sobre blog

Sabe quando amigas se reúnem para ter uma noite só de gurias?
Que conversam sobre tudo, com comidinhas e bebidinhas gostosas?
Aquela noite cheia de segredos e boas risadas?
Chamamos isso de Noite Mulherzinha!

E é esse papo bem humorado que vamos trazer pra cá.
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Saudade

Uma vez a Juli escreveu um texto sobre a palavra que definia o ano dela e nesse dia pensei que não havia outra palavra no mundo que definisse meu ano melhor que “Saudade”.

Começo a escrever esse texto em meio a um caos mental. Hoje estou sensível, mais do que sensível... estou transbordando emoções. Fazem duas horas que choro sem parar. Por que? Bom, saudade é a palavra que me define. Mas hoje é um caso especial...

Sinto saudade da família, dos amigos, de casa TODOS os dias. Já até me acostumei com essa dorzinha interior. Mas hoje essa palavrinha me pesou. Estava conversando com a minha mãe e ela me contava toda entusiasmada que ia começar a fazer academia. Que isso ia fazer ela se sentir melhor, com mais vida (se é que ela necessita, já que em plenos 58 aninhos tem folego de uma guria de 20).

E em seguida me fez uma pergunta em uma publicação que tinha feito no face a poucos minutos... “Que passou na minha vida que eu nunca ia esquecer?” Parei uns minutos para pensar e lembrei de quando dancei com meu pai nos meus 15 anos. Me lembro que eu não queria dançar valsa, de jeito nenhum, e implorei pra ele não fazer isso. Só que ele colocou uma música (“Filha” do Rick e Renner) e ficamos esses minutos abraçados chorando de uma lado ao outro.


Foi um momento único. Depois o agradeci por ter feito, e com certeza isso NUNCA vou esquecer. E ai veio o peso da palavrinha aquela que já mencionei um par de vezes. E por um momento me senti egoísta de estar aqui... longe deles. E foi ai que o caos mental começou.

Como me dividir em duas? Como aproveitar meus “velhos” e não deixar para trás tudo que conquistamos aqui? Como simplesmente dizer tchau e voltar correndo pro colo dos meus pais? Não posso. Queria que as coisas fossem mais simples e que o tele transporte existisse.

Sou MUITO feliz aqui. Digo isso todos os dias para o Pablo. Nosso apê, os gatos, a faculdade, as experiências, um novo idioma e cultura.  Tem como seguir tudo isso e diminuir a distância de casa em uns 1000km? Deveria ter uma lei que te permitiria tirar ferias e ter tudo pago pra qualquer lugar caso fosse comprovado que tu ta precisando de colo de mãe. Não tem remedio melhor para qualquer angustia e insegurança.


O que nesse momento me conforma é que a ideia, minha e do Pablo, é de um dia voltar para o Brasil. Viver na praia e consequentemente mais pertinho de casa, da família e dos amigos. Esse dia vai chegar... espero que não demore taaaaaaanto. Mas daí a pergunta vai ser: E será que o Pablo vai estar preparado para a nova palavra que vai definir ele? #Oremos


Ainda sobre Casamentos, é claro!

Simmmmm nos empolgamos com casamentos, muito, de verdade. E com a notícia de dois casamentos surgindo na vida das nossas blogueiras voltou com tudo esse assunto. A Ana já escreveu sobre o ano ímpar, e como é ser uma noiva não noiva. Já a Juli (a única casada, por enquanto, no blog) sobre os mitos e verdades sobre casamentos.

E eu? Que escrevo? Não sou noiva, nunca fui casada, e minha única experiência com casamentos foi como madrinha. Então decidi escrever como passei de “Casar? NUNCA” para “Já tenho a data do casamento sem ter noivo”, já que me falta um pedido ainda. Né amor?!


Fui madrinha de casamento de um primo quando eu tinha uns 18, 19 anos. Me lembro que na época pensava como as pessoas gastavam tanto dinheiro para uma noite. E não era só com casamentos. Eu sentia a mesma coisa quando as pessoas gastavam o que não tinham por uma festa de 15 anos. Nos meus 15 tudo o que eu queria era um computador.

Até que... fui no casamento de uma amiga de infância. E foi simplesmente INCRIVEL. Não parecia ser uma festa cara, mas me apaixonei pelos detalhes, pelo vestido, pelo vídeo dos noivos e principalmente pela alegria estampada na cara deles. Pronto. QUERO CASAR. MUITO. Com tudo que tenho direito. Depois como madrinha da Juli pude vivenciar o desejo de um casamento mais de perto e fui cada dia mais tendo a certeza que também queria tudo aquilo pra mim um dia.

Agora vivo sonhando acordada com tudo que tenho planejado para o meu casamento. Não sei se pretendo casar de papel passado mas da festa não abro mão. O Pablo nunca pensou em casar também... e me lembro de um comentário no meio da festa da Juli e do Gabriel: “Deu até vontade de casar” “É um pedido? :D” “Ainda não. Só te estou dizendo que quero festa também”. Algo é algo né gente. :)

Agora nos divertimos pensando em coisas para o nosso futuro (espero não tão longe) casamento. O bom de ter gostos muito parecidos é que todas as minhas ideias ele aprova. Confesso que já tenho uns 15 modelos de vestidos no meu carrinho de compras do Ali Express. E que minha maior dúvida é casar no Brasil ou na Argentina?

Acreditem, tenho tudo planejado. Para o lugar que for. Só me falta o anel.




10 mitos e verdades do (meu) casamento

Sim, estou numa fase casamento!

Serei madrinha de duas noivas mega especiais pra mim em 2015. Ajudá-las (sim, porque madrinhas tem o dever de ajudar a noiva sempre!) já começou a me fazer relembrar do meu casamento. Parei para pensar em todos os conselhos que posso dar para as minhas afilhadas e em todas as furadas que posso tirá-las com a minha experiência (oi?) como noiva.

Daí lembrei de tudo que ouvi quando estava noiva. Alguns muito verdadeiros, já outros nem tanto... Aqui vão as frases que mais ouvi nessa época!

1. “Você vai ver... não vai conseguir ouvir nada, nenhuma música”MITO
Sim, todo mundo dizia que eu não ouviria nenhum acorde das músicas tão especiais que escolhemos para a nossa cerimônia. Ficava nervosa com isso! No dia, estava tão concentrada em ouvir tudo que fiz até uma surpresa para o meu pai: a música que tocou antes da saída dos padrinhos da igreja é a preferida dele. Quando começou a tocar, olhei pra ele e disse “essa é pra ti!”. Ele morreu chorando!

2.“Aproveita para comer na degustação, porque no dia você não vai comer nada!”VERDADE
Gente, você não tem vontade nenhuma! Tem tanta coisa para fazer e curtir que você não tem vontade e nem quer perder tempo comendo. Lembro que quando fui jantar no meu casamento, coloquei só salada no meu prato – Detalhe: eu odeio salada!

3. “Ai que frescura! Não tem problema nenhum mostrar o vestido” MITO
Assim, deixando toda a superstição de lado, não mostra o teu vestido!
Esse é o maior mistério da noiva e é demais quando abrem as portas e todo mundo suspira olhando para o "eleito"!

4. “Passa muito rápido”VERDADE
Gente, alguma coisa acontece que não dá para explicar! Depois da primeira dança, toca duas músicas e amanhece. Assim, bizarro! Daí, quando você olha o vídeo e vê que você passou mais de 4 horas dançando... É bem assim!

5. “As pessoas gastam demais com foto e filmagem”MITO
Isso não é gasto, é investimento! É o dinheiro mais bem gasto de todo o casamento. É a forma de você poder reviver aqueles momentos quando bem entender. Escolher aqueles profissionais que tem um olhar bem semelhante do teu é fundamental para essa lembrança ser perfeita para você! 

6. “Fome, calor, cansaço... Você não vai sentir nada”VERDADE
Gente, no meu casamento fez uns 40 graus. E isso não é exagero! Eu, com milhares de saias, olhava para o marido que secava o suor com um lenço e pensava “tá suando de nervoso, coitado!”. Só que TODOS no altar sentiam um calor que eu não tinha noção que fazia!

7. “Você tem que dar atenção para todos os convidados”MITO
Gente, não! Uma coisa é você cumprimentar todos os convidados, outra é passar a noite socializando. NÃO! Aproveita a tua festa, teu marido, tua felicidade! 
Sempre disse que noivas, no dia do seu casamento, são seres mágicos! Estamos liberadas para fazer tudo. Divirta-se sem se preocupar com mais nada!

8. “Só você vai prestar atenção nos detalhes” VERDADE
Você vai começar a organizar e vai querer tudo. Não porque é louca, mas porque vai achar que tudo é realmente necessário... mas não é! Gente, ninguém vai notar qual era o porta-guardanapo, quantas folhagens tinham na entrada do salão ou se tinha ou não uma tapadeira que parecia tão importante num determinado momento. Só você vai perceber isso, juro!

9. “Ai, casar é muito gasto. Porque vocês não vão viajar com esse dinheiro? É um investimento melhor.”MITO
Não há viagem que se compare a experiência de jurar perante Deus e seus amigos mais queridos, amar uma pessoa para toda vida. Conheço pessoas que pensavam assim “nunca vou casar, vou usar esse dinheiro para viajar”... E quer saber, tá planejando casamento agora, por (talvez!) sentir a falta de um ritual para celebrar o amor!

10. “Você vai sentir uma felicidade impressionante!” VERDADE
Verdade, verdade, verdade!
É surreal o sentimento que temos quando o sino toca, quando vemos o noivo, os padrinhos, quando dançamos... É de verdade, uma felicidade que você jamais sentiu igual.
Só quem viveu sabe! Aconselho: quem puder/quiser sentir isso, vale muito a pena! 

Talvez, minha foto preferida!


Universo Paralelo

Minha pagina preferida no facebook, depois do nosso bloguinho e da minha pagina de foto é a “Disney Irônica”, fico horas olhando as postagens deles e me identificando com cada post. Nesse mesmo dia tinha começado a escrever um texto para o blog sobre como me sinto (eu e o mundo) quando estou de fones de ouvido ouvindo minhas musicas favoritas e me deparo com esse post da Disney Irônica:



Depois de rir por minutos me dei conta o quando realmente me imagino em cada clipe. Clipes que invento na minha cabeça. Acho que por ser uma cantora frustrada (já que meu sonho era ter uma banda de rock e não sei cantar, muito menos tocar um instrumento) e uma ex-bailarina me ajudam na criatividade nesse momento.

Algumas músicas me imagino só dançando, algumas me imagino cantando por ai, outras invento clipes... tem uma que escuto sempre que é a musica do clipe das madrinhas do meu casamento (olha o ponto que a pessoa chega), já sei como vai ser tudo. Vai chegar o momento e já tenho tudo bem pensado. As vezes andando pela rua tenho que me segurar para não estar cantando alto, ou dançando, ou mechendo os braços e fazendo caretas. Nos sentimos em outro lugar, mas ainda estamos aqui (que pena).

Tenho musica para um solo de balé com tutu vermelho e rock pesado. Tenho musicas para solos de street jazz, para momentos especiais, para surpresas, para tirar fotos, para preparar a comida, para caminhar sorrindo e até para dançar loucamente.



Como os fones de ouvido nos fazem entrar em um universo paralelo só nosso, e como o mundo fica colorido e mais leve. Em um momento tu podes ser tudo que quiser ser, só precisa de música boa, imaginação e uma pitada de loucura. E quantas vezes a gente acaba voltando à música antes que ela termine só pra voltar a imaginar tudo outra vez?


Eu? Acabei de voltar uma. :)

Amizade depois dos 30!

Quanto mais velhos ficamos, menos tempo queremos perdem com bobagens.
Especialmente, quando se trata de relações.
Queremos apenas as mais profundas e verdadeiras.

Estou nessa fase!
Não quero ter mil conhecidos no facebook, quero 20 amigos verdadeiros, que posso passar semanas sem falar que nada vai mudar ou aqueles que falar todo dia não é o suficiente!
E posso afirmar: eu tenho!
Mas, quando você chega no ano dos 30, você começa a realmente “descartar” quem não faz diferença na sua vida. E sem culpa! Simples assim!
E isso é libertador!


Acho que a vida que nos obriga a essa (SÁBIA!) escolha.
Agendas lotadas e prioridades distintas nos afastam e, ao mesmo tempo, nos aproximam de algumas pessoas. Ficamos mais seletivos, procuramos pessoas com quem já temos afinidades estabelecidas. Parece que não temos mais tempo – e paciência – a perder com que não compartilha os mesmos valores que você.
(Importante: valores não quer dizem opinião, ok?!)

Estudos mostram que adultos não costumam firmar novas amizades. Isso porque já temos claro o que é bom para nós e, uma nova pessoa se encaixar naquilo que pensamos, é difícil. Não concordo muito!
Acredito é que não fazemos mais questão de ser “popular”. Sabe quando entramos em um trabalho novo? Não queremos ser amigo de todos, mas queremos conhecer uma ou três pessoas especiais.

Nem acredito que escolhas pessoais podem acabar ou fortalecer amizades. Tenho amigos casados, solteiros, baladeiros, com filhos, de direita e de esquerda, engajados e alienados e por aí vai!
São todos especiais, cada um de uma maneira!


Esse texto, que por momentos pode parecer amargo, é na verdade um culto ao amor. Me parece claro que escolhendo quem tem prioridade nas nossas vidas. Quem “vale a pena” de verdade.
Eu já fiz minhas escolhas e estou bem feliz com elas!


Sobre o dia que me senti livre

Hoje eu quero contar sobre uma experiência que estou vivendo na minha vida. Há um mês e meio deixei de tomar pílulas anticoncepcionais. Não, não quero engravidar agora e já explico o porquê da minha decisão.


Começou há uns dois anos mais ou menos que me sentia desconfortável na hora de tomar a pílula. Na mesma hora sentia vontade de vomitar. Era como se ela tivesse gosto pra mim. Procurei minha ginecologista e trocamos de pílula. Igual seguia me sentindo muito estranha, o ato de toma-la todos os dias para mim era estranho.

Era como se o ato de todos os dias tomar uma pílula lembrasse porque estava tomando ela. Por que não queria engravidar, porque queria ter um ciclo menstrual regular, por que tinha medo. A partir daí comecei a ler muitas coisas relacionadas a pílulas. E cada dia fui mais me identificando com tudo que lia.

Sempre me senti mal quando tomava o remédio. Tinha dores muito fortes a cada ciclo e confesso que para chegar nos “finalmentes” sempre foi muito difícil e vontade de ter relações era cada vez menor. Além de me sentir inchada, com dores de cabeça, bipolar, depressiva, com mal-estar, ansiedade e bom,  tudo isso consta na bula.

Há um mês e meio decidi no meio de uma cartela que não queria mais isso. Queria a voltar a ser eu (uma eu que nunca conheci). Queria sentir meu corpo, me sentir MULHER outra vez. Estranho né? Queria me sentir livre. Tinha a sensação que essa bolinha minúscula rosa me matava todos os dias por dentro. (Sim, sou bem dramática). Compramos caixas de preservativos. E pronto, tchau anticoncepcional.

A primeira semana foi punk. Me senti MUITO mal. Como se estivesse deixando de tomar um remédio controlado. Me sentia realmente muito estranha, como se algo estivesse faltando todo o tempo. Uma semana de dores de cabeça fortes, de tonturas e vontade de vomitar. Um sangramento fora do normal (que na verdade era o normal agora) e medo. Será que era a coisa certa a fazer?



Passou a primeira semana e logo comecei a sentir “coisas”. Minha barriga já começou a ficar menos inchada, comecei a me sentir mais bonita, comecei a sentir meu corpo. Na minha semana “fértil” parecia que tinha colocado silicone, meu cabelo estava lindo e comecei escutar alguém dizer: Isso é novo, o que tu andou olhando. :P Queria explicar com cada detalhe tudo que mudou dentro de mim. Mas a única coisa que posso dizer é que me sinto maravilhosa, natural, livre e feliz.


Ps.: Aqui deixo um link de uma reportagem sobre porque o anticoncepcional é considerado um veneno para as mulheres. (Corpoinconsciencia.com)


Síndrome da mochila de final de semana

Quem já namorou por bastante tempo sabe bem o que é essa síndrome. Quem já namorou a distância também. Quem morou longe da casa do namorado ou quem tinha o costume de passar o final de semana na casa do namorado sabe bem do que eu estou falando. É a síndrome da mochila do final de semana.

Pra quem não sabe, eu vou explicar. Namorado e namorada, durante a semana toda, trabalhando o dia todo e estudando a noite, dificilmente conseguiam se ver durante a semana por conta do ritmo puxado do dia a dia. Então, ficavam esperando ansiosamente pela sexta-feira e, quando ela chegava, vinha junto com uma mochila (mala, bolsa, sacola de supermercado) com roupas, nécessaire, pijama, chinelo, maquiagem, sapato de festa e muitos outros itens extras para ser usado num programa que não havia sido combinado, até o domingo de noite ou até mesmo a segunda-feira de manhã, indo direto para o trabalho.


Com o passar dos meses, a quantidade de itens dentro da mochila ia diminuindo inversamente proporcional a quantidades de itens que ia ficando na casa do namorado. Claro que, quando o final de semana era na casa da namorada, os itens do namorado também iam ficando na casa da namorada. Mas como aqui a Noite é Mulherzinha, vamos falar somente da parte dela.

Mais alguns meses e o pavor de fazer a mochila, chegava junto com a sexta-feira. Só de pensar em pegar a mochila e se desapegar de todas as outras opções do próprio quarto, ela ficava em desespero. Para algumas namoradas, essa síndrome levou anos até passar! (Beijo Juli+Gabriel).

Tudo bem que o pavor era recompensado, quase sempre, por um final de semana de dedicação exclusiva da namorada para o namorado e vice-versa. Afinal, se ela não queria trabalhar no final de semana, era só não levar os itens de trabalho.

E então a síndrome aumentava, o desespero é era tão grande em fazer a, nesse momento, maldita mochila, que o namorado e a namorada começaram a sonhar no dia em que não precisariam mais delas. No dia em que os dois dividiriam o mesmo quarto, na casa só deles e o final de semana chegaria sem a mochila, para dedicarem-se, um ao outro sem precisar se preocupar antecipadamente com que roupa iriam estar no sábado, no domingo e na segunda-feira.


E eles sonharam tanto que finalmente casaram-se, ou resolvem morar juntos sob o mesmo teto e fazer um test-drive e pra ver se ia dar certo. E a lembrança da mochila de final de semana só vinha quando iam passar o feriadão na praia, quando iam para o interior visitar um familiar ou qualquer outra situação rápida de final de semana. E pegar aquela mochila não trazia uma sensação boa na namorada/esposa/noiva/qualqueroutronome. Mas ela fazia isso com uma habilidade que não foi perdida ou esquecida.

Contudo, ao se livrar da síndrome do final de semana, ela descobre que a mochila tinha seu lado bom: a de deixar a vida da semana para trás e viver o final de semana sem preocupações. Agora, não existe mais dedicação exclusiva para ele. Agora, um final de semana de sol, chama uma maquinada de roupas para lavar, um dia chuvoso lembra de um trabalho extra para fazer em casa, uma vontade às vezes de dizer pra ele a deixar sozinha o final de semana todo, pra ela simplesmente ficar em casa, na cama, vendo o Caldeirão do Huck mudar a vida de outro alguém, enquanto fala no WhatsApp com a amiga e ele vai jogar um futebol com os amigos ou levar o carro pra revisão.


O Namoro acabou. Começou o casamento. Pra salvar isso, só fazendo a mochila do final de semana e fugir pra serra, praia ou interior.

Irmãos

Sim, os textos do Blog nos serve de inspiração às vezes. Inspirada no texto lindo da Juli da quarta passada sobre irmãos logo me deu vontade de falar dos meus. Eu também não tive chance ser a única, já nasci com 5 irmãos. E isso sempre me fez muito feliz. Sou a mais nova e, portanto tenho o direito de ser a “princesa” da casa. Toda vez que alguém me pergunta quantos irmãos tenho começo a explicar o clássico “os teus, os meus e os nossos”. Meus pais antes de se conhecerem já foram casados. Meu pai teve 3 filhos no primeiro casamento, minha mãe 2 e depois de dois anos juntos me tiveram. 

Drica, Cau e Lú (de pai)
Meu pai como casou cedo teve minha irmã mais velha bem novinho, quando nasci ela já tinha 20 anos e estava gravida. Já nasci cheia de irmãos e TIA. Tenho um sobrinho com meses de diferença de mim. Às vezes na escola eu o obrigava a me chamar de tia (por que nesse momento parecia muito divertido).

Ou seja, tenho muitos irmãos, sobrinhos com idade para serem meus irmãos e sobrinhos-netos com idade para serem meus sobrinhos. Sim, já sou tia avó. No total são 11 sobrinhos, 2 sobrinhos-netos e um irmão que ainda não tem filhos. Ou seja (2), contando comigo que ainda não tenho filhos (por que aqui não vamos contar gatos e cachorros) falta muita criança ainda nessa família.

E as cobranças já começaram. Por que no meio dessa gente toda tem um que ainda não é tio (como?). Explico. Dos meus dois irmãos por parte de mãe só um tem filho, o que depende de mim e do Maninho (os que ainda não tem filhos) dar um sobrinho pra ele. Por mais que eles tenham adotado todos os meus, ainda falta ser TIO de verdade (e se depender de mim vai demorar um pouquinho ainda).

Maninho/Éverson e Mano/Emerson (de mãe)
E voltando aos irmãos... Odeio quando alguém me diz: Ah, mas tu não tem nenhum irmão de verdade, são todos meio-irmão teu. Oi? Existem meio pai, meia mãe, meia pessoa? Não gente. São irmãos e pronto. Sempre digo que o “meio” é para dizer que além de irmãos são “meio” como pais, amigos, confidentes, psicólogos e sempre tenho colos... muitos colos. E são as pessoas mais importantes pra mim.

Acho que é por isso que tenho vontade de ter muitos filhos. Acho que 4 pra mim não vai ser suficiente. Quero uma família grande. Não quero filho único... em quem ele vai colocar a culpa quando fizer alguma travessura? E claro, preciso passar a coroa de princesa da família né gente. :P


E já dizia Pedro Bial: Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado
E possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.<3


Sobre (não) ser filho único

Brinco que nem na barriga consegui ser filha única!
Quando eu e meu irmão nascemos, minha irmã nos esperava com seus 1 ano e 8 meses. Acho que nem ela lembra como é viver sem ter irmão ao lado.

Nós, ontem e hoje!

Crescemos praticamente com a mesma idade e rodeados de primos.
Desde cedo, aprendemos a arte de negociação, resolver conflitos e minimizar pequenas "guerras" que travávamos uns contra os outros.

Cresci achando que todas as crianças tinham tido tal experiência. Que isso era comum!
Até que conheci alguns "filhos únicos". Eles jamais precisaram dividir algo com alguém, sempre tiveram toda a atenção do mundo pra si e, mesmo sabendo de tudo isso, sempre achei muito triste...

Como amadurecemos sentimentos e pensamentos quando temos irmãos. Ainda mais com idades próximas! Como é legal ter amigos para brincar dentro de casa, dormir em beliche, brigar tendo a cumplicidade que o pai não vai nem desconfiar quando chegar em casa!

Minha adolescência foi marcada por essa parceria. Festas, shows e muitas confusões que nos fazem dar risadas até hoje. Hoje, eu a Ana e o Gui somos adultos e, apesar de morarmos perto, temos vidas bem distintas. Mas, quando nos encontramos, quando estamos juntos, a nossa idade mental decai para um nível vergonhoso - hihihihihi.

Uns tempos pra cá, ganhamos uma outra irmã que, apesar de não ter nosso sangue, é igualmente maluca. Esse final de semana, perguntei para a Hanna (que era filha única) como era ganhar um monte de irmão de repente e ela, na maturidade dos seus 6 anos, respondeu "é incriiiiiivel"!

Como diz a Hanna: as irmãs!

A tese que defendo é que ter irmão é tudo de bom!!!
E que todos os pais deveriam pensar nisso.


Um maduro amor adolescente

Essa notícia acabou com a minha vida:



Tem noção? Backstreet Boys em Porto Alegre!
É muita emoção para o meu pequeno coração <3

Quando saiu a notícia, já avisei mana e a Lê - amiga de looonga data, com quem compartilhei esse amor platônico.
Lembro, perfeitamente, quando eles vieram em 2001. O show Black & Blue passou pelo Rio e por São Paulo e eu passei dias chorando. Coisa de adolescente que assinava o nome como Juli Carter – sim, o Nick é o meu preferido!

Sabe esse show? Eu não fui!

O engraçado é que depois desse show, briguei com a banda. (Re)Comecei a ouvir mais rock, conhecer sons mais pesados e esqueci das coreografias e dos coros com cinco vozes, absolutamente modificadas em estúdios.

Tive aquela fase de negar até a morte que gostava deles, aquela de pensar o que fazer com todos os CDs que tinha e não ter a menor de colocar no lixo todas as revistas e fotos.

Agora, mais velha, conto para todo mundo que amava eles e sigo espalhando por aí que vou no hotel para conhecê-los – isso seria muito engraçado! Ainda tenho os CDs, que ainda tocam quando fazemos noites mulherzinha aqui em casa!

Se eles vierem mesmo pra cá, aguardem “cenas dos próximos capítulos”!
Se não rolar, pelo menos ficam as risadas por tentar lembrar as coreografias com as gurias.


Um texto bem pessoal!

Todo mundo diz que quando passamos por uma situação se quase morte, passa um filme com toda vida na nossa cabeça. Como nunca vivi isso, não posso confirmar se é verdade... Mas, nos últimos dias, passei por algo bem parecido!

Quem me conhece, o mínimo que for, sabe que a pessoa mais importante da minha vida é o meu pai. E ele me deu um susto tão grande que descobri que, quando estamos prestes a perder alguém que amamos muito, também "assistimos" um filminho!

Foram horas de uma angústia sem fim, horas de um filme de suspense e terror!
Sabe quando você começa a pensar se realmente fez tudo o que podia por aquela pessoa?

que não fui no último jogo do Grêmio com ele, porque estava cansada. Que não tinha falado pra ele o quanto o amava, antes dele entrar na cirurgia, que não tinha dado o neto tão sonhado por ele... Que, como o Olímpico ainda "está de pé", poderia espalhar as cinzas dele lá!
Quando me vi planejando isso, parei e rezei!

Pausei o "filme" e fiz o cérebro capricorniano parar de planejar tudo. Entreguei ele, com todas as minhas forças, para Deus.
E, segundo o médico, foi Ele que fez meu pai ficar aqui comigo!

Talvez para que eu possa realizar os sonhos dele, dizer todos os dias como ele fundamental na minha vida, para que eu possa escrever um texto com final feliz no bloguinho!

Mas, o que me fez mais feliz foi pensar que não há nenhum arrependimento ou mágoa! Há um amor infinito, e que ainda tem muito o que ser vivido!

Pai, te amo!
Vê se não me assusta mais, ok?!

Tia de escola!

- Amor, olha ali um super herói?
- Quê???
- Um super herói fortão, ali!
- Mas você ta bem tia de colégio mesmo!
- ...
- Ninguém estava percebendo a criança vestida de super herói no meio do shopping, nem a mãe dele estava dando bola... E foi a primeira coisa que você viu quando chegou!

E o pior é que o marido tinha razão!

Comecei a trabalhar em uma escola em janeiro.
E como meus irmãos são profes, sempre me achei diferentona por ser  da comunicação. Claro que o jeito de fazer comunicação em uma escola, sempre me intrigou. Eu e a Ana discutimos diversas vezes como vender para um “cliente que nem sempre tem razão”. 

A questão é: quando comecei no colégio, nem sonhava o quanto me envolveria com os alunos.

Oito meses depois, quero amarrar os tênis das crianças no shopping, pergunto sobre as notas dos estudantes e estou sofrendo (desde agosto!) com a formatura do pessoal do 3º ano. Alguns já se tornaram amigos e, outros (ou os mesmos!) são leitores do bloguinho! 

Quem me conhece há tempo sempre fala “quem te viu quem te vê!”, “você com crianças?”, ou coisas parecidas! 

Essa sou eu "trabalhando" na páscoa!

Agora, entendam: é tanto carinho, é tanta energia boa que seria impossível não me envolver. Como eu, a pessoa que mais se envolve com tudo no mundo, não vou amar e me preocupar por seres tão especiais?

Sim, virei tia de colégio!
Quando me chamam de profe eu atendo com grande naturalidade e acho a coisa mais fofa quando eles me abraçam e me chamam de “mamãe”!
Sim, porque hoje sou mãe de "crianças" de 16 anos e me muito orgulho dos meus filhos :)

Sorte minha que sou uma comunica (minha paixão), mas recebo o amor que os professores ganham todos os dias!



Terceiro Lugar

Sobre uma conversa que surgiu aqui em casa durante esse fim de semana.

Estava eu o Pablo, uma amiga e um amigo aqui em casa conversando sobre um empreendimento que vamos fazer juntos. E começamos a sonhar sobre que queríamos comprar com o que começássemos a ganhar.

Nisso o Pablo salta e diz:
- Eu já tenho o primeiro “sonho” da minha lista. Vou comprar um baixo novo.
E eu digo: - Ah, pensei que era “Pedir a Pâm em casamento” amor.
-Não, mas esta entre as três primeiras da lista.
-A segunda?
-Não, a terceira.
-E o que é a segunda? Perguntei.
-Não sei.
(cri cri.... cri cri)
-Ah que bom. Não sabe o que quer por segundo e sou a terceira opção. Que divertido.


E minha amiga me diz: - Pensa pelo lado positivo Pame, pelo menos tu esta no pódio e tem um troféu. Podia estar abaixo e ter só uma medalha de consolação.

 Pensando bem. Bronze é melhor que nada.


A vida é feita de pessoas legais

Sempre que escuto Engenheiros, me impressiono com as letras do Humberto.
Sério, ele é genial!

Daí, acabo de me lembrar que conheci e trabalhei com ele. E que a admiração só cresceu!
Lembro, perfeitamente, da nossa primeira conversa... Tínhamos uma reunião marcada e nós éramos os únicos a ter chegado.
- Acho que chegamos cedo.
- Sim, eu sempre chego antes de todo mundo!
- Eu também, é uma mal de capricorniano.
- É verdade, também sou capricorniana!
- É?! Então vamos nos dar bem!

Depois das devidas apresentações e de ficarmos esperando mais uns 10 minutos o resto da equipe chegar (ninguém era caprica como nós!) começamos a reunião!
Eu? Deixei a fã em casa e nem uma selfie fiz com ele :)

Tipo selfie, só que não!

Mas, o Humberto foi uma das várias pessoas legais que conheci nessas (quase) três décadas. Quando trabalhei com cultura então, cada dia era um ser mais interessante do que outro. É como é bom pensar nisso!
“Famosos” ou não, conheci tanta gente inteligente, com histórias legais, com senso de humor, tanta gente para se inspirar, para aprender.

Minha deusa da literatura Claudia Tajes, que nunca autografou um livro meu, é uma das gratas surpresas da vida. O que falar da família Pereira? Que orgulho de ter meu nome nos agradecimentos do livro mais legal que ajudei a produzir!

Tantos professores, escritores, músicos... Lembro que a morte do Tatata e do Nico me abalou profundamente. Que pessoas incríveis... que falta fazem no mundo!

*****

Mas, o que mais tenho carinho desse meu passado (bem recente) são os amigos que fiz. E como é bom trabalhar com amigos verdadeiros. Meses depois de ter saído, voltei ao meu antigo trabalho para rever as pessoas. Gente, como é bom sair de um trabalho e deixar amigos guardados – independente de escolhas profissionais!
Uma vez minha irmã, a Ana!, me disse que não há nada melhor do sair de um emprego deixando as portas abertas.
É verdade...

Mas, tenho que estender essa definição. Pra mim, a vida é feita de momentos felizes e de pessoas legais!

E eu tenho a sorte de ter conhecido muitas pessoas incríveis na minha vida e ter vivido momentos tão especiais com elas.

Como é bom fazer o que se ama e compartilhar com pessoas queridas!

[esse texto pode ter ficado bem esquizofrênico... Isso deve-se ao fato de eu ter despejado muitas emoções numa página de Word. Olha o que Engenheiros faz comigo!]

Uma das músicas preferidas da vida!




Meus dois amores

Não escrevi sobre futebol antes no blog porque somos divididas aqui... Duas coloradas e uma gremista. E um ponto forte em comum: FANATICAS. Mas uma coisa que temos iguais entre as três é não falo nada por que não gosto de escutar. E assim vamos vivendo em paz.

Não vou dizer que sou fanática por futebol de um modo geral, dessas que olha todos os jogos, de todos os times e que sabe o nome de todos os jogadores. Inclusive em que time jogou, quantos gols fez, etc e tal. Mas sou fanática pelos meus times... e foi uma coisa que surgiu em mim depois de “grande”.

Sou colorada desde pequena. Filha de pais gremistas fui influenciada pelo irmão mais velho da casa. Sempre fui muito puxa saca dele, assim que tudo que ele fazia eu iria fazer igual. Além de sempre preferir o vermelho que o azul. Pronto, foi assim que virei colorada.

Mas o fanatismo veio MUITO depois, quando realmente comecei a entender sobre futebol. E o fato de ter os dois piores gremistas em casa (meu pai e meu irmão mais novo) fez com que eu começasse a me interessar pelos detalhes, os números e por causa deles passei a odiar o grêmio. Digo que são os piores por que são daqueles insuportáveis relacionados a futebol. Daqueles que não da para conversar. Para ter ideia meu pai diz que é “bicampeão mundial” com o Grêmio. Vice-campeonato conta na tabelinha dele coitado. Como discutir com uma pessoa assim? Faz como eu: Não discuti. Simples e menos doloroso. Dou razão pra tudo que ele fala. Ele fica feliz, eu fico feliz.

Me tornei sócia e passei a ir nos jogos. Ia sozinha se não tinha companhia.

Quando conheci o Pablo, outro fanático por futebol me apresentou o Newell’s Old Boys. Confesso que até conhecer ele não tinha a mínima ideia quem era o NOB. Mas como o primeiro presente que dei para o Pablo foi uma camiseta do Inter, o meu não poderia ser diferente. Ganhei minha primeira camiseta do Newell´s... e a partir daí comecei a acompanhar o “Rojo y Negro querido”.

Mas LONGEE do que eu sentia pelo Inter. Mas já tinha um amor grande surgindo só de saber que o Guiñazú jogou aqui. E confesso que se o Pablo fosse do Central ia dar briga. Eu tinha 2 opções: Torcer para um time que estava na série B e que tem as cores iguais ao do Boca (ODEIO o Boca) ou torcer para um que tinha Vermelho e que é o time do Messi. Obrigada senhor por me mandar um LEPROSO.

Maktub

Vim morar na Argentina. Na primeira semana aqui já tinha me tornado sócia (alias, alguém avisa o Banrisul que o meu boleto de sócia do Inter chega sempre com um mês de atraso e aqui não tem Banrisul para pagar faturas atrasadas, obrigada). Comecei a ir em TODOS os jogos e bom, Argentino é tipo Gaúcho relacionado ao futebol. SOU ENLOUQUECIDA pelo Newell’s agora. Inclusive compro brigas e excluo canallas do meu face quando é muito alteradinho. Nunca vi mais parecidos com gremistas (não estou generalizando, tem uns bem legais – Gremistas e Canallas).



Quando me associei o NOB estava brigando para não cair para a B. Que tristeza. Começou o novo campeonato e advinha: Newell´s campeão. Tava faltando uma sócia Colorada. Olhai já cheguei ganhando títulos.

E agora eu tenho o coração dividido (sem saber o que fazer uma esta sempre comigo e a outra sempre quis ter. Não resisto a uma boa música, sorry). Uma das maiores emoções futebolísticas depois de todos os títulos que vi o Inter ganhar foi o Newell´s x Grêmio na Libertadores. Fui para o estádio com a camiseta no Newell´s e a bandeira do Inter. Depois de tanto tempo sem estar em um jogo do Inter me senti em um greNAL. Como eu gritei... MEU DEUS.

Eu e o Juanma no alambrado no jogo Newell's x Grêmio


Mas como o universo não queria nos ver tristes (faz de conta que a gente ia ficar triste uma pela outra caso alguém saísse vitorioso) fez a gente empatar os dois jogos né Juli? E respondendo a tua pergunta: Entre Inter x Newell´s... Estou fazendo promessas para esse dia não chegar.


Um blog mulherzinha, que poderia ser sobre futebol

Quando tive a ideia do blog, eu bem que poderia ter dito: gurias, vamos fazer um blog sobre futebol? 

Tenho a certeza que a adesão seria a mesma!

Somos meninas que amam futebol! AMAMOS DE VERDADE!
Sócias de seus clubes, apaixonadas por seus times e entendidas de esquema tático e regras.
Quer ver?!

Sou a gremista do blog. Absolutamente, apaixonada pelo Imortal desde muito cedo. Lembro que quando era pequena, e que queriam que eu torcesse pelo coirmão, pedia para o meu pai bandeiras e camisetas iguais a do meu irmão (gremista por herança paterna). ODEIO que me perguntam: e no Rio você é o quê? Gremista! Sou gremista e ponto final.
Porém, confesso que na Copa do Mundo vesti uma outra camiseta!
Torci muito pela Alemanhã! Muito... tipo como se fosse o Grêmio!

Eu no saudoso Olímpico e, na casa do coirmão, torcendo pela Alemanha na Copa


Rivalidade GRE-nal a parte, vou tentar mostrar como somos loucas por futebol! Olha as gurias aí embaixo:


Ana no Beira Rio e com sua camiseta autografada pelo Van Persie! Sim, ela correu atrás da Holanda durante a Copa e conheceu o cara. Depois de dar algumas entrevistas, levou a camiseta para o jogo e, diz ela, vai colocá-la num quadro!
A Pam, tem seu coração dividido! Colorada desde pequena e torcedor do Newell's Old Boys por amor. e, vou dizer, ela é fanática pelos dois clubes!!! Como consegue? 
Pra quem será que ela torceria num confronto de Inter X Newell's???

O fato é que somos gurias, bem mulherzinhas, que podemos passar 1 hora falando sobre maquiagem e, também, umas 3 falando de futebol!


Registro: Um dos raros momentos que fiquei do mesmo lado delas, mesmo com aquele "falso" ARG X ALE!
Quem sabe, não criamos uma coluna sobre futebol?!



Cheiro de feijão

Quarta-feira é meu dia estratégico de limpar a casa, pelo simples detalhe que é o dia que minha sogra vem nos visitar depois do trabalho. Ela sempre entra pela porta e diz: “Siempre todo impecable Pame”. Não precisa de tradução né? Mas não é sobre isso que quero falar nesse texto. Quero falar sobre um sentimento/saudade/emoção/sonho que me passou em uma dessas quartas-feiras.

Era de manhã e tinha começado a arrumar a casa, nesse dia comecei pela cozinha por que queria cozinhar feijão, assim enquanto ele cozinhava limpava o resto da casa. Terminei a cozinha, coloquei o feijão no fogo e voltei pro quarto (por onde sempre começo a faxina). Enquanto estava arrumando a cama escuto a panela pegar pressão, vou até a sala olho a hora (pra calcular o tempo da pressão) e volto para o quarto.

Foto meramente ilustrativa
Se fosse o Eddie não teria mais nada para a foto
Quando faço aquele movimento de estender o lençol sinto o cheirinho do feijão... E nesse momento tudo se junta: O cheiro do feijão, o movimento em arrumar a cama e o chiado que a panela fazia. E por um segundo me senti em um domingo na casa dos meus pais enquanto ajudo a mãe a arrumar a casa e ela esta colocando o feijão no fogo. Um segundo que me levou a quilômetros de distancia.

Foi muito rápido, e muito intenso. Na hora senti vontade de chorar, mas ri em seguida. Senti vontade de chorar de saudade, saudade da família, dos domingos arrumando a casa com a mãe, do feijão dela, da nossa casa em Viamão. E ri em seguida. Por que apesar de tanta saudade agora era o meu momento... minha cama, minha casa, meu feijão. Foi uma sensação tipo: Sou grande agora.

Enquanto escrevo esse texto escorrem as lagrimas. Não me perguntem por que. Sempre fui assim, me emociono fácil. É uma mescla de sentimentos que invadiram meu coração.

Mas como disse no meu primeiro texto para o blog (Escrevendo para o blog que não existe). Foi um segundo que virou texto. . . Fiquei chapada e viajei com cheiro de feijão.
É tudo muito louco. Esse texto é louco. Eu sou louca. Mas sou feliz.


Ter irmãos é tudo de bom! Ops... É muito divertido!

Hoje é dia do irmão, então meu post de hoje vai ser especial para os meus melhores amigos de infância, adolescência e vida adulta.
Não lembro da minha vida sem eles, temos menos de dois anos de diferença. As marcas da nossa amizade ficaram até hoje. Só que esse texto não é para ser meloso, de derretimento de amor por eles, é para contar um pouco das nossas histórias e das marcas físicas que nossas brigas de amor deixaram, literalmente...

Queridos! Uns doces de crianças!


Meu irmão nasceu no meio de muitas mulheres, meus pais sempre disseram que ele precisava defender as irmãs e as primas, que não deveria ser covarde de machucar meninas e que deveria nos proteger. Ele até aprendeu bem essa lição. Acontece que eu me aproveitava muito disso. Coitado! Ele se segurava, tinha paciência, mas eu era terrível. Uma vez, ele estava jogando futebol de botão, sozinho, ele contra ele mesmo (nunca entendi como conseguia) e eu peguei uma ripa de madeira e fiquei cutucando ele, chamando ele de “bixa”. Era uma coisa cruel de verdade. Falava bixa e cutucava, cinco segundos depois, bixa e cutucava, mais cinco segundos, bixa e cutucava. E fiz isso até ele sair correndo atrás de mim. Me tranquei no quarto. Ele foi até a cozinha, pegou um facão de cortar frango e machadava a porta de madeira dizendo que ia me pegar. Dessas brigas, quase sempre usávamos acessórios para auxiliar nosso poder de convencimento, como as correntes de ferro dos cachorros, panelas, facas, pedaços de madeira, e por aí vai. Na falta de objetos, as unhas socorriam e até hoje tenho marcado as unhas dos meus irmãos nos meus braços. E as minhas unhas nos braços deles.

Alguns dos nossos primos!


Mas nem tudo era briga para valer, as vezes era só uma lutinha mesmo. Retirávamos e afastávamos tudo o que podíamos da sala, para montar um tatame sobre as almofadas do sofá. Não lembro de quantas vezes isso rendeu torções nos pescoços das cambalhotas, roxos nas canelas e claro, dedinhos dos pés quebrados.

Tá, alguém por aí pode pensar que nos odiávamos, mas não. Nos amávamos mesmo! E nos amamos de verdade. Brincamos muito juntos, mas nos sacaneamos também. Durante muito tempo dormimos os três no mesmo quarto, o que proporcionou muitas risadas antes de dormir. Principalmente relacionadas ao beliche. Eu mais velha, sempre dormi na parte de cima da cama. Quis sacanear minha irmã, que estava na parte de baixo. Me deu vontade de espirrar, abaixei a cabeça na direção dela e espirrei no rosto dela. O que aconteceu? Fiz isso com tanta vontade que dei uma cambalhota no ar e caí com tudo no chão. Foi risada até tarde, não conseguíamos parar de rir. Até hoje é assim!
Outra vez, minha irmã, linda, quis dormir na parte de cima da cama, já se achava grande, minha mãe fez a gente trocar de lugar. Resumindo, ela passou mal de madrugada, colocou a cabeça pro lado e vomitou em cima dos meus cabelos. Na época tinha um baita cabelo pela cintura. Eu não acordei com o episódio. Então minha mãe me acordou, de madrugada, pra eu lavar os cabelos. Drama da madrugada: tinha faltado água!!!

O Beliche e o meu cabelo


Só que o mais impressionante de tudo, é que nós nos uníamos contra os outros. Já entrei em briga no colégio para defender meu irmão. Cuidava deles quando íamos para a escola sozinhos. E o mais impossível de tudo: conseguimos dar sumiço em 3 empregadas/babás de casa simplesmente porque não gostávamos delas. Sério! Elas deviam odiar a gente.

Sempre fomos bem diferentes, dificilmente brincávamos com os mesmos brinquedos, mas sempre estávamos juntos. A Juli morria de ódio de mim, quando finalmente aceitava brincar de Barbie com ela, montava uma história espetacular, organizava toda a cena, mas chegava na hora de brincar, não queria mais. Para brincar juntos, tinha que ser no vôlei, basquete, futebol, jogo de taco, bicicleta, tabuleiro, cartas, essas coisas.

Muitas histórias para contar




Tivemos uma infância feliz! Fazíamos bulling uns com os outros, mas nos defendíamos dos outros também. Disputávamos a areia da praia. Não nos traumatizamos... Sobrevivemos! E até hoje, adoramos sacanear nós mesmos e os outros, temos as melhores ideias, juntos! Não é a toa que hoje, um pouco antes de almoçar com a Juli, ela já estava preparando mais uma sacanagem contra o Guilherme.




Juli e Guilherme, amo vocês!


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Texto traducido al español


Tener hermanos es muy bueno! Es muy divertido.

Hoy es día del hermano, entonces mi publicación va a ser especial para mis mejores amigos de la infancia, adolescencia y de mi vida adulta.
No me acuerdo mi vida sin ellos, tenemos menos de dos años de diferencia entre nosotros. Y las marcas de nuestra amistad quedaran hasta hoy. Pero ese texto no es para ser meloso, de derretimiento de amores por ellos, es para contar un poco de nuestras historias y de las marcas físicas que nuestras peleas de amor nos dejaron, literalmente…


Queridos, dulces chicos.

Mi hermano nació en el medio de muchas mujeres, mis padres siempre le dijeron que necesitaba defender las hermanas y las primas, que no debería ser cobarde de lastimar a las chicas y que debería protegernos siempre. El aprendió bien la lección. Pero yo aprovechaba mucho de eso. ¡Pobre! El intentaba contenerse, tenía mucha paciencia, pero yo era terrible. Cierta vez él estaba jugando fútbol de botones. Solo. Él contra él mismo (nunca entendí como hacia eso) y yo con un trozo de madera le pegaba, llamándolo de maricón. Era cruel. Decía maricón y le pegaba, cinco segundos después, maricón y le pegaba, cinco segundos más, maricón y le pegaba. E hice eso hasta que salió corriendo atrás mío. Me encerré en la pieza. Él fue hasta la cocina agarro un cucharón y empezó a golpear la puerta diciendo que iba a pegarme.

En esas peleas casi siempre usábamos cosas para auxiliar en nuestro poder de persuasión, como correa de los perros, ollas, cuchillos, trozos de madera y etc. En la falta de cosas, las uñas solucionaban. Hasta hoy tengo marca de las uñas de mis hermanos en mis brazos. Y ellos de las mías.


Algunos de nuestros primos

Pero no eran peleas muy pesadas, a veces era solo jugando. Sacábamos y corríamos todo lo que podíamos de la sala, para armar un ring con las almohadas del sillón. No me acuerdo cuantas veces eso nos produjó lesiones en los cuellos por las tumbas carneras, de los moretones en las piernas y obvio, deditos de los pies quebrados.

Alguien puede pensar que nos odiábamos, pero no. Nos queríamos mucho. De verdad. Jugábamos mucho juntos, pero nos molestábamos también. Por mucho tiempo dormíamos los tres en la misma pieza, lo que proporciono muchas risas antes de dormir. Principalmente relacionadas a la cucheta. Yo como la más vieja siempre dormía en la cama de arriba. Un día quise molestar a mi hermana, que estaba en la parte de abajo. Tuve ganas de estornudar, baje la cabeza en dirección a ella y estornude. ¿Pero qué pasó? Lo hice con tantas ganas que me caí con todo al piso. Fueron risas hasta tarde, no podíamos parar de reírnos. Hasta hoy es así.

Otra vez mi hermana, hermosa, quiso dormir en la parte de arriba de la cama, ya pensaba que era “grande”, así que mi mama me hizo cambiar con ella. Resumiendo, ella pasó mal por la noche, puso la cabeza para el lado y vomito arriba de mi pelo. En aquel tiempo yo tenía pelo largo, me llegaba a la cintura. Yo no me desperté con lo que paso. Pero mi mama lo hizo para lavar mi pelo. Drama de la noche: ¡no tenía agua!


La cucheta y mis pelos

Lo más impresionante de todo es que nos uníamos contra las otras personas. Ya entré en peleas de la escuela para defender a mi hermano. Los cuidaba cuando íbamos solos a la escuela. Y lo más imposible de todo: conseguíamos hacer “desaparecer” tres empleadas/niñeras de nuestra casa solo porque no las queríamos. ¡En serio! Ellas deberían odiarnos.

Siempre fuimos muy distintos, difícilmente jugábamos con los mismos juguetes, pero siempre estábamos juntos. Juli moría de odio de mí, cuando finalmente aceptaba jugar de Barbie con ella montábamos una ensena espectacular y todo, pero en la hora de jugar yo ya no tenía ganas. Para jugar juntas tenía que ser vóley, básquet, futbol, bicicleta, juegos de mesa, cartas y esas cosas.

Muchas historias para contar

! Tuvimos una muy feliz infancia! Hacíamos bulling con nosotros mismos, pero nos defendíamos siempre de los otros. Disputábamos la arena en la playa. No nos traumatizamos... Sobrevivimos. Y hasta hoy adoramos molestarnos a nosotros mismos y los otros, tenemos las mejores ideas juntos. No es en vano que hoy, un poquito antes de almorzar con Juli, ella ya estaba planeando una contra Guilherme.    




¡Juli y Guilherme, amo ustedes!


 
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