me imagino em cada clipe. Clipes que invento na minha cabeça. Acho que por ser uma cantora frustrada (já que meu sonho era ter uma banda de rock e não sei cantar, muito menos tocar um instrumento) e uma ex-bailarina me ajudam na criatividade nesse momento.

Algumas músicas me imagino só dançando, algumas me imagino cantando por ai, outras invento clipes... tem uma que escuto sempre que é a musica do clipe das madrinhas do meu casamento (olha o ponto que a pessoa chega), já sei como vai ser tudo. Vai chegar o momento e já tenho tudo bem pensado. As vezes andando pela rua tenho que me segurar para não estar cantando alto, ou dançando, ou mechendo os braços e fazendo caretas. Nos sentimos em outro lugar, mas ainda estamos aqui (que pena).

Tenho musica para um solo de balé com tutu vermelho e rock pesado. Tenho musicas para solos de street jazz, para momentos especiais, para surpresas, para tirar fotos, para preparar a comida, para caminhar sorrindo e até para dançar loucamente.



Como os fones de ouvido nos fazem entrar em um universo paralelo só nosso, e como o mundo fica colorido e mais leve. Em um momento tu podes ser tudo que quiser ser, só precisa de música boa, imaginação e uma pitada de loucura. E quantas vezes a gente acaba voltando à música antes que ela termine só pra voltar a imaginar tudo outra vez?


Eu? Acabei de voltar uma. :)

Amizade depois dos 30!

Quanto mais velhos ficamos, menos tempo queremos perdem com bobagens.
Especialmente, quando se trata de relações.
Queremos apenas as mais profundas e verdadeiras.

Estou nessa fase!
Não quero ter mil conhecidos no facebook, quero 20 amigos verdadeiros, que posso passar semanas sem falar que nada vai mudar ou aqueles que falar todo dia não é o suficiente!
E posso afirmar: eu tenho!
Mas, quando você chega no ano dos 30, você começa a realmente “descartar” quem não faz diferença na sua vida. E sem culpa! Simples assim!
E isso é libertador!


Acho que a vida que nos obriga a essa (SÁBIA!) escolha.
Agendas lotadas e prioridades distintas nos afastam e, ao mesmo tempo, nos aproximam de algumas pessoas. Ficamos mais seletivos, procuramos pessoas com quem já temos afinidades estabelecidas. Parece que não temos mais tempo – e paciência – a perder com que não compartilha os mesmos valores que você.
(Importante: valores não quer dizem opinião, ok?!)

Estudos mostram que adultos não costumam firmar novas amizades. Isso porque já temos claro o que é bom para nós e, uma nova pessoa se encaixar naquilo que pensamos, é difícil. Não concordo muito!
Acredito é que não fazemos mais questão de ser “popular”. Sabe quando entramos em um trabalho novo? Não queremos ser amigo de todos, mas queremos conhecer uma ou três pessoas especiais.

Nem acredito que escolhas pessoais podem acabar ou fortalecer amizades. Tenho amigos casados, solteiros, baladeiros, com filhos, de direita e de esquerda, engajados e alienados e por aí vai!
São todos especiais, cada um de uma maneira!


Esse texto, que por momentos pode parecer amargo, é na verdade um culto ao amor. Me parece claro que escolhendo quem tem prioridade nas nossas vidas. Quem “vale a pena” de verdade.
Eu já fiz minhas escolhas e estou bem feliz com elas!


10 desesperos de uma gaúcha morando na Argentina

Acabei de ler uma matéria na Zero Hora falando sobre os hábitos que os gaúchos não perdem quando moram longe do RS. Obvio como já era de se esperar, o li imaginando ser um texto escrito por mim. Identificava-me a cada paragrafo. E então decidi fazer uma lista das dez “desesperações” de uma gaúcha que mora na Argentina. Tenho que dizer que morar na Argentina não deve ser tãoooo difícil quanto morar em São Paulo (imagino) que era o caso da Larissa Gargaro, autora do texto. Mas vamos à lista do desespero:


1 -  A saga da Erva-Mate

Ok, eles tomam mate. Mas não é chimarrão. Desde que vim pra cá não deixo de procurar nas prateleiras de todos os supermercados a nossa erva. Chorei de emoção quando me disseram que vendiam em uma loja especializada em ervas. Corri até lá para comprar quilos e mais quilos... e para meu desespero, não TINHA. NUNCA TEVE.
A dona da loja me explicou a diferença. A erva gaúcha é uma planta nova, de três meses (por isso a cor verde fosforescente) e a erva Argentina é uma planta de 11 meses em diante, tem a folha seca. O que seria a nossa erva para tererê.
O jeito é seguir trazendo quilos em todas as viajem.
Uma dica para quem mora fora: Congelar a erva. Toda vez que abre um pacote é como se recém tivéssemos comprado o pacotinho. ;)

2    2 - Escutar um “guria” (leia com aquele sotaque de “guria, nem te conto”)
Conheci muitos brasileiros vivendo por aqui, mas a verdade é que a gente acaba ficando mais perto dos gaúchos. É como se (e é) só entre nós estamos realmente em casa. Minha melhor amiga aqui em Rosario é uma gaúcha (obvio) e sempre nos juntamos para falar um pouco de gauches. Coisas que só nos entendemos. E pra falar sem culpa que vamos tomar um chimas comendo bergas no sol. Por que para os argentinos “berga” é outraaaa coisa. (Joga no google).
É chato ter que corrigir os argentinos quando te dizem: “Hola Menina, hola Garotinha”.
É guria, tchê.

      3 -  Ser identificada só por outros gaúchos
Tenho uma canga que é a bandeira do RS. E sempre que vou para o parque tomar um mate levo comigo. Já cansei de escutar gente falando português na minha volta e não identificam a bandeira. Um dia um grupo de Paulistas (imagino que sejam paulistas pelo sotaque) passou por mim e minha bandeira no parque e disseram: “Olha um chimarrão. Só que de Argentino”.  E se foram.
E outra vez uma guria parou na minha frente e me disse: “Diz que tu esta tomando chimarrão?”. Identificou-me pela bandeira e pelo verde da erva. :’)

      4 - Chorar de emoção quando vê um coraçãozinho
Os argentinos comem qualquer parte do boi. QUALQUER PARTE. Não vou escrever aqui quais, mas pensa em uma ai... sim eles comem isso também. Daí minha pergunta é: CADÊ OS CORAÇÕES DE GALINHA??? No máximo tu encontra um nos miúdos que vem junto.

     
      5 -  Guaraná
Não tem. E quando eu tento explicar eles acham que é energético. Daí larguei de mão.


      6 - Pão com Alho
Argentino come pão com tudo, menos com sopa. (Se entender essa me explica). Que eu acho incrível eles não comerem pão com alho quando fazem assado. Já tinha conversado com a Juli que o dia que a gente fizer uma fabrica de pão com alho e coraçãozinho na Argentina vamos ficar ricas.


     
      7 -  Me sentir uma retardada quando concordo falando “Aham” ou “Pior”
Só o fato de eles falarem “tu” e “che” já me ajuda pacas. Mas é quase instantâneo o “aham” enquanto a outra pessoa me esta contando algo. Mais de dois anos vivendo aqui e não consigo trocar o “aham” pelo “si” no meio de uma conversa.
“Ah é”, “Bem Capaz”, “Mas vai te deitar”... ainda busco traduções para não esquecer.

      8 - Me emocionar quando vejo alguém com a camisa do Inter/Grêmio
É comum ver gente com camisetas de times de futebol do Brasil. Tem muito São Paulino, Flamenguista, Santista e muito, mas muitos Corintianos que quando vejo um colorado da vontade de abraçar. A probabilidade de esse colorado ser gaúcho é de 95%.
E morro de ódio quando me perguntam “Corinthians ou Flamengo?”
-INTER POR..A.

      9 - Explicar que gaúcho é diferente de Brasileiro
Passo muito tempo tentando explicar que nós somos bem mais parecidos com Argentinos que com o resto do Brasil. A tradição, os costumes, a maneira de viver e até o dialeto. Ontem descobri que aqui também falam “gol de chiripa”. É legal descobrir essas coisas, que no norte do Brasil certamente não nos entenderiam. Eu fico emocionada quando alguém acha que não vou entender uma palavra, mas entendo só por que sou gaúcha. J

      10 -  Saudade de arrepiar
Como a Larissa falou no texto dela a gente acaba reclamando de tudo e de todos enquanto ainda vivemos na Terrinha. Mas uma vez que passamos à fronteira a saudade desse acolhimento gaúcho é instantâneo. Eu quando morava no Sul vivia reclamando que meus pais tinham casa em Cidreira. Agora fico contando os dias para estar lá novamente.
Saudade do cheiro de cuca feita na hora, do feijão no fogão a lenha, das pessoas, de casa.

Acho que é normal né? Assim pelo menos nos arrepiamos ainda mais a cada hino que escutamos sem querem em um vídeo no Facebook. Confesso que eu choro quando escuto. E da vontade de gritar bem alto. “Ahhh, eu sou gaúcho”.

Ps.: Me esqueci de colocar na lista junto com o coraçãozinho e Pão com Alho o NOSSO famoso XIS. Meuuuuu Deussss.... comeria uns 2 Xis Bagunça nesse momento.


As minhas (não) férias e novas prioridades

Minhas férias!
Vai dizer que todo início de ano escolar você não tinha que fazer essa redação? Tédio!
Azar, vou fazer nesse primeiro texto de 2015 no bloguinho “as minhas (não) férias”, afinal, foram uns 3 meses muito intensos.

- Nota bem importante: não tive férias de verão nesse 2015. Trabalhei todos os dias de janeiro e fevereiro. Por isso, não venha achando que irei narrar grandes aventuras, OK?!

O ano novo foi na beira da praia com o marido. Delícia!
Dia 2/1, cama! Legal, né #sqn
(Estava aí o primeiro sinal que novas prioridades deveriam ser pensadas)

Janeiro foi com semanas quentes e produtivas de trabalho e finais de semana na praia. Ah, e foi interrompido com um mega evento: Foo Fighters, bebê!

(tá esse show, merece um post especial aqui no bloguinho)

Daí, vem o feriado de Navegantes! Vem Maragogi!
E foi lindo, maravilhoso, incrível! 
Isso tudo, todo mundo já sabe. Coloca no google imagens que você vai ver que lugar maravilhoso.


Mas, lá me ví num lugar onde ninguém se preocupa com horários, sinal wifi ou o aviso do iphone que só restam 20% de bateria. Nos dois primeiros dias, entrei em colapso. Depois, percebi que eles são bem mais felizes e sabiam aproveitar o tempo melhor do que eu!
E esse foi um ensinamento pra vida!

A Pam chegou <3 E passamos um final de semana juntas!!!


Chegou o carnaval e “veio uma aranha nos incomodar”.
Uma marrom, para ser mais específica. Na segunda-feira de carnaval, Morena foi mordida e, essa pequena gota de veneno, tem feito nossa filhote lutar pela vida até agora.
(vocês não tem noção o estrago que esse pequeno bicho faz).


Com a Morena internada, minha tendinite ressurgiu das trevas e atacou minha mão direita de tal forma que imobilizar foi a única solução vista pelo meu médico.
Nesse mesmo dia, a tristeza da perda de uma pessoa querida me derrubou.

Estava acabada!
Depois de dias de tristeza, saudades da cã e dor, resolvi rever as minhas prioridades!

Talvez, essa seja a resolução de 2015: descomplicar. Simplificar.
Tarefa difícil! Mas, estou começando aos poucos. A evolução já começa a aparecer: saí de sandália sem ter feito o pé! Simplório? Pra mim, isso é uma proeza enorme - que não me orgulha nada!
Vou tirar 10 dias de férias agora, e tenho esse tempo para me reorganizar e aprender a simplificar mais a vida!

Boa sorte pra mim!

A Saga da Agenda

Todo inicio de ano para mim começa com a minha saga em encontrar a agenda perfeita. Não posso simplesmente entrar em uma livraria e comprar a mais barata ou aquelas pretinhas básicas. Ela tem que ser especial, por que meu novo ano merecem coisas especiais.
                                  
Sou dessas que escreve tudo na agenda (clássica virginiana) e gosto de fazer corações em datas especiais, escrever todos os aniversários, e claro tudo muito colorido. Para mim as agendas são fundamentais no ano, é nela que escrevemos (eu pelo menos) todos acontecimentos importantes, datas tão esperadas e qual foi o dia que comprei ração a ultima vez para o meu gato, por exemplo.

Passo um bom tempo olhando agendas em uma livraria a cada inicio de ano. Por que é um conjunto de beleza, praticidade e conforto. Não pode ser muito grande, nem muito pequena. Tem que ter capa linda, mas ter espaço para escrever dentro e sempre tem que ser de espiral.  

Minhas 3 ultimas agendas
2013 que ganhei de alguém muito especial que 2012 me trouxe
2014 Marcando o ano que entrei para a Faculdade de Fotografía
E 2015... Paris? Praticando a lei da atração. Quem sabe se eu olhar essa palavrinha todos os dias ;)

Encontrado todos os elementos de uma agenda perfeita é a hora de comprar e chegar em casa para escrever coisas que já programamos para o ano. Os aniversários, as viagens programadas, o primeiro dia de aula, e esperar... para enche-la de bons momentos e recordações.


Agora que já encontrei minha agenda perfeita... Pode vir 2015, que vou lhe usar. ;)

Taxiii

Quando vim morar na Argentina sabia meia dúzia de palavras em espanhol. Nunca estudei a língua e o pouco que sabia era de escutar o Pablo falar. Depois de uns meses morando aqui a compreensão estava tranquila, sabia ler e até escrever algumas coisas, mas falar foi sempre minha dificuldade. Talvez por que com o Pablo falo em português.

Com uns 6 meses comecei a tentar a falar... e foi muito difícil. Tinha pessoas que me entendiam super bem e outras que não entendiam nada. Nunca tinha certeza se estava indo bem ou mal. Com um ano de vida Argentina é que realmente comecei a falar bem (uns 75%), sobrevivo e já até consigo falar por telefone (coisa que até ano passado me dava pânico).

Minha maior dificuldade até hoje são os “erres”. Aiiii que difícil. Perro (cachorro em espanhol) é a palavra mais difícil pra mim. Hoje em dia faço tudo praticamente sozinha e pegar taxis é a coisa mais divertida pra mim, já explico por que:

Quando pego um taxi e tenho que ir para ruas com o nome “Salta” ou “España” não acontece nada, é uma corrida normal em um taxi normal. É divertido quando tenho que dizer ruas do tipo “Dorrego y Entre Ríos, por favor,” o taxista me olha pelo espelho e me pergunta “Tu não é daqui né?” Não, sou brasileira. E pronto.... Muitas histórias para contar.

“Por que a Argentina?”
“Por que Rosário?”
“Veio estudar?”

Daí começa a maratona de perguntas. Quando não estou a fim de conversa digo que vim estudar medicina e pronto. Afinal 30% da faculdade de medicina de Rosário são de alunos Brasileiros. Os taxistas estão acostumados e não perguntam mais nada.

Mas minha diversão hoje em dia é contar historias, inventar coisas e fazer aflorar meu lado atriz.
Já inventei que era do Rio de Janeiro, que era turista, que vim a trabalho por uma empresa multinacional, que queria só ir morar em um lugar diferente e etc.

Mas a ultima conversa foi a mais divertida:
- Hola, a donde vas?
- Entre Rios y Tucuman, por favor.
- Você não é daqui né?
- Não, sou brasileira.
-Veio estudar?
-Não, vim gravar cenas da minha próxima novela (aproveitei que estava linda indo para uma festa e estava arrumadinha).
-Você é atriz? De novela brasileira? (Eles amam novelas brasileiras, principalmente Avenida Brasil)
- Sim. Há pouco tempo passou uma novela que eu participei aqui, Avenida Brasil, conhece?
-No me digassss. Agora te olhando eu me lembro de ti da novela.

Sorri, me pediu um autografo e desci do taxi. (O caminho era curto, se não ia ter que inventar um roteiro inteiro). Queria saber com que ele me achou parecida. Afinal estou mais pra Carminha que para Nina. 

Agora sou famosa na Argentina, para um taxista pelo menos.

Não. Não gosto de seriados!

É estranho. Nos dias de hoje, mais ainda...
Mas, eu não sou fã de nenhuma série de TV. Acreditem!
E isso, hoje, me exclui de algumas rodas de conversas e, até, dificulta novas amizades...
Porque, vamos combinar, todo mundo ama uma ou 10 séries.


E não é por falta de espaço na vida.
Apenas, não consigo virar "fã" de nenhuma. Gosto de House, Law  & Order e assistia alguns episódios de Sex and the City. Nada além disso!

Talvez não tenha paciência de esperar semanas para próximos episódios, sei lá!
Acho que não gosto mesmo é do formato. Afinal, gosto de histórias, de literatura só não gosto de séries!
E como é difícil não gostar... Parece que temos obrigação de nos tornarmos fãs de alguma série. Que temos que saber diálogos e passar horas discutindo possíveis finais de personagens de séries que duram longos anos.

Quando me perguntam se vejo alguma - e a resposta é sempre não! - vem a parte mais chata: "Ah! É porque você ainda não viu essa. Você tem que ver! É assim...".
Putz! Chaaaato!


Acho que o meu cérebro não foi "educado" para tal entretenimento televisivo. E quer saber: nem pretendo educá-lo!

Deixa ele assim: amando García Márquez e Machado de Assis, sem dificuldade nenhuma em ler Saramago, adorador de documentários e sabido dos diálogos da Cinderela minha princesa preferida!

Mas isso é assunto de um próximo texto... :)

Sobre o dia que me senti livre

Hoje eu quero contar sobre uma experiência que estou vivendo na minha vida. Há um mês e meio deixei de tomar pílulas anticoncepcionais. Não, não quero engravidar agora e já explico o porquê da minha decisão.


Começou há uns dois anos mais ou menos que me sentia desconfortável na hora de tomar a pílula. Na mesma hora sentia vontade de vomitar. Era como se ela tivesse gosto pra mim. Procurei minha ginecologista e trocamos de pílula. Igual seguia me sentindo muito estranha, o ato de toma-la todos os dias para mim era estranho.

Era como se o ato de todos os dias tomar uma pílula lembrasse porque estava tomando ela. Por que não queria engravidar, porque queria ter um ciclo menstrual regular, por que tinha medo. A partir daí comecei a ler muitas coisas relacionadas a pílulas. E cada dia fui mais me identificando com tudo que lia.

Sempre me senti mal quando tomava o remédio. Tinha dores muito fortes a cada ciclo e confesso que para chegar nos “finalmentes” sempre foi muito difícil e vontade de ter relações era cada vez menor. Além de me sentir inchada, com dores de cabeça, bipolar, depressiva, com mal-estar, ansiedade e bom,  tudo isso consta na bula.

Há um mês e meio decidi no meio de uma cartela que não queria mais isso. Queria a voltar a ser eu (uma eu que nunca conheci). Queria sentir meu corpo, me sentir MULHER outra vez. Estranho né? Queria me sentir livre. Tinha a sensação que essa bolinha minúscula rosa me matava todos os dias por dentro. (Sim, sou bem dramática). Compramos caixas de preservativos. E pronto, tchau anticoncepcional.

A primeira semana foi punk. Me senti MUITO mal. Como se estivesse deixando de tomar um remédio controlado. Me sentia realmente muito estranha, como se algo estivesse faltando todo o tempo. Uma semana de dores de cabeça fortes, de tonturas e vontade de vomitar. Um sangramento fora do normal (que na verdade era o normal agora) e medo. Será que era a coisa certa a fazer?



Passou a primeira semana e logo comecei a sentir “coisas”. Minha barriga já começou a ficar menos inchada, comecei a me sentir mais bonita, comecei a sentir meu corpo. Na minha semana “fértil” parecia que tinha colocado silicone, meu cabelo estava lindo e comecei escutar alguém dizer: Isso é novo, o que tu andou olhando. :P Queria explicar com cada detalhe tudo que mudou dentro de mim. Mas a única coisa que posso dizer é que me sinto maravilhosa, natural, livre e feliz.


Ps.: Aqui deixo um link de uma reportagem sobre porque o anticoncepcional é considerado um veneno para as mulheres. (Corpoinconsciencia.com)


Síndrome da mochila de final de semana

Quem já namorou por bastante tempo sabe bem o que é essa síndrome. Quem já namorou a distância também. Quem morou longe da casa do namorado ou quem tinha o costume de passar o final de semana na casa do namorado sabe bem do que eu estou falando. É a síndrome da mochila do final de semana.

Pra quem não sabe, eu vou explicar. Namorado e namorada, durante a semana toda, trabalhando o dia todo e estudando a noite, dificilmente conseguiam se ver durante a semana por conta do ritmo puxado do dia a dia. Então, ficavam esperando ansiosamente pela sexta-feira e, quando ela chegava, vinha junto com uma mochila (mala, bolsa, sacola de supermercado) com roupas, nécessaire, pijama, chinelo, maquiagem, sapato de festa e muitos outros itens extras para ser usado num programa que não havia sido combinado, até o domingo de noite ou até mesmo a segunda-feira de manhã, indo direto para o trabalho.


Com o passar dos meses, a quantidade de itens dentro da mochila ia diminuindo inversamente proporcional a quantidades de itens que ia ficando na casa do namorado. Claro que, quando o final de semana era na casa da namorada, os itens do namorado também iam ficando na casa da namorada. Mas como aqui a Noite é Mulherzinha, vamos falar somente da parte dela.

Mais alguns meses e o pavor de fazer a mochila, chegava junto com a sexta-feira. Só de pensar em pegar a mochila e se desapegar de todas as outras opções do próprio quarto, ela ficava em desespero. Para algumas namoradas, essa síndrome levou anos até passar! (Beijo Juli+Gabriel).

Tudo bem que o pavor era recompensado, quase sempre, por um final de semana de dedicação exclusiva da namorada para o namorado e vice-versa. Afinal, se ela não queria trabalhar no final de semana, era só não levar os itens de trabalho.

E então a síndrome aumentava, o desespero é era tão grande em fazer a, nesse momento, maldita mochila, que o namorado e a namorada começaram a sonhar no dia em que não precisariam mais delas. No dia em que os dois dividiriam o mesmo quarto, na casa só deles e o final de semana chegaria sem a mochila, para dedicarem-se, um ao outro sem precisar se preocupar antecipadamente com que roupa iriam estar no sábado, no domingo e na segunda-feira.


E eles sonharam tanto que finalmente casaram-se, ou resolvem morar juntos sob o mesmo teto e fazer um test-drive e pra ver se ia dar certo. E a lembrança da mochila de final de semana só vinha quando iam passar o feriadão na praia, quando iam para o interior visitar um familiar ou qualquer outra situação rápida de final de semana. E pegar aquela mochila não trazia uma sensação boa na namorada/esposa/noiva/qualqueroutronome. Mas ela fazia isso com uma habilidade que não foi perdida ou esquecida.

Contudo, ao se livrar da síndrome do final de semana, ela descobre que a mochila tinha seu lado bom: a de deixar a vida da semana para trás e viver o final de semana sem preocupações. Agora, não existe mais dedicação exclusiva para ele. Agora, um final de semana de sol, chama uma maquinada de roupas para lavar, um dia chuvoso lembra de um trabalho extra para fazer em casa, uma vontade às vezes de dizer pra ele a deixar sozinha o final de semana todo, pra ela simplesmente ficar em casa, na cama, vendo o Caldeirão do Huck mudar a vida de outro alguém, enquanto fala no WhatsApp com a amiga e ele vai jogar um futebol com os amigos ou levar o carro pra revisão.


O Namoro acabou. Começou o casamento. Pra salvar isso, só fazendo a mochila do final de semana e fugir pra serra, praia ou interior.

Palavras que nos definem

Escrevendo um texto no trabalho sobre uma pessoa que dedicou 60 anos de sua vida por uma missão, me fez pensar...
Pelo que quero ser lembrada na minha vida?
Qual marca quero deixar?

****
É bem natural que no final de cada ano, façamos um balanço das nossas vidas. Eu faço instintivamente!
Quando vejo, estou recapitulando tudo o que aconteceu e o que eu quero que aconteça no próximo ano. Mas, o que acho diferente, é que o meu esforço é sempre para resumir os 365 dias em apenas uma palavra.  Então fica mais ou menos assim: esse ano foi de xxx, ano que vem quero me dedicar mais a yyy.
Daí encerro o balanço! 
Faço o pedido e, de costas, jogo lentilhas no telhado - simpatia de ano novo que aprendi e sempre deu certo!



****
[retomando...]
Foi então que me deparei com a questão: qual palavra quero que defina minha vida/existência?
Tipo... aquela que será a primeira lembrada quando falarem o meu nome!

Esses tempos, participei de uma dinâmica que era exatamente isso: tínhamos que pensar em uma palavra que nos definisse, que pudéssemos tatuar como nossa. A primeira coisa que pensei foi “já tenho palavras tatuadas...” e, depois, a palavra DEDICAÇÃO não saía da minha cabeça!
Tentei pensar em várias outras e, sendo honesta comigo mesma, DEDICAÇÃO era a melhor!

Mas, percebi que quando são os outros que me definem, a palavra muda um pouco. Uma das frases que mais escuto dos meus amigos/familiares é: “Juli, você tem que parar de se ENVOLVER tanto...”. E eu sempre juro que vou parar. Mas, no segundo seguinte...

Assim, se pudesse unir essas duas palavrinhas e, nos meus quase 29 anos de vida, pudesse marcar uma palavra em mim seria ENTREGA!
Como me entrego a tudo o que faço! Muitas vezes, até demais!!!
Ao trabalho, aos amigos, a alguma tarefa ou pedido de alguém... Às vezes, queria conseguir fazer o “mais ou menos”, mas não! A entrega sempre tem que ser absoluta!
E por mais que eu sofra bastante com tanta entrega – até porque, em muitos casos, o tamanho da entrega é proporcional à decepção  - acho que estou bem de palavra! 

Escrevendo o texto, que inspirou esse texto aqui, penso que só a entrega total a uma ideia, missão pode fazer a vida valer a pena. Viver com toda a intensidade tudo aquilo que se faz é, para mim, o melhor jeito para se viver!


Irmãos

Sim, os textos do Blog nos serve de inspiração às vezes. Inspirada no texto lindo da Juli da quarta passada sobre irmãos logo me deu vontade de falar dos meus. Eu também não tive chance ser a única, já nasci com 5 irmãos. E isso sempre me fez muito feliz. Sou a mais nova e, portanto tenho o direito de ser a “princesa” da casa. Toda vez que alguém me pergunta quantos irmãos tenho começo a explicar o clássico “os teus, os meus e os nossos”. Meus pais antes de se conhecerem já foram casados. Meu pai teve 3 filhos no primeiro casamento, minha mãe 2 e depois de dois anos juntos me tiveram. 

Drica, Cau e Lú (de pai)
Meu pai como casou cedo teve minha irmã mais velha bem novinho, quando nasci ela já tinha 20 anos e estava gravida. Já nasci cheia de irmãos e TIA. Tenho um sobrinho com meses de diferença de mim. Às vezes na escola eu o obrigava a me chamar de tia (por que nesse momento parecia muito divertido).

Ou seja, tenho muitos irmãos, sobrinhos com idade para serem meus irmãos e sobrinhos-netos com idade para serem meus sobrinhos. Sim, já sou tia avó. No total são 11 sobrinhos, 2 sobrinhos-netos e um irmão que ainda não tem filhos. Ou seja (2), contando comigo que ainda não tenho filhos (por que aqui não vamos contar gatos e cachorros) falta muita criança ainda nessa família.

E as cobranças já começaram. Por que no meio dessa gente toda tem um que ainda não é tio (como?). Explico. Dos meus dois irmãos por parte de mãe só um tem filho, o que depende de mim e do Maninho (os que ainda não tem filhos) dar um sobrinho pra ele. Por mais que eles tenham adotado todos os meus, ainda falta ser TIO de verdade (e se depender de mim vai demorar um pouquinho ainda).

Maninho/Éverson e Mano/Emerson (de mãe)
E voltando aos irmãos... Odeio quando alguém me diz: Ah, mas tu não tem nenhum irmão de verdade, são todos meio-irmão teu. Oi? Existem meio pai, meia mãe, meia pessoa? Não gente. São irmãos e pronto. Sempre digo que o “meio” é para dizer que além de irmãos são “meio” como pais, amigos, confidentes, psicólogos e sempre tenho colos... muitos colos. E são as pessoas mais importantes pra mim.

Acho que é por isso que tenho vontade de ter muitos filhos. Acho que 4 pra mim não vai ser suficiente. Quero uma família grande. Não quero filho único... em quem ele vai colocar a culpa quando fizer alguma travessura? E claro, preciso passar a coroa de princesa da família né gente. :P


E já dizia Pedro Bial: Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado
E possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.<3


Sobre gostar de ler

Por quase todos os anos em que estudei, fiz isso em escola pública. Nunca tive horror a ler, mas também nunca fui estimulada com bibliotecas recheadas de livros em minhas escolas. Contudo, fazia o que pudia. Leituras de lazer acontecerem de forma heróica por parte da família com alguns títulos infantis.

No Ensino Médio fiz o curso Normal ( ou magistério se preferir ) e minha professora de literatura fazia um esforço gigante para fazer com que nos interessássemos pelo livro didático de literatura que nada servia de estímulo para gostar dos clássicos brasileiros.

Quando veio o vestibular, a mágica foi feita através dos incríveis resumos que os professores contavam e disponibilizavam pra gente dentro do cursinho.

Enfim, prestei vestibular pra UFRGS e fiz ENEM sem ter lido um clássico, sem ter um livro favorito. O máximo que sabia de alguma obra de  Machado de Assis era o filme Memórias Póstumas de Brás Cubas, que assisti no cinema com as colegas e a esforçada professora de Literatura. Cheguei a maioridade, com 19 anos assim: sem ter lido um livro sequer daqueles esperados para minha idade.

Foi então que, no meu estágio do curso Normal, surgiu uma febre entre meus alunos de 8 anos. Um Bruxo que entrava em uma escola de magia e dominava todos os materiais escolares, e assuntos do recreio. Harry Potter era o assunto da vez e as crianças pediram para ver o filme com os colegas na escola.

A professora maluquinha aqui, montou todo um plano pedagógico que contemplasse o pedido das crianças, com outros textos, outras atividades e até brincadeiras. Deixando a parte pedagógica de lado, o fato é que o tal bruxo de 11 anos me pegou de jeito e, depois de assistir o primeiro filme, já fiquei louca pra assistir o segundo. Talvez pelo universo escola, pelo fato de se passar em castelos, de lembrar um pouco a era medieval, o contexto realmente me pegou.

Assistido o filme 1 e 2, sabia que o 3 estava em fase de produção. Mas levaria mais de ano para chegar aos cinemas.

Entrei pra PUC e lá descobri a incrível biblioteca que me ofereceu a possibilidade de ler aquilo que o cinema me traria só depois de um ano. E se era para ler, iria começar do primeiro. Foi então que li o livro 1, quinze dias depois devorei o livro 2, e finalmente conheci a história do livro 3 totalmente envolvida em um texto muiiiito melhor que o filme. Peguei o livro 4 emprestado, mais de 400 páginas. Nessa altura, já lia muita coisa para faculdade com grande facilidade, afinal, quem lê 400 páginas de lazer em 15 dias, trabalhando e estudando, consegue ler um livro de leitura obrigatória com 100 páginas em uma noite.


O livro 5 estava na lista de espera, 15 pessoas na minha frente, que poderiam ficar 14 dias cada um com o livro. Ou seja, demoraria muito para eu ler se eu fosse pegar emprestado na PUC.

Comprei o livro, e então surgiu outra paixão, as livrarias!
Quando lançaram o livro 6 em português, Já me considerava uma fã. Li em três dias. E por fim, o livro 7, não aguentei esperar o lançamento. Li da internet, uma versão que foi fotografada da gráfica em inglês e traduzida por fans em português. Li todo ele no meu computador.

Um pedaço da minha coleção de livros

Entre um HP e outro, fui gostando e aprendendo a ler outros tipos de literatura. Confesso que ainda não li Machado de Assis, mas, já li tantas outras coisas. Claro que ainda preciso e quero aprender a ler poesia, um desafio talvez. Contudo, Harry Potter sempre ficará na parte mais nobre da minha biblioteca, pois, foi com ele que todos os outros vieram fazer companhia para ele.




Sobre (não) ser filho único

Brinco que nem na barriga consegui ser filha única!
Quando eu e meu irmão nascemos, minha irmã nos esperava com seus 1 ano e 8 meses. Acho que nem ela lembra como é viver sem ter irmão ao lado.

Nós, ontem e hoje!

Crescemos praticamente com a mesma idade e rodeados de primos.
Desde cedo, aprendemos a arte de negociação, resolver conflitos e minimizar pequenas "guerras" que travávamos uns contra os outros.

Cresci achando que todas as crianças tinham tido tal experiência. Que isso era comum!
Até que conheci alguns "filhos únicos". Eles jamais precisaram dividir algo com alguém, sempre tiveram toda a atenção do mundo pra si e, mesmo sabendo de tudo isso, sempre achei muito triste...

Como amadurecemos sentimentos e pensamentos quando temos irmãos. Ainda mais com idades próximas! Como é legal ter amigos para brincar dentro de casa, dormir em beliche, brigar tendo a cumplicidade que o pai não vai nem desconfiar quando chegar em casa!

Minha adolescência foi marcada por essa parceria. Festas, shows e muitas confusões que nos fazem dar risadas até hoje. Hoje, eu a Ana e o Gui somos adultos e, apesar de morarmos perto, temos vidas bem distintas. Mas, quando nos encontramos, quando estamos juntos, a nossa idade mental decai para um nível vergonhoso - hihihihihi.

Uns tempos pra cá, ganhamos uma outra irmã que, apesar de não ter nosso sangue, é igualmente maluca. Esse final de semana, perguntei para a Hanna (que era filha única) como era ganhar um monte de irmão de repente e ela, na maturidade dos seus 6 anos, respondeu "é incriiiiiivel"!

Como diz a Hanna: as irmãs!

A tese que defendo é que ter irmão é tudo de bom!!!
E que todos os pais deveriam pensar nisso.


Curto? Curto.

Sempre fui acostumada a ter cabelo comprido, muito comprido. Lembram-se das Promessas da Vó Maria? Então, acho que isso ajudou um pouco no medo da tesoura. Até os meus 10 anos cortei meu cabelo 2x na minha vida. E as duas vezes foram curtos. Depois disso crescia tanto que cortava só as pontinhas de 2 em 2 meses.
No máximo me arriscava com uma franjinha e sempre me arrependia. Quando inventaram a progressiva então... passei a ser lisa e parecia que crescia mais rápido ainda meu cabelo. E eu seguia cortando só as pontinhas. Lá pelos meus 20, 21 anos surgiu uma modinha cabelo curto e comecei a adorar cada criatura que me aparecia com o cabelo curto. Mas adorava nos outros, em mim já não tinha muita certeza.


Me lembro até hoje quando cortei meu cabelo “curto” pela primeira vez. Me lembro que estava em casa com a perna engessada (eu tinha caído da escada, mas isso é outra historia), era dia de semana e verão. Estava sozinha em casa viajando na internet e vi um cabelo curto... um cabelo muito parecido com aspecto do meu, e gostei. Minha irmã sempre cortou meu cabelo, só que ela tinha viajado para o Rio de Janeiro. Merda. Tinha que ser naquele dia para cortar, se não eu sei que não cortava mais.

Devia fazer uns 35 graus na rua e eu com aquele gesso esperando um ônibus para ir até o centro. Tive sorte de o salão ter hora para cortar meu cabelo, e pronto, cortei. Da cintura para acima dos ombros... foi um choque. E a cabeleireira me fez uma escova toda virada pra fora e deixava mais curto ainda. Me senti uma velha... peguei um taxi e quando cheguei em casa fui direto lavar meu cabelo. Sequei e fiz chapinha para ver o estado que estava. Me ODIEI. Fiquei 2 dias dentro de casa. Até que chegou a minha irmã.

Ela ria da minha cara, por que na verdade o corte estava mal feito e no cabelo curto qualquer coisa aparece. E me dizia que eu deveria ter esperado ela chegar. As pessoas não entendem os virginianos. Tinha que ser naquele dia...

Bom, ela arrumou o corte e comecei a me amar... e já são 4 anos de cabelo curto. Encostou no ombro pra mim já está comprido. E me desespero quando não posso cortar. Por que agora é ao contrario, eu até queria ele um pouco mais comprido. Mas não resisto a uma tesoura.


Ps.: Nesses 4 anos deixei o cabelo crescer 2x. Uma para o casamento da Juli, foram 9 meses de tortura e por pouco meu penteado para o casório não foi um “corte”, ir no salão e não cortar nem as pontinhas me mata. E a outra foi esse ano, fiquei quase um ano sem ver a minha irmã... só ela corta meu cabelo. Aprendi a lição. 


 
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