sobre blog

Sabe quando amigas se reúnem para ter uma noite só de gurias?
Que conversam sobre tudo, com comidinhas e bebidinhas gostosas?
Aquela noite cheia de segredos e boas risadas?
Chamamos isso de Noite Mulherzinha!

E é esse papo bem humorado que vamos trazer pra cá.
Mostrando postagens com marcador ::segredinhos::. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ::segredinhos::. Mostrar todas as postagens

Saudade

Uma vez a Juli escreveu um texto sobre a palavra que definia o ano dela e nesse dia pensei que não havia outra palavra no mundo que definisse meu ano melhor que “Saudade”.

Começo a escrever esse texto em meio a um caos mental. Hoje estou sensível, mais do que sensível... estou transbordando emoções. Fazem duas horas que choro sem parar. Por que? Bom, saudade é a palavra que me define. Mas hoje é um caso especial...

Sinto saudade da família, dos amigos, de casa TODOS os dias. Já até me acostumei com essa dorzinha interior. Mas hoje essa palavrinha me pesou. Estava conversando com a minha mãe e ela me contava toda entusiasmada que ia começar a fazer academia. Que isso ia fazer ela se sentir melhor, com mais vida (se é que ela necessita, já que em plenos 58 aninhos tem folego de uma guria de 20).

E em seguida me fez uma pergunta em uma publicação que tinha feito no face a poucos minutos... “Que passou na minha vida que eu nunca ia esquecer?” Parei uns minutos para pensar e lembrei de quando dancei com meu pai nos meus 15 anos. Me lembro que eu não queria dançar valsa, de jeito nenhum, e implorei pra ele não fazer isso. Só que ele colocou uma música (“Filha” do Rick e Renner) e ficamos esses minutos abraçados chorando de uma lado ao outro.


Foi um momento único. Depois o agradeci por ter feito, e com certeza isso NUNCA vou esquecer. E ai veio o peso da palavrinha aquela que já mencionei um par de vezes. E por um momento me senti egoísta de estar aqui... longe deles. E foi ai que o caos mental começou.

Como me dividir em duas? Como aproveitar meus “velhos” e não deixar para trás tudo que conquistamos aqui? Como simplesmente dizer tchau e voltar correndo pro colo dos meus pais? Não posso. Queria que as coisas fossem mais simples e que o tele transporte existisse.

Sou MUITO feliz aqui. Digo isso todos os dias para o Pablo. Nosso apê, os gatos, a faculdade, as experiências, um novo idioma e cultura.  Tem como seguir tudo isso e diminuir a distância de casa em uns 1000km? Deveria ter uma lei que te permitiria tirar ferias e ter tudo pago pra qualquer lugar caso fosse comprovado que tu ta precisando de colo de mãe. Não tem remedio melhor para qualquer angustia e insegurança.


O que nesse momento me conforma é que a ideia, minha e do Pablo, é de um dia voltar para o Brasil. Viver na praia e consequentemente mais pertinho de casa, da família e dos amigos. Esse dia vai chegar... espero que não demore taaaaaaanto. Mas daí a pergunta vai ser: E será que o Pablo vai estar preparado para a nova palavra que vai definir ele? #Oremos


Ainda sobre Casamentos, é claro!

Simmmmm nos empolgamos com casamentos, muito, de verdade. E com a notícia de dois casamentos surgindo na vida das nossas blogueiras voltou com tudo esse assunto. A Ana já escreveu sobre o ano ímpar, e como é ser uma noiva não noiva. Já a Juli (a única casada, por enquanto, no blog) sobre os mitos e verdades sobre casamentos.

E eu? Que escrevo? Não sou noiva, nunca fui casada, e minha única experiência com casamentos foi como madrinha. Então decidi escrever como passei de “Casar? NUNCA” para “Já tenho a data do casamento sem ter noivo”, já que me falta um pedido ainda. Né amor?!


Fui madrinha de casamento de um primo quando eu tinha uns 18, 19 anos. Me lembro que na época pensava como as pessoas gastavam tanto dinheiro para uma noite. E não era só com casamentos. Eu sentia a mesma coisa quando as pessoas gastavam o que não tinham por uma festa de 15 anos. Nos meus 15 tudo o que eu queria era um computador.

Até que... fui no casamento de uma amiga de infância. E foi simplesmente INCRIVEL. Não parecia ser uma festa cara, mas me apaixonei pelos detalhes, pelo vestido, pelo vídeo dos noivos e principalmente pela alegria estampada na cara deles. Pronto. QUERO CASAR. MUITO. Com tudo que tenho direito. Depois como madrinha da Juli pude vivenciar o desejo de um casamento mais de perto e fui cada dia mais tendo a certeza que também queria tudo aquilo pra mim um dia.

Agora vivo sonhando acordada com tudo que tenho planejado para o meu casamento. Não sei se pretendo casar de papel passado mas da festa não abro mão. O Pablo nunca pensou em casar também... e me lembro de um comentário no meio da festa da Juli e do Gabriel: “Deu até vontade de casar” “É um pedido? :D” “Ainda não. Só te estou dizendo que quero festa também”. Algo é algo né gente. :)

Agora nos divertimos pensando em coisas para o nosso futuro (espero não tão longe) casamento. O bom de ter gostos muito parecidos é que todas as minhas ideias ele aprova. Confesso que já tenho uns 15 modelos de vestidos no meu carrinho de compras do Ali Express. E que minha maior dúvida é casar no Brasil ou na Argentina?

Acreditem, tenho tudo planejado. Para o lugar que for. Só me falta o anel.




Universo Paralelo

Minha pagina preferida no facebook, depois do nosso bloguinho e da minha pagina de foto é a “Disney Irônica”, fico horas olhando as postagens deles e me identificando com cada post. Nesse mesmo dia tinha começado a escrever um texto para o blog sobre como me sinto (eu e o mundo) quando estou de fones de ouvido ouvindo minhas musicas favoritas e me deparo com esse post da Disney Irônica:



Depois de rir por minutos me dei conta o quando realmente me imagino em cada clipe. Clipes que invento na minha cabeça. Acho que por ser uma cantora frustrada (já que meu sonho era ter uma banda de rock e não sei cantar, muito menos tocar um instrumento) e uma ex-bailarina me ajudam na criatividade nesse momento.

Algumas músicas me imagino só dançando, algumas me imagino cantando por ai, outras invento clipes... tem uma que escuto sempre que é a musica do clipe das madrinhas do meu casamento (olha o ponto que a pessoa chega), já sei como vai ser tudo. Vai chegar o momento e já tenho tudo bem pensado. As vezes andando pela rua tenho que me segurar para não estar cantando alto, ou dançando, ou mechendo os braços e fazendo caretas. Nos sentimos em outro lugar, mas ainda estamos aqui (que pena).

Tenho musica para um solo de balé com tutu vermelho e rock pesado. Tenho musicas para solos de street jazz, para momentos especiais, para surpresas, para tirar fotos, para preparar a comida, para caminhar sorrindo e até para dançar loucamente.



Como os fones de ouvido nos fazem entrar em um universo paralelo só nosso, e como o mundo fica colorido e mais leve. Em um momento tu podes ser tudo que quiser ser, só precisa de música boa, imaginação e uma pitada de loucura. E quantas vezes a gente acaba voltando à música antes que ela termine só pra voltar a imaginar tudo outra vez?


Eu? Acabei de voltar uma. :)

Ano ímpar

Adoro ano ímpar!

2015 não está deixando por menos. Os anos ímpares sempre me proporcionaram realizações pessoais e profissionais que me deixaram com a certeza de que quando os ímpares chegam, trazem com ele as melhores notícias.

Os maiores sonhos da minha vida só foram possíveis por que planejei todos eles com muito cuidado nos anos ímpares.

E esse ano de agora chegou chegando, me fazendo querer coisas que antes não eram importantes e que agora não sei viver sem ou imaginar meu ano sem elas.

Voltei, depois de muito tempo, a ter uma turminha de crianças de 2 anos de idade, que estão me dando as melhores alegrias, colocando o sorriso no meu rosto diariamente, me dando aquele amor de graça, espontâneo e verdadeiro que só a primeira infância é capaz de dar.

E quanto à vida pessoal, aguardem, novidades estão por vir aqui no bloguinho.



10 desesperos de uma gaúcha morando na Argentina

Acabei de ler uma matéria na Zero Hora falando sobre os hábitos que os gaúchos não perdem quando moram longe do RS. Obvio como já era de se esperar, o li imaginando ser um texto escrito por mim. Identificava-me a cada paragrafo. E então decidi fazer uma lista das dez “desesperações” de uma gaúcha que mora na Argentina. Tenho que dizer que morar na Argentina não deve ser tãoooo difícil quanto morar em São Paulo (imagino) que era o caso da Larissa Gargaro, autora do texto. Mas vamos à lista do desespero:


1 -  A saga da Erva-Mate

Ok, eles tomam mate. Mas não é chimarrão. Desde que vim pra cá não deixo de procurar nas prateleiras de todos os supermercados a nossa erva. Chorei de emoção quando me disseram que vendiam em uma loja especializada em ervas. Corri até lá para comprar quilos e mais quilos... e para meu desespero, não TINHA. NUNCA TEVE.
A dona da loja me explicou a diferença. A erva gaúcha é uma planta nova, de três meses (por isso a cor verde fosforescente) e a erva Argentina é uma planta de 11 meses em diante, tem a folha seca. O que seria a nossa erva para tererê.
O jeito é seguir trazendo quilos em todas as viajem.
Uma dica para quem mora fora: Congelar a erva. Toda vez que abre um pacote é como se recém tivéssemos comprado o pacotinho. ;)

2    2 - Escutar um “guria” (leia com aquele sotaque de “guria, nem te conto”)
Conheci muitos brasileiros vivendo por aqui, mas a verdade é que a gente acaba ficando mais perto dos gaúchos. É como se (e é) só entre nós estamos realmente em casa. Minha melhor amiga aqui em Rosario é uma gaúcha (obvio) e sempre nos juntamos para falar um pouco de gauches. Coisas que só nos entendemos. E pra falar sem culpa que vamos tomar um chimas comendo bergas no sol. Por que para os argentinos “berga” é outraaaa coisa. (Joga no google).
É chato ter que corrigir os argentinos quando te dizem: “Hola Menina, hola Garotinha”.
É guria, tchê.

      3 -  Ser identificada só por outros gaúchos
Tenho uma canga que é a bandeira do RS. E sempre que vou para o parque tomar um mate levo comigo. Já cansei de escutar gente falando português na minha volta e não identificam a bandeira. Um dia um grupo de Paulistas (imagino que sejam paulistas pelo sotaque) passou por mim e minha bandeira no parque e disseram: “Olha um chimarrão. Só que de Argentino”.  E se foram.
E outra vez uma guria parou na minha frente e me disse: “Diz que tu esta tomando chimarrão?”. Identificou-me pela bandeira e pelo verde da erva. :’)

      4 - Chorar de emoção quando vê um coraçãozinho
Os argentinos comem qualquer parte do boi. QUALQUER PARTE. Não vou escrever aqui quais, mas pensa em uma ai... sim eles comem isso também. Daí minha pergunta é: CADÊ OS CORAÇÕES DE GALINHA??? No máximo tu encontra um nos miúdos que vem junto.

     
      5 -  Guaraná
Não tem. E quando eu tento explicar eles acham que é energético. Daí larguei de mão.


      6 - Pão com Alho
Argentino come pão com tudo, menos com sopa. (Se entender essa me explica). Que eu acho incrível eles não comerem pão com alho quando fazem assado. Já tinha conversado com a Juli que o dia que a gente fizer uma fabrica de pão com alho e coraçãozinho na Argentina vamos ficar ricas.


     
      7 -  Me sentir uma retardada quando concordo falando “Aham” ou “Pior”
Só o fato de eles falarem “tu” e “che” já me ajuda pacas. Mas é quase instantâneo o “aham” enquanto a outra pessoa me esta contando algo. Mais de dois anos vivendo aqui e não consigo trocar o “aham” pelo “si” no meio de uma conversa.
“Ah é”, “Bem Capaz”, “Mas vai te deitar”... ainda busco traduções para não esquecer.

      8 - Me emocionar quando vejo alguém com a camisa do Inter/Grêmio
É comum ver gente com camisetas de times de futebol do Brasil. Tem muito São Paulino, Flamenguista, Santista e muito, mas muitos Corintianos que quando vejo um colorado da vontade de abraçar. A probabilidade de esse colorado ser gaúcho é de 95%.
E morro de ódio quando me perguntam “Corinthians ou Flamengo?”
-INTER POR..A.

      9 - Explicar que gaúcho é diferente de Brasileiro
Passo muito tempo tentando explicar que nós somos bem mais parecidos com Argentinos que com o resto do Brasil. A tradição, os costumes, a maneira de viver e até o dialeto. Ontem descobri que aqui também falam “gol de chiripa”. É legal descobrir essas coisas, que no norte do Brasil certamente não nos entenderiam. Eu fico emocionada quando alguém acha que não vou entender uma palavra, mas entendo só por que sou gaúcha. J

      10 -  Saudade de arrepiar
Como a Larissa falou no texto dela a gente acaba reclamando de tudo e de todos enquanto ainda vivemos na Terrinha. Mas uma vez que passamos à fronteira a saudade desse acolhimento gaúcho é instantâneo. Eu quando morava no Sul vivia reclamando que meus pais tinham casa em Cidreira. Agora fico contando os dias para estar lá novamente.
Saudade do cheiro de cuca feita na hora, do feijão no fogão a lenha, das pessoas, de casa.

Acho que é normal né? Assim pelo menos nos arrepiamos ainda mais a cada hino que escutamos sem querem em um vídeo no Facebook. Confesso que eu choro quando escuto. E da vontade de gritar bem alto. “Ahhh, eu sou gaúcho”.

Ps.: Me esqueci de colocar na lista junto com o coraçãozinho e Pão com Alho o NOSSO famoso XIS. Meuuuuu Deussss.... comeria uns 2 Xis Bagunça nesse momento.


A Saga da Agenda

Todo inicio de ano para mim começa com a minha saga em encontrar a agenda perfeita. Não posso simplesmente entrar em uma livraria e comprar a mais barata ou aquelas pretinhas básicas. Ela tem que ser especial, por que meu novo ano merecem coisas especiais.
                                  
Sou dessas que escreve tudo na agenda (clássica virginiana) e gosto de fazer corações em datas especiais, escrever todos os aniversários, e claro tudo muito colorido. Para mim as agendas são fundamentais no ano, é nela que escrevemos (eu pelo menos) todos acontecimentos importantes, datas tão esperadas e qual foi o dia que comprei ração a ultima vez para o meu gato, por exemplo.

Passo um bom tempo olhando agendas em uma livraria a cada inicio de ano. Por que é um conjunto de beleza, praticidade e conforto. Não pode ser muito grande, nem muito pequena. Tem que ter capa linda, mas ter espaço para escrever dentro e sempre tem que ser de espiral.  

Minhas 3 ultimas agendas
2013 que ganhei de alguém muito especial que 2012 me trouxe
2014 Marcando o ano que entrei para a Faculdade de Fotografía
E 2015... Paris? Praticando a lei da atração. Quem sabe se eu olhar essa palavrinha todos os dias ;)

Encontrado todos os elementos de uma agenda perfeita é a hora de comprar e chegar em casa para escrever coisas que já programamos para o ano. Os aniversários, as viagens programadas, o primeiro dia de aula, e esperar... para enche-la de bons momentos e recordações.


Agora que já encontrei minha agenda perfeita... Pode vir 2015, que vou lhe usar. ;)

Taxiii

Quando vim morar na Argentina sabia meia dúzia de palavras em espanhol. Nunca estudei a língua e o pouco que sabia era de escutar o Pablo falar. Depois de uns meses morando aqui a compreensão estava tranquila, sabia ler e até escrever algumas coisas, mas falar foi sempre minha dificuldade. Talvez por que com o Pablo falo em português.

Com uns 6 meses comecei a tentar a falar... e foi muito difícil. Tinha pessoas que me entendiam super bem e outras que não entendiam nada. Nunca tinha certeza se estava indo bem ou mal. Com um ano de vida Argentina é que realmente comecei a falar bem (uns 75%), sobrevivo e já até consigo falar por telefone (coisa que até ano passado me dava pânico).

Minha maior dificuldade até hoje são os “erres”. Aiiii que difícil. Perro (cachorro em espanhol) é a palavra mais difícil pra mim. Hoje em dia faço tudo praticamente sozinha e pegar taxis é a coisa mais divertida pra mim, já explico por que:

Quando pego um taxi e tenho que ir para ruas com o nome “Salta” ou “España” não acontece nada, é uma corrida normal em um taxi normal. É divertido quando tenho que dizer ruas do tipo “Dorrego y Entre Ríos, por favor,” o taxista me olha pelo espelho e me pergunta “Tu não é daqui né?” Não, sou brasileira. E pronto.... Muitas histórias para contar.

“Por que a Argentina?”
“Por que Rosário?”
“Veio estudar?”

Daí começa a maratona de perguntas. Quando não estou a fim de conversa digo que vim estudar medicina e pronto. Afinal 30% da faculdade de medicina de Rosário são de alunos Brasileiros. Os taxistas estão acostumados e não perguntam mais nada.

Mas minha diversão hoje em dia é contar historias, inventar coisas e fazer aflorar meu lado atriz.
Já inventei que era do Rio de Janeiro, que era turista, que vim a trabalho por uma empresa multinacional, que queria só ir morar em um lugar diferente e etc.

Mas a ultima conversa foi a mais divertida:
- Hola, a donde vas?
- Entre Rios y Tucuman, por favor.
- Você não é daqui né?
- Não, sou brasileira.
-Veio estudar?
-Não, vim gravar cenas da minha próxima novela (aproveitei que estava linda indo para uma festa e estava arrumadinha).
-Você é atriz? De novela brasileira? (Eles amam novelas brasileiras, principalmente Avenida Brasil)
- Sim. Há pouco tempo passou uma novela que eu participei aqui, Avenida Brasil, conhece?
-No me digassss. Agora te olhando eu me lembro de ti da novela.

Sorri, me pediu um autografo e desci do taxi. (O caminho era curto, se não ia ter que inventar um roteiro inteiro). Queria saber com que ele me achou parecida. Afinal estou mais pra Carminha que para Nina. 

Agora sou famosa na Argentina, para um taxista pelo menos.

Sobre o dia que me senti livre

Hoje eu quero contar sobre uma experiência que estou vivendo na minha vida. Há um mês e meio deixei de tomar pílulas anticoncepcionais. Não, não quero engravidar agora e já explico o porquê da minha decisão.


Começou há uns dois anos mais ou menos que me sentia desconfortável na hora de tomar a pílula. Na mesma hora sentia vontade de vomitar. Era como se ela tivesse gosto pra mim. Procurei minha ginecologista e trocamos de pílula. Igual seguia me sentindo muito estranha, o ato de toma-la todos os dias para mim era estranho.

Era como se o ato de todos os dias tomar uma pílula lembrasse porque estava tomando ela. Por que não queria engravidar, porque queria ter um ciclo menstrual regular, por que tinha medo. A partir daí comecei a ler muitas coisas relacionadas a pílulas. E cada dia fui mais me identificando com tudo que lia.

Sempre me senti mal quando tomava o remédio. Tinha dores muito fortes a cada ciclo e confesso que para chegar nos “finalmentes” sempre foi muito difícil e vontade de ter relações era cada vez menor. Além de me sentir inchada, com dores de cabeça, bipolar, depressiva, com mal-estar, ansiedade e bom,  tudo isso consta na bula.

Há um mês e meio decidi no meio de uma cartela que não queria mais isso. Queria a voltar a ser eu (uma eu que nunca conheci). Queria sentir meu corpo, me sentir MULHER outra vez. Estranho né? Queria me sentir livre. Tinha a sensação que essa bolinha minúscula rosa me matava todos os dias por dentro. (Sim, sou bem dramática). Compramos caixas de preservativos. E pronto, tchau anticoncepcional.

A primeira semana foi punk. Me senti MUITO mal. Como se estivesse deixando de tomar um remédio controlado. Me sentia realmente muito estranha, como se algo estivesse faltando todo o tempo. Uma semana de dores de cabeça fortes, de tonturas e vontade de vomitar. Um sangramento fora do normal (que na verdade era o normal agora) e medo. Será que era a coisa certa a fazer?



Passou a primeira semana e logo comecei a sentir “coisas”. Minha barriga já começou a ficar menos inchada, comecei a me sentir mais bonita, comecei a sentir meu corpo. Na minha semana “fértil” parecia que tinha colocado silicone, meu cabelo estava lindo e comecei escutar alguém dizer: Isso é novo, o que tu andou olhando. :P Queria explicar com cada detalhe tudo que mudou dentro de mim. Mas a única coisa que posso dizer é que me sinto maravilhosa, natural, livre e feliz.


Ps.: Aqui deixo um link de uma reportagem sobre porque o anticoncepcional é considerado um veneno para as mulheres. (Corpoinconsciencia.com)


Curto? Curto.

Sempre fui acostumada a ter cabelo comprido, muito comprido. Lembram-se das Promessas da Vó Maria? Então, acho que isso ajudou um pouco no medo da tesoura. Até os meus 10 anos cortei meu cabelo 2x na minha vida. E as duas vezes foram curtos. Depois disso crescia tanto que cortava só as pontinhas de 2 em 2 meses.
No máximo me arriscava com uma franjinha e sempre me arrependia. Quando inventaram a progressiva então... passei a ser lisa e parecia que crescia mais rápido ainda meu cabelo. E eu seguia cortando só as pontinhas. Lá pelos meus 20, 21 anos surgiu uma modinha cabelo curto e comecei a adorar cada criatura que me aparecia com o cabelo curto. Mas adorava nos outros, em mim já não tinha muita certeza.


Me lembro até hoje quando cortei meu cabelo “curto” pela primeira vez. Me lembro que estava em casa com a perna engessada (eu tinha caído da escada, mas isso é outra historia), era dia de semana e verão. Estava sozinha em casa viajando na internet e vi um cabelo curto... um cabelo muito parecido com aspecto do meu, e gostei. Minha irmã sempre cortou meu cabelo, só que ela tinha viajado para o Rio de Janeiro. Merda. Tinha que ser naquele dia para cortar, se não eu sei que não cortava mais.

Devia fazer uns 35 graus na rua e eu com aquele gesso esperando um ônibus para ir até o centro. Tive sorte de o salão ter hora para cortar meu cabelo, e pronto, cortei. Da cintura para acima dos ombros... foi um choque. E a cabeleireira me fez uma escova toda virada pra fora e deixava mais curto ainda. Me senti uma velha... peguei um taxi e quando cheguei em casa fui direto lavar meu cabelo. Sequei e fiz chapinha para ver o estado que estava. Me ODIEI. Fiquei 2 dias dentro de casa. Até que chegou a minha irmã.

Ela ria da minha cara, por que na verdade o corte estava mal feito e no cabelo curto qualquer coisa aparece. E me dizia que eu deveria ter esperado ela chegar. As pessoas não entendem os virginianos. Tinha que ser naquele dia...

Bom, ela arrumou o corte e comecei a me amar... e já são 4 anos de cabelo curto. Encostou no ombro pra mim já está comprido. E me desespero quando não posso cortar. Por que agora é ao contrario, eu até queria ele um pouco mais comprido. Mas não resisto a uma tesoura.


Ps.: Nesses 4 anos deixei o cabelo crescer 2x. Uma para o casamento da Juli, foram 9 meses de tortura e por pouco meu penteado para o casório não foi um “corte”, ir no salão e não cortar nem as pontinhas me mata. E a outra foi esse ano, fiquei quase um ano sem ver a minha irmã... só ela corta meu cabelo. Aprendi a lição. 


Escreve sobre isso no teu blog!

Essa frase – e todas as suas derivações – é corriqueira na minha vida.
Não é mentira que quando pensei no blog a ideia principal era ter um registro de todos os pensamentos, teorias e histórias malucas que eu e minhas amigas tínhamos.
A ideia era ter muitas “noites mulherzinhas” durante a semana.


Por isso, sempre que vemos o número de acesso ou alguém se refere ao bloguinho, fico muito surpresa!
Estranho, né?!
Porque parece óbvio: se você tem um blog, publica coisas, as pessoas podem ler!

Só que, não sei quantas vezes, alguém faz comentários do tipo “também lembro das coreografias do é o tchan!”, “e aí, Sandy!” ou “também gosto de rock e Anitta!” e  pergunto surpresa: como vocês sabe disso?
Horas, Juli. Porque você postou no blog!

Mas, além isso, muitas vezes sou “pautada” e – CONFESSO – toda vez que isso acontece, começo a escrever textos mentalmente. E alguns dos textos que publiquei, são inspirados nas sugestões que vocês me dão!


Acho que vou seguir surpreendida – e, às vezes, envergonhada – quando se referirem aos nossos textos do bloguinho. Mas, adoro ver como ele tem me aproximado de pessoas!


A bruxa esta solta

Chega à época de Halloween e junto meu maior desespero: Só passa filmes de terror na tv. É uma semana que passo correndo pelos canais de filmes. Sou um pouco fiasquenta com isso, confesso. Mas já vou contar de onde vem o trauma.

Quando eu era pequena sempre tive meu próprio quarto, dormia sozinha e no escuro. Nunca tive medo de filmes de terror e adorava as historias que meus irmãos e primos contavam de fantasmas. Tinha aquele medo na hora, mas sempre dormia tranquila à noite, nunca me assustou os filmes de terror por que sempre tive consciência que aquilo não existia. Que era tudo de mentira.

Essas mãozinhas na parede era o que
mais me davam coisas

Até o dia que lançaram a “Bruxa de Blair”. Lembro-me que alugamos uma fita e reunimos toda a família para ver. Nisso meu irmão começou a me contar sobre o filme, e disse que aquela fita que tinham feito o filme era verdadeira. Que aquilo ali realmente tinha acontecido. E como sempre acreditava no meu irmão (ele não mentia nunca) olhei o filme todo acreditando que era tudo verdade.

Esse dia dormi no sofá da sala porque tinha alguns parentes dormindo lá em casa. Ou melhor, não dormi. Fiquei a noite toda com os olhos estralados de medo e relembrando o filme na minha cabeça. Pronto, foi assim que peguei pânico dos filmes de terror.

Confesso que se assisto muito “Alienígenas Ancestrais” ou qualquer seriado que tenha espíritos e coisas sobrenaturais passo uns diazinhos sem dormir, às vezes tenho até que acender a luz. Nível de maturidade: level zero.

Por isso meu pânico em por essa data. E aproveitando o tema temos duas convidadas especiais no blog que fizeram uma make bem assustadora para comemorar o Halloween. A Bruna Martinez que é maquiadora hoje serviu de modelo para a amiga Jéssica Schwank que trabalha no D&D Estética e Saúde.


Olha que incrivel o trabalho que elas fizeram. Ta horroroso gurias (no bom sentido é claro). Não consigo nem ficar olhando muito tempo para esse pulso. hehe


Ps.: Nivel de maturidade sobre filmes de terror: Estamos trabalhando nisso.


Ainda sobre morar com meninos

Vivo com eu namorado há um ano e meio (aliás, ele ainda acha que não somos casados. E daí eu me pergunto, que ta faltando? Por que né?) e ele é um recém-formado em Engenharia Civil. Mas sempre digo que ele pode ser o Engenheiro, mas eu sou a Engenheira da vida. Já explico por que.

Sempre fui muito metida a fazer tudo, e gosto de resolver sempre as coisas. Por que o deixar para depois ou para alguém fazer me tira do sério. Para mim tudo tem que estar pronto para ontem. E a agonia de esperar me fez aprender muitas coisas praticas para a vida. 

***
Episodio 1: Um dia parou de funcionar o interfone do apartamento, veio um eletricista geral e disse que precisaríamos trocar o interfone inteiro. Informou qual teríamos que comprar e disse para ligar para ele quando tivéssemos o novo e ele viria trocar. Na mesma semana compramos e ligamos para ele. Passou um dia, dois, três, uma semana e nada dele aparecer. Eu já tinha notado que o interfone novo era exatamente igual ao velho... PLIN acendeu uma luz na minha cabeça, vou trocar esse negócio.

Olha que fácil. 

 -Pablo, vou trocar o interfone. Não deve ser difícil. É só colocar cada cor de fio no lugar certo.
-Tu não és louca. Eu já paguei caro no interfone, tu vai me fazer ter que comprar um novo. Isso se não estragar ainda mais o velho.

Nada mais encorajador e estimulante que alguém dizer que tu não vai conseguir fazer algo. Tirei uma foto do interfone velho e comecei a colocar o novo. Me sentia uma especialista na coisa. Era só fazer igual a foto que não tinha erro. Cada cor no lugar certo e em 15 minutos tinha terminado.

-Amor desce lá e chama o interfone.
-Se não der certo tu que vai comprar um novo e vai explicar para o eletricista por que esta assim.




Enquanto ele descia os nove andares só conseguia pensar que TINHA que dar certo. Se não escutaria que não deu por um bom tempo.

“”TRIMMMMMMMMM””
-Me escuta?
-Simmmmm. Já te disse que eu sou a Engenheira da casa amor. E agora eletricista.
Me senti poderosa nesse momento. E aliviada. Agora oficialmente eu podia dizer que entendia das coisas.
***
Episódio 2: Um dia cheguei em casa e o Pablo me disse:
- Amor, temos que comprar um ventilador novo.
-Por que amor? O que aconteceu?
-A hélice esta solta e em qualquer momento vai quebrar.
-Tu não olhou se ela não esta só frouxa? Se não é só apertar o parafuso?
-Já. Não tem parafuso. Vamos ter que comprar um novo.
Como assim não tem parafuso? Estava sentindo cheiro de preguiça no ar. E que a olhada não foi tão boa assim. Olhei o ventilador e realmente não tinha parafuso. Me ajoelhei e olhei pelo chão. Estava em baixo da cama. Parafusei de volta, e temos ventilador até hoje. ¬¬
***
Episódio 3: -Gorda vamos ter que comprar uma vassoura nova.
-Por que amor? Compramos essa não faz um ano (vassouras vivem eternamente, praticamente).
-Ela já esta mais sujando o chão do que limpando.
-E tu não pensou em limpar a vassoura?
-Não.

Risos eternos.

30 coisas sobre meus 30 - #1 Não tenho a ponta da língua

Quando tinha um ano e um mês de idade, passei por uma experiência um tanto traumática para minha família e que hoje sempre me rende algumas boas risadas. Minha mãe tinha trocado minhas fraldas de pano (sim, trinta anos atrás fralda descartáveis eram artigo de luxo) e eu fiz algum tipo de birra pois não queria parar de brincar. Ela foi levar as fraldas para o tanque de roupa suja e quando voltou o fato já havia ocorrido.

Arrastei um móvel de lugar, peguei um fio de extensão que estava plugado na tomada, coloquei na boca e levei um choque de 110 volts. A ponta da minha língua torrou e ficou pendurada por um pedacinho. Minha mãe pediu para eu abrir a boca e esse pedaço caiu na mão dela. Corremos para o hospital, com a ponta da língua torrada junto, com a esperança dela ser reconstituída. O cirurgião que nos atendeu disse que poderia até recolocá-la, mas assim que eu acordasse da anestesia, não poderia mexer a língua, caso contrário ela cairia.




Alguém já viu uma criança de um ano de idade não movimentar a língua? Impossível! Então cauterizaram minha língua e fiquei serelepe pelo hospital mostrando para todo mundo o meu feito. Então vieram os comentários da família! Minha avó dizia e me tratava como uma aleijada, deficiente física, coitadinha de mim, nunca iria falar! Tios e tias estavam preocupados que nunca arranjaria um namorado/noivo/marido. Talvez meus irmãos gêmeos nem nascessem, minha mãe estava grávida deles e com tamanho o susto quase abortou. Tá bom que é exagero da minha parte, mas era o que todos pensavam que ia acontecer e ela nem sabia ainda que eram gêmeos.



Bom e eu fui crescendo, me aproveitando um pouco do fato de não ter a ponta da língua para ganhar algumas regalias da minha avó. Minha mãe, hoje minha heroína, não deixou eu falar uma palavra errada quando comecei a falar, o que faz com que eu fale pelos cotovelos hoje em dia. Tá certo que o inglês ainda é um pouco difícil, afinal aquele som de “TH”, o “t” soprado sai com umas cuspidas e faz com que me estresse um pouco, pois queria conseguir falar sem sotaque. Mas não dá, é muito difícil pra mim e para sair direitinho tenho que falar igual a uma lesma retardada.

Na adolescência vieram algumas vergonhas e estratégias. Fazer bola de chiclete sempre foi um horror. Ela saía, e ainda sai, deformada, com um risco no meio e maior do lado esquerdo. Então aprendi a virar a língua e fazer bola de chiclete com a língua de lado. Funcionou e continuei a fazer assim. E confesso que para dar meu primeiro beijo, demorou muito para ter certeza de que o guri não sairia correndo quando descobrisse minha aberração. Mas passou, deu tudo certo e ele não saiu correndo. Nem o primeiro nem os outros.

E o querido, agora nomeado, bulling? Minha pequena deficiência física virou referência pessoal para família, amigos e amigo de amigos.

“Essa é minha amiga Ana, aquela que perdeu a ponta da língua” e depois disso, para abreviar, virei a “Ana, aquela sem língua”.

Depois disso vem a célebre frase: 
“Sério? Deixa eu ver? Mas nem dá para perceber...”

Em seguida vem o F.A.Q.:

Tu não tem a língua mesmo?
Tenho língua, só perdi a ponta dela.

Mas como tu fala tudo normal assim?
Minha mãe não deixou eu falar errado.

E tu sente o gosto de todas as coisas?
Eu acho que sim, não me lembro de sentir gostos de forma diferente. Mas aquele desenho das aulas de biologia sobre as sensações de gostos nas regiões da língua, não me representam.

Tá e para beijar e na hora H, é tudo normal?

Não é pra mim que tu tem que perguntar isso, pra mim é tudo normal.

Vivo uma vida normal, as vezes um pouco elétrica, falando sem parar. Culpa do choque!

PS: Adoro contar essa história para os meus alunos, eles nunca mais colocam os dedos perto da tomada!

Ainda sobre os sonhos malucos

Já tinha falado no meu texto “O que acontece com a minha cabeça?” que tenho sonhos malucos. Hoje me dei conta que às vezes junto coisas que aconteceram durante a semana para sonhar algo maluco depois.

Ganhei uma caixa de Ferreiro Rocher de aniversário de uma amiga, fiz almondegas pela primeira vez (alias, ficaram MUITO boas) e comprei umas coisinhas no Ali Express (correntes e brincos). Agora junta: Ferreiro Rocher + Almondegas + Joias = sonho maluco da Pâmela.

Bueno, sonhei que estava sentada no sofá em casa quando o Pablo chegou com uma caixinha de presente pra mim.
Pablo: Olha amor o que eu te trouxe.
Eu: Presente? Tu nunca me traz presente. (Olha eu toda desconfiada do guri, tadinho).
Daí ele fica sem paciência, abre o presente e é uma caixa de chocolate Ferreiro Rocher.
Eu fico toda feliz, abro a caixa e começo a comer compulsivamente. Nisso eu noto que tem um bom-bom muito maior que os outros e falo:
- Amor, tu viu que tem um bom-bom muito maior que os outros?
Ele me olha com aquela carinha dele que aprontou algo e me diz: “Aaaa”. Tipo: Aaaa, o que será?

Abro o bom-bom e é uma almondega crua. Começo a abrir e tem um anel dentro.
Detalhe: Estava toda emocionada que podia ser um pedido de casamento que achei a coisa mais normal do mundo o anel estar dentro de uma ALMONDEGA CRUA.
Pego o anel para ver se era o que eu sempre queria (até no sonho sou exigente) e era um anel de letrinha. Sabe? Esses que todo mundo tem? Poisé.

Só que tinha a letra “T”. Me senti perdida...
Eu: Amor, por que a letra T? Por que não um P? De Pâmela. Ou P de Pablo?
Pablo: Por que é um T de Te amo.

Era exatamente assim o "T" de "Te amo"

Fim.
Acordei. E não me lembrei do sonho até começar a conversar com a mãe pelo Skype. Estava contando que tinha comprado um colar de câmera em um site e ela me perguntou se não tinha anéis de letras também.

Lembrei de todo o sonho. De todos os detalhes.

 Ri litros, chorei mares.

Cheiro de feijão

Quarta-feira é meu dia estratégico de limpar a casa, pelo simples detalhe que é o dia que minha sogra vem nos visitar depois do trabalho. Ela sempre entra pela porta e diz: “Siempre todo impecable Pame”. Não precisa de tradução né? Mas não é sobre isso que quero falar nesse texto. Quero falar sobre um sentimento/saudade/emoção/sonho que me passou em uma dessas quartas-feiras.

Era de manhã e tinha começado a arrumar a casa, nesse dia comecei pela cozinha por que queria cozinhar feijão, assim enquanto ele cozinhava limpava o resto da casa. Terminei a cozinha, coloquei o feijão no fogo e voltei pro quarto (por onde sempre começo a faxina). Enquanto estava arrumando a cama escuto a panela pegar pressão, vou até a sala olho a hora (pra calcular o tempo da pressão) e volto para o quarto.

Foto meramente ilustrativa
Se fosse o Eddie não teria mais nada para a foto
Quando faço aquele movimento de estender o lençol sinto o cheirinho do feijão... E nesse momento tudo se junta: O cheiro do feijão, o movimento em arrumar a cama e o chiado que a panela fazia. E por um segundo me senti em um domingo na casa dos meus pais enquanto ajudo a mãe a arrumar a casa e ela esta colocando o feijão no fogo. Um segundo que me levou a quilômetros de distancia.

Foi muito rápido, e muito intenso. Na hora senti vontade de chorar, mas ri em seguida. Senti vontade de chorar de saudade, saudade da família, dos domingos arrumando a casa com a mãe, do feijão dela, da nossa casa em Viamão. E ri em seguida. Por que apesar de tanta saudade agora era o meu momento... minha cama, minha casa, meu feijão. Foi uma sensação tipo: Sou grande agora.

Enquanto escrevo esse texto escorrem as lagrimas. Não me perguntem por que. Sempre fui assim, me emociono fácil. É uma mescla de sentimentos que invadiram meu coração.

Mas como disse no meu primeiro texto para o blog (Escrevendo para o blog que não existe). Foi um segundo que virou texto. . . Fiquei chapada e viajei com cheiro de feijão.
É tudo muito louco. Esse texto é louco. Eu sou louca. Mas sou feliz.


Antipatia X Timidez

Esses tempos, aqui no blog, fui acusada de ser uma “antipática de espírito”!
E fui acusada por uma pessoa que me conhece desde pequena e muito bem, ou seja, ela deve ter razão no que fala!

Na bem da verdade a minha timidez é confundida, 99% das vezes, com antipatia. Mas, olha a diferença: 
Antipatia (do grego antipathéia, pela junção de anti = contra e pathéia = afeição)
A timidez ou o acanhamento pode ser definida como o desconforto e a inibição em situações de interação pessoal que interferem na realização dos objetivos pessoais e profissionais de quem a sofre.
Quando pequena, minha timidez era daquelas que não me deixava largar a saia da minha mãe em lugares públicos, fazer escândalos gigantes nos primeiros dias de aula e não falar com ninguém que não conhece muito bem, até para aprender a ler, meus pais recorreram a uma psicóloga.


Quando cresci, me dei conta que precisava vencer aquilo que me derrubava a cada vez que tinha que falar em público, por exemplo. Não sei explicar que técnica usei (e ainda uso!), apenas passava dias mentalizando que dominava o assunto e que deveria ser muito tranqüilo e tal. Dava um nervoso por dentro, mas, pra quem vê de fora, é tudo maravilha. Agora, se alguém vinha falar comigo depois... Pânico! Vergonha!

Ou seja, para os outros, não sou tímida, sou antipática mesmo. Claro! Falar para centenas de pessoas, OK!, agora tirar uma dúvida ou iniciar a conversa com um desconhecido é o caos!


E o pior: ainda sou assim! 
E por pura timidez. Hoje, lido melhor com “estranhos”, consigo conversar e tal.
Quem me conhece desde pequena, estranha minha “falta de vergonha”! Quem me conhece agora, me acha antipática.

É, acho que não vou fugir do estigma de ser antipática!


 
Noite Mulherzinha © 2012 | Designed by Rumah Dijual , in collaboration with Buy Dofollow Links! =) , Lastminutes and Ambien Side Effects